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Hernia Umbilical CID 10: Guia Completo e Diagnóstico

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A hernia umbilical é uma condição comum que afeta indivíduos de todas as idades, especialmente crianças. Quando não tratada adequadamente, pode gerar complicações sérias, impactando a qualidade de vida do paciente. No sistema de classificação internacional de doenças (CID-10), ela recebe o código K42, que ajuda profissionais de saúde na codificação, pesquisa e tratamento adequado da condição. Este artigo apresenta uma análise detalhada sobre hernia umbilical CID 10, abordando diagnóstico, tratamento, fatores de risco e dúvidas frequentes, tornando-se um guia completo para pacientes e profissionais de saúde.

O que é Hernia Umbilical?

Definição

Hernia umbilical é a protrusão de uma porção do conteúdo abdominal através de uma fraqueza ou abertura na parede abdominal na região do umbigo (umbilical). Essa condição ocorre quando os músculos ao redor do umbigo não se fecham completamente após o nascimento ou devido a outros fatores que enfraquecem a parede abdominal.

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Causas principais

  • Fraqueza muscular congênita: Presente desde o nascimento, devido ao desenvolvimento incompleto dos músculos abdominais.
  • Aumento da pressão intra-abdominal: Associado a obesidade, gravidez, tosse crônica ou esforço físico excessivo.
  • Obesidade: Distribuição de gordura na região abdominal promove estresse na parede muscular.
  • Mulheres grávidas: O aumento do volume uterino pressiona a parede abdominal.
  • Histórico familiar: Predisposição genética pode influenciar o desenvolvimento da hernia.

Hernia Umbilical CID 10

Código CID-10: K42

A hernia umbilical está classificada sob o código K42 na CID-10, que contempla diferentes tipos de hérnias de parede abdominal. A classificação é fundamental para fins de registro, estatísticas de saúde e padronização no tratamento.

Código CID-10DescriçãoDetalhes adicionais
K42Hérnia umbilicalInclui hernias congênitas e adquiridas na região do umbigo

Nota: A CID-10 também detalha subcategorias específicas para hérnias de outras regiões, mas a K42 é a principal para hérnia umbilical.

Diagnóstico de Hernia Umbilical

Sintomas comuns

  • Protuberância visível ou sensível ao redor do umbigo.
  • Desconforto ou dor, especialmente ao esforço.
  • Sensação de peso ou aumento na área afetada.
  • Em alguns casos, a hérnia pode ser assintomática e detectada apenas durante exame físico.

Exames utilizados

Exame físico

Realizado por profissional de saúde, consiste na inspeção visual e palpação da região umbilical. A hernia costuma ser visível ao fornecer esforço ou ao fazer manobras que aumentam a pressão intra-abdominal.

Exames de imagem

  • Ultrassonografia abdominal: Avalia a profundidade e a extensão da hérnia, além de identificar conteúdo herniado.
  • Tomografia computadorizada (TC): Pode ser solicitada em casos complexos ou suspeita de complicações.

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir a hérnia umbilical de outras condições, como lipomas, tumores ou hérnias de outras regiões. O diagnóstico preciso evita tratamentos desnecessários ou inadequados.

Tratamento da Hérnia Umbilical

Opção conservadora

A maioria das hérnias umbilicais em crianças tende a fechar espontaneamente até os 5 anos de idade. Assim, o acompanhamento clínico é recomendado inicialmente.

Tratamento cirúrgico

Quando a hérnia persiste após essa fase ou apresenta complicações, o procedimento cirúrgico é indicado. Existem duas abordagens principais:

  • Hernioplastia: Fechamento direto da abertura. Utilização de pontos ou telas sintéticas.
  • Hernioplastia com uso de telas: Em hérnias maiores ou recorrentes, telas reforçam a parede abdominal.

Quando procurar um médico?

  • Hérnia que não diminui com o tempo.
  • Aumenta de tamanho.
  • Associada a dor intensa ou sinais de complicação, como vermelhidão, calor ou febre.
  • Hérnia em adultos, que tendem a precisar de intervenção mais cedo.

Fatores de risco para hérnia umbilical

Fator de riscoDescrição
IdadeCrianças, especialmente menores de 5 anos; adultos com fatores de esforço
ObesidadeAumento da pressão intra-abdominal promove o desenvolvimento da hérnia
GravidezGestantesAumento de peso e respiração abdominal pressionam a parede abdominal
História familiarPredisposição genética favorece o enfraquecimento da parede
Uma condição de esforço repetitivo ou esforço físico intensoExercícios físicos ou esforço laboral excessivos podem promover a hérnia

Prevenção da hérnia umbilical

  • Manter peso adequado.
  • Evitar esforço físico excessivo sem a preparação adequada.
  • Controlar condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica.
  • Alimentação equilibrada para evitar constipação e esforço ao evacuar.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A hérnia umbilical pode desaparecer sozinha?

Sim, especialmente em crianças pequenas, muitas hérnias umbilicais tendem a fechar espontaneamente até os 5 anos. No entanto, é importante acompanhar o caso com um profissional de saúde.

2. Qual a melhor idade para cirurgia?

A cirurgia pode ser indicada a partir dos 2 anos de idade ou antes, dependendo do tamanho da hérnia, dos sintomas e de fatores de risco associados.

3. Hérnias umbilicais podem reincidir após cirurgia?

Sim, há possibilidade de recorrência, especialmente se fatores de risco persistirem ou se a cirurgia não for realizada de forma adequada.

4. Quais são os riscos de não tratar?

Complicações incluem encarceramento (quando o conteúdo da hérnia fica preso), estrangulamento (quando há comprometimento do fluxo sanguíneo), infecção e dor crônica.

Conclusão

A hérnia umbilical, classificada pelo CID-10 sob o código K42, é uma condição comum que pode ser facilmente diagnosticada por exame clínico e exames de imagem. Apesar de muitas vezes evoluir de forma benigna, a atenção aos sinais de complicação e o acompanhamento médico são essenciais para garantir um tratamento eficaz. Em casos que requerem intervenção, procedimentos cirúrgicos modernos oferecem alta taxa de sucesso e baixa reincidência.

Se você possui uma hérnia umbilical ou suspeita de uma, consulte um profissional de saúde para avaliação adequada e orientação personalizada.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br
  2. Lima, F. et al. Hérnia umbilical em crianças: diagnóstico e manejo. Revista Brasileira de Cirurgia Pediátrica, 2021.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Diretrizes para tratamento de hérnias congênitas. Available at: https://sbcp.org.br

Outras Fontes Relevantes

Lembre-se: O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir a saúde e o bem-estar do paciente.