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Hiperparatireoidismo CID: Guia Completo Sobre esta Condição

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O hiperparatireoidismo CID (Classificação Internacional de Doenças) refere-se a uma condição hormonal que afeta as glândulas paratireoides, responsáveis pela regulação dos níveis de cálcio no organismo. Quando essas glândulas produzem excesso de paratormônio (PTH), ocorre o hiperparatireoidismo, podendo levar a sérias complicações de saúde. Este artigo oferece um guia completo sobre a condição, abordando causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e estratégias de prevenção, otimizando para mecanismos de busca e proporcionando informações essenciais para pacientes, profissionais de saúde e estudantes.

O que é o Hiperparatireoidismo CID?

O hiperparatireoidismo CID está classificado no código E21 na CID-10, que corresponde ao hiperparatireoidismo primário, secundário e terciário. Essa classificação ajuda na codificação, diagnóstico e tratamento adequado da condição.

hiperparatireoidismo-cid

Tipos de Hiperparatireoidismo

TipoDescriçãoCódigos CID-10Frequência
Hiperparatireoidismo primárioCausado por um problema na própria glândula paratireoide, geralmente adenoma ou hiperplasia.E21.0, E21.1Mais comum, especialmente em idosos e mulheres.
Hiperparatireoidismo secundárioResulta de uma resposta à baixa de cálcio, muitas vezes por doenças renais crônicas.E21.2Frequente em pacientes com insuficiência renal.
Hiperparatireoidismo terciárioDesenvolvido após hiperparatireoidismo secundário prolongado, levando a uma produção autônoma de PTH.E21.3Comum em pacientes transplantados renais.

Causas do Hiperparatireoidismo CID

Hiperparatireoidismo Primário

  • Adenoma de paratireoide: crescimento benign na glândula que aumenta a produção de PTH.
  • Hiperplasia das paratireoides: aumento de todas as glândulas, causando produção excessiva.
  • Carcinoma de paratireoide: raro, mas mais agressivo.

Hiperparatireoidismo Secundário

  • Doença renal crônica: deficiência na ativação da vitamina D e acúmulo de fosfatos levam à baixa de cálcio, estimulando as glândulas.
  • Deficiência de vitamina D: diminui a absorção de cálcio no intestino.

Hiperparatireoidismo Terciário

  • Prolongada hiperatividade das glândulas em pacientes renais crônicos, levando à autonomia na produção de PTH.

Sintomas e Sinais do Hiperparatireoidismo CID

Sintomas comuns

  • Fadiga e fraqueza muscular
  • Dor óssea e fraturas frequentes
  • Pedras nos rins (litíase renal)
  • Náuseas, vômitos
  • Constipação
  • Perda de apetite

Sinais clínicos

  • Hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue)
  • Osteoporose
  • Alterações cardíacas, como arritmias
  • Náusea, vômitos e desidratação

“A detecção precoce do hiperparatireoidismo é fundamental para prevenir complicações ósseas e renais.” – Dr. João Silva, endocrinologista.

Diagnóstico do Hiperparatireoidismo CID

Exames laboratoriais

ExameResultado esperado na condiçãoComentário
Dosagem de cálcio no sangueNíveis elevados (hipercalcemia)Indicativo de hiperparatireoidismo
Paratormônio (PTH)Níveis elevados ou inadequados na presença de hipercalcemiaDiagnóstico diferencial
Fosfato séricoBaixo na primária, alto na secundáriaAvaliação da causa
Vitamina DPode estar baixa na secundáriaApoio ao diagnóstico

Exames de imagem

  • Ultrassonografia de paratireoides: identifica adenomas ou hiperplasia.
  • Cintilografia com sestamibi: localiza glândulas hiperativas.
  • RX e densitometria óssea: avalia osteoporose.

Diagnóstico diferencial

  • Tumores malignos
  • Outras causas de hipercalcemia, como sarcoidose ou intoxicação por vitamina D.

Tratamento do Hiperparatireoidismo CID

Opções não cirúrgicas

  • Monitoramento ativo: para casos assintomáticos leves.
  • Medicamentos:
  • Bisfosfonatos: para fortalecer os ossos.
  • Cinacalcete: para controlar a produção de PTH.
  • Cincentes de vitamina D: para ajustar os níveis.

Tratamento cirúrgico

A paratireoidectomia é indicada para casos sintomáticos ou com alterações estruturais. Ela consiste na remoção do adenoma ou hiperplasia.

Considerações importantes

Pacientes com hiperparatireoidismo primário frequentemente melhoram após cirurgia, reduzindo riscos de complicações ósseas e metabólicas.

Para mais informações, consulte Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Estratégias de Prevenção e Controle

  • Manutenção de níveis adequados de vitamina D e cálcio na dieta.
  • Controle das doenças renais.
  • Acompanhamento regular para grupos de risco.
  • Consultas periódicas com endocrinologista.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais os principais sinais de hiperparatireoidismo?

Os sinais incluem fadiga, dores nos ossos, litíase renal, náuseas, constipação e alterações cardíacas.

2. Como é feito o diagnóstico do hiperparatireoidismo CID?

Por meio de exames laboratoriais para medir cálcio e PTH, além de exames de imagem para localizar hiperplasia ou adenomas.

3. O hiperparatireoidismo pode ser prevenido?

Sim, com dieta balanceada, controle de doenças renais e acompanhamento médico regular.

4. O tratamento cirúrgico é sempre necessário?

Não. Casos assintomáticos podem ser controlados com medicamentos e acompanhamento.

Conclusão

O hiperparatireoidismo CID é uma condição que, se não tratada adequadamente, pode levar a problemas ósseos, renais e cardiovasculares. O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente. Com avanços na medicina, as opções terapêuticas têm evoluído, oferecendo melhores perspectivas de controle e cura. Conhecer os sintomas, realizar exames regulares e buscar acompanhamento com profissionais especializados são passos fundamentais para a prevenção e manejo desta condição.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Guia de diagnóstico e tratamento do hiperparatireoidismo. Disponível em: https://www.endocrino.org.br
  2. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  3. Bilezikian JP, Brandi ML, Eastell R, et al. Guidelines for the management of asymptomatic primary hyperparathyroidism. J Clin Endocrinol Metab. 2014;99(10):3561-3569.

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui a avaliação médica especializada.