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Hernia Inguinal Encarnada: Guia Completo sobre CID e Tratamento

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A hernia inguinal encarcerada é uma condição médica que exige atenção imediata devido ao risco de complicações graves, incluindo isquemia e necrose do tecido herniado. Este artigo oferece um guia completo sobre o tema, abordando desde conceitos básicos até detalhes sobre classificação CID, sintomas, diagnóstico, tratamento e recomendações para pacientes e profissionais de saúde.

Se você ou alguém próximo apresenta sinais de hérnia inguinal encarcerada, é fundamental compreender os fatores de risco, os procedimentos de diagnóstico e as opções de tratamento adequadas para garantir uma recuperação eficiente e segura.

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O que é Hérnia Inguinal Encarnada?

Definição

Hérnia inguinal encarcerada ocorre quando uma porção do intestino, gordura ou outro tecido herniado fica preso na bolsa herniária, impedindo sua redução espontânea ou manipulada. Essa condição pode levar à constrição do vaso sanguíneo e à perda de circulação no tecido afetado, podendo evoluir para complicações sérias.

Diferença entre Hérnia Inguinal, Encarnada e Estrangulada

Tipo de HérniaCaracterísticas
Hérnia inguinalProtrusão do conteúdo abdominal através do canal inguinal
Hérnia encarceradaConteúdo herniado preso na bolsa, não podendo ser reduzido espontaneamente
Hérnia estranguladaEncapsulamento da hérnia encarcerada acompanhado de comprometimento vascular e isquemia

Segundo o Ministério da Saúde, “a hérnia estrangulada representa uma emergência médica que requer intervenção rápida”.

CID para Hérnia Inguinal Encarnada

O que é o CID?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde.

CID específico para hérnia inguinal encarcerada

A hérnia inguinal encarcerada corresponde ao código K41.2 na CID-10, que abrange as hérnias inguinais encarceradas. Já a hérnia estrangulada é categorizada como K41.3.

Código CIDDescrição
K41.2Hérnia inguinal encarcerada
K41.3Hérnia inguinal estrangulada

Causas e Fatores de Risco

Causas Gerais

  • Esforços físicos intensos
  • Levantamento de peso inadequado
  • Obesidade
  • Tosse crônica
  • Constipação intestinal

Fatores de risco específicos

  • Idade avançada
  • Histórico familiar de hérnias
  • Defeitos congênitos na parede abdominal
  • Pós-operatório na região inguinal

Sintomas e Sinais

Como identificar uma hérnia inguinal encarcerada?

Os sintomas podem variar dependendo do grau de encarceramento, mas geralmente incluem:

  • Protuberância ou inchaço na região inguinal
  • Dor ou desconforto ao tocar ou movimentar-se
  • Sensação de peso na região afetada
  • Náuseas e vômitos nos casos mais graves
  • Vermelhidão ou calor na área (sinal de inflamação ou estrangulamento)

Quando procurar emergência?

Se houver aumento súbito da dor, sinais de estrangulamento como vômito frequente, vermelhidão intensa, febre ou incapacidade de reduzir a hérnia, procure emergência imediatamente.

Diagnóstico

Exames clínicos

O diagnóstico primário é clínico, baseado na inspeção e palpação da região inguinal. O médico avaliará se a hérnia é reduzível ou encarcerada.

Exames complementares

  • Ultrassonografia inguinal
  • Tomografia computadorizada (TC) – essencial em casos complexos
  • Radiografia de abdômen

Mais informações sobre diagnósticos podem ser encontradas em Revista Brasileira de Cirurgia.

Tratamento

Tratamento de Hérnia Inguinal Encarnada

Cirurgia de Hérnia

A intervenção cirúrgica é o tratamento padrão para hérnia encarcerada, sendo considerada uma emergência em casos de estrangulamento.

Tipos de procedimentos cirúrgicos

  • Hérnia inguinal – Técnica de Prótese (rede de câmara
  • Hérnia inguinal – Técnica de Shouldice
  • Hérnia inguinal – Técnica de Lichtenstein

Cuidados pós-operatórios

  • Repouso relativo
  • Controle da dor
  • Manutenção de alimentação leve
  • Evitar esforços físicos por pelo menos 2-4 semanas

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia deve ser realizada assim que o diagnóstico de hérnia encarcerada for confirmado, preferencialmente em ambiente hospitalar para evitar complicações.

Prevenção

Para prevenir hérnias inguinais, recomenda-se:

  • Manter peso saudável
  • Evitar esforços excessivos sem orientação
  • Tratar tosses e constipação
  • Manter postura adequada durante esforços físicos

Perguntas Frequentes

1. Hérnia inguinal encarcerada pode resolver-se sozinha?
Normalmente não. Uma hérnia encarcerada precisa de intervenção médica rápida para evitar complicações sérias.

2. Quais os riscos de não tratar a hérnia encarcerada?
Os principais riscos incluem estrangulamento, isquemia, necrose do tecido preso e infecção geral, podendo levar à sepse.

3. A cirurgia de hérnia inguinal é complicada?
Com profissionais especializados, a cirurgia costuma ser segura e com boas taxas de sucesso, especialmente quando realizada precocemente.

4. Quanto tempo leva para recuperar após a cirurgia de hérnia encarcerada?
O período de recuperação geralmente varia entre 2 a 4 semanas, dependendo do procedimento e do estado de saúde do paciente.

Conclusão

A hérnia inguinal encarcerada é uma condição que demanda atenção rápida e tratamento adequado para prevenir complicações sérias. O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento cirúrgico efetivo e às medidas de prevenção, contribuem para melhores resultados e recuperação eficaz.

Se você suspeita de hérnia inguinal encarcerada, procure um profissional de saúde imediatamente. A rápida intervenção pode evitar complicações graves e assegurar uma melhor qualidade de vida.

Referências

  1. Ministério da Saúde. "Classificação Internacional de Doenças – CID-10." Disponível em: https://www.icd10data.com/

  2. Santos, A. F. & Oliveira, M. D. (2020). Cirurgia Geral: Diagnóstico e Tratamento. Editora Saúde Digital.

  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral. "Guia de Hérnias." Disponível em: https://www.sb surgical.org.br

Frases de impacto

“A rapidez no diagnóstico e tratamento faz toda a diferença na evolução de hérnias encarceradas.”

“Conhecimento e ação rápida: pilares para evitar as complicações da hérnia inguinal encarcerada.”