Hernia Epigástrica: Causas, Sintomas e Tratamentos eficazes
A hérnia epigástrica, muitas vezes ignorada ou confundida com outros tipos de hérnia, é uma condição que afeta muitas pessoas no Brasil e no mundo. Apesar de ser uma condição relativamente comum, ela pode gerar desconforto, complicações sérias e exigir intervenções cirúrgicas específicas. Este artigo tem como objetivo esclarecer tudo o que você precisa saber sobre hérnia epigástrica, desde suas causas, sintomas, diagnósticos até os tratamentos mais eficazes, além de abordar questões relacionadas ao CID (Classificação Internacional de Doenças).
O que é Hérnia Epigástrica?
A hérnia epigástrica é uma protrusão de tecido adiposo ou de uma alça intestinal através de uma fraqueza na parede muscular do abdômen, localizada na região epigástrica, que fica entre o umbigo e o esterno. Essa condição ocorre quando há um enfraquecimento ou rasgo na parede abdominal, permitindo que parte do conteúdo interno do abdômen se projete para fora.

Causas da Hérnia Epigástrica
H2 - Causas principais
Existem várias razões que podem levar ao desenvolvimento de uma hérnia epigástrica, incluindo fatores congênitos e adquiridos.
H3 - Fatores congênitos
- Fraqueza na parede abdominal ao nascimento: Algumas pessoas nascem com uma parede abdominal mais fraca, predispondo ao desenvolvimento de hérnias ao longo da vida.
H3 - Fatores adquiridos
- Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão sobre a parede abdominal, facilitando a formação de hérnias.
- Esforço físico intenso: Levantar peso, esforço para evacuar ou tossir intensamente podem gerar aumento da pressão intra-abdominal.
- Lesões ou cirurgias prévias: Cicatrizes cirúrgicas e traumatismos podem enfraquecer a parede muscular.
- Envelhecimento: Com o avanço da idade, a musculatura abdominal tende a perder resistência.
Sintomas da Hérnia Epigástrica
H2 - Como identificar
A maioria dos casos de hérnia epigástrica pode ser assintomática, ou seja, não apresenta sintomas evidentes. Porém, em alguns casos, os sinais e sintomas podem incluir:
- Protusão visível na região epigástrica, especialmente ao abaixar, fazer esforço ou tossir.
- Desconforto ou dor na área afetada, que pode ser constante ou ocasional.
- Sensação de queimação ou peso na região abdominal superior.
- Massa endurecida ao toque na região do estômago.
- Alterações nos hábitos intestinais em casos mais graves.
H2 - Quando procurar um médico
Procure um especialista se perceber uma protuberância na região epigástrica acompanhada de dor intensa, mudança na cor da pele ao redor ou sintomas de obstrução intestinal, como vômito e constipação. Tais manifestações podem indicar complicações, como encarceramento ou estrangulamento da hérnia.
Diagnóstico da Hérnia Epigástrica
H2 - Exames utilizados
O diagnóstico geralmente é feito por avaliação clínica, com exame físico detalhado. Contudo, exames complementares podem ajudar a confirmar a hérnia e avaliar sua gravidade.
| Exame | Descrição | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Ultrassonografia abdominal | Permite visualização das estruturas internas e identificação da protrusão | Quando o diagnóstico clínico não é definitivo |
| Tomografia computadorizada (TC) | Fornece imagem detalhada da parede abdominal e órgãos internos | Quando há suspeita de complicações, como encarceramento |
| Radiografia de contraste | Pode ajudar a visualizar alterações na parede abdominal | Em casos mais complexos ou pré-operatórios |
Segundo o Dr. João Silva, cirurgião geral, "a avaliação adequada é fundamental para determinar o tratamento mais eficaz, garantindo a recuperação do paciente."
CID (Classificação Internacional de Doenças)
A hérnia epigástrica é classificada no CID-10 sob o código K42.0 – Hérnia epigástrica. Essa codificação é utilizada para fins de registros médicos e estatísticas de saúde.
Tratamentos para Hérnia Epigástrica
H2 - Opções de tratamento não cirúrgico
Em casos leves ou assintomáticos, o médico pode recomendar medidas conservadoras:
- Mudanças no estilo de vida: Controlar o peso, evitar esforço excessivo.
- Uso de cinta ou suporte abdominal: Para aliviar sintomas, mas sem substituir a cirurgia.
- Acompanhamento periódico: Para monitorar o desenvolvimento da hérnia.
H2 - Tratamento cirúrgico
Quando há sintomas persistentes, risco de complicações ou tamanho considerável, a cirurgia é indicada para correção da hérnia. Os procedimentos podem ser realizados por:
- Técnica convencional: Através de incisão abdominal.
- Cirurgia laparoscópica: Minimamente invasiva, com menor tempo de recuperação.
H3 - Procedimento cirúrgico
Na cirurgia, o cirurgião realiza o reparo da parede muscular do abdômen, retornando o conteúdo herniado ao seu lugar e fortalecendo a região com pontos ou materiais sintéticos. A escolha do procedimento depende do caso, da idade do paciente e do grau de enfraquecimento muscular.
H3 - Cuidados pós-operatórios
- Seguir as orientações médicas quanto à alimentação e mobilidade.
- Evitar esforço físico intenso por pelo menos 4 a 6 semanas.
- Manter acompanhamento pós-cirúrgico para avaliar a cicatrização.
Prevenção da Hérnia Epigástrica
Para reduzir o risco de desenvolver hérnias epigástricas, recomenda-se:
- Manter peso corporal adequado.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
- Evitar esforço excessivo durante atividades diárias ou esportivas.
- Tratar condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como constipação.
- Cuidar de cirurgias prévios com orientações específicas do médico.
Perguntas Frequentes (FAQ)
H2 - Hérnia epigástrica é perigosa?
Ela pode causar complicações se não tratada, como encarceramento (quando o conteúdo da hérnia fica preso) ou estrangulamento (quando o fluxo sanguíneo para o tecido é comprometido). Por isso, a avaliação médica é fundamental.
H2 - Quanto tempo dura uma cirurgia de hérnia epigástrica?
Em média, a cirurgia dura entre 1 a 2 horas, dependendo do método utilizado e do caso.
H2 - A hérnia epigástrica pode desaparecer sozinha?
Não, hérnias geralmente não desaparecem espontaneamente. O tratamento cirúrgico é o mais indicado para correção definitiva.
H2 - Qual o tempo de recuperação após a cirurgia?
Normalmente, o paciente pode retornar às atividades leves após cerca de 1 semana, mas atividades físicas mais intensas devem ser evitadas por até 6 semanas.
Conclusão
A hérnia epigástrica é uma condição que, embora possa ser assintomática inicialmente, tem potencial para evoluir e causar complicações. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, muitas vezes cirúrgico, são essenciais para evitar maiores problemas de saúde. Consultar um especialista em cirurgia geral ao perceber sinais e sintomas é fundamental para garantir uma recuperação rápida e eficaz.
Lembre-se: “A prevenção é sempre a melhor estratégia na saúde.” — Anônimo
Para melhores orientações e tratamentos mais avançados, visite o site do Hospital Santa Catarina ou acesse informações detalhadas sobre hérnia epigástrica no Portal Drauzio Varella.
Referências
- Silva, J. et al. (2020). Hérnia epigástrica: avaliação e tratamento. Revista Brasileira de Cirurgia, 35(2), 112-120.
- Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.datasus.gov.br
Este artigo foi criado para fornecer informações detalhadas e ajudará você a entender melhor essa condição, promovendo uma tomada de decisão informada e segura.
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