Hepatite B Crônica: Causas, Sintomas e CID Atualizados
A hepatite B crônica é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e representa um sério risco à saúde hepática. Com avanços na medicina, compreender suas causas, sintomas, classificação e o código CID atualizado tornou-se essencial para profissionais da saúde e pacientes. Neste artigo, abordaremos de forma clara e detalhada tudo o que você precisa saber sobre a hepatite B crônica, incluindo suas nuances, diagnóstico, tratamento e aspectos epidemiológicos, garantindo uma leitura otimizada para mecanismos de busca (SEO).
Introdução
A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode evoluir para formas crônicas, especialmente quando adquirida na infância ou em adultos imunocomprometidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 250 milhões de pessoas vivem com hepatite B crônica, e ela é uma das principais causas de cirrose, câncer de fígado e morte por doenças hepáticas no mundo.

A classificação correta, compreensão das causas, reconhecimento dos sintomas e o acompanhamento via código CID são essenciais para gestão da doença. Assim, este artigo visa fornecer um panorama completo, atualizado, e de fácil compreensão.
O que é Hepatite B Crônica?
A hepatite B crônica é uma infecção contínua pelo vírus da hepatite B (VHB) que dura mais de seis meses. Diferentemente da hepatite aguda, ela pode ser assintomática por períodos prolongados, dificultando o diagnóstico precoce.
Como ocorre a transição da hepatite aguda para a crônica?
A maior incidência de hepatite B crônica ocorre em neonatos e crianças pequenas, devido à imaturidade do sistema imunológico. Quando o organismo não consegue eliminar o vírus dentro de seis meses, caracteriza-se a condição como hepatite B crônica.
Causas da Hepatite B Crônica
A principal causa da hepatite B crônica é a infecção pelo vírus da hepatite B (VHB). A transmissão ocorre por meio de:
- Contato com sangue contaminado
- Sexo sem proteção com pessoa infectada
- De mãe para bebê durante o parto
- Uso de seringas ou objetos perfurocortantes contaminados
- Compartilhamento de objetos pessoais, como navalhas e escovas de dentes
Fatores de risco
- Trabalhadores da saúde expostos a sangue e fluidos corporais
- Pessoas que vivem em regiões de alta endemicidade (como algumas áreas da África e Ásia)
- Indivíduos com múltiplos parceiros sexuais
- Portadores de outras infecções hepatotroponas, como hepatite C ou HIV
Sintomas da Hepatite B Crônica
Muitos portadores podem ser assintomáticos por anos, podendo descobri-la apenas em exames de rotina. Quando presentes, os sintomas podem incluir:
Sintomas iniciais
- Fadiga constante
- Mal-estar geral
- Perda de apetite
- Náuseas e vômitos
- Dor abdominal na região superior direita
Sintomas avançados (quando há complicações)
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Urina escura
- Fezes claras
- Hematomas ou sangramentos fáceis
- Edema abdominal (ascite)
"Prevenir é melhor que remediar, e a hepatite B, quando detectada precocemente, tem tratamento eficaz, contribuindo para a melhora na qualidade de vida do paciente." — Sociedade Brasileira de Hepatologia
Diagnóstico da Hepatite B Crônica
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais específicos, incluindo:
- Testes de sorologia: para detectar a presença do antígeno de superfície (HBsAg), que indica infecção atual.
- Exames de biologia molecular: para quantificar a carga viral (vírus no sangue).
- Avaliação da função hepática: através de enzimas hepáticas (ALT, AST).
- Biópsia hepática ou elastografia: para avaliar dano ou fibrose no fígado.
Tabela: Exames para diagnóstico da hepatite B
| Exame | O que Detecta | Recomendação |
|---|---|---|
| HBsAg | Presença do antígeno de superfície do vírus | Diagnóstico de infecção crônica |
| Anti-HBc total | Exposição passada ou atual | Avaliação de exposição |
| Anti-HBs | Imunidade adquirida ou vacinação bem sucedida | Confirmar imunidade |
| DNA do Vírus da Hepatite B | Quantificação viral | Monitoramento e tratamento |
| ALT (Alanina aminotransferase) | Inflamação hepática | Avaliação de atividade hepática |
CID Atualizado para Hepatite B Crônica
O código internacional de classificação de doenças (CID) é fundamental para padronização, registros e estatísticas de saúde.
| Código CID | Denominação | Descrição |
|---|---|---|
| B18.1 | Hepatite B crônica | Infecção crônica pelo vírus da hepatite B |
"A utilização correta do CID é indispensável para o registro preciso de casos, facilitando estratégias de saúde pública e o planejamento de ações específicas." — Ministério da Saúde, Brasil.
Tratamento da Hepatite B Crônica
O tratamento visa reduzir a carga viral, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Existem medicamentos antivirais eficazes, incluindo:
- Interferons peguilados
- Inibidores da DNA polimerase, como tenofovir e entecavir
Quando iniciar o tratamento?
Indicado em casos de:
- Elevadas cargas virais persistentes
- Evidências de fibrose hepática ou cirrose
- Presença de sintomas ou alterações laboratoriais importantes
Como é o acompanhamento?
- Monitoramento da carga viral e enzimas hepáticas regularmente
- Avaliação de efeitos colaterais dos medicamentos
- Rastreamento de complicações, como hepatocarcinoma
Para orientações mais específicas e atualizadas, acesse fontes confiáveis como o portal da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Prevenção da Hepatite B
A principal estratégia de prevenção é a vacinação, que oferece proteção duradoura. O esquema de vacinação inclui a aplicação de três doses em diferentes fases da vida. Adicionalmente:
- Uso de preservativos durante o sexo
- Evitar compartilhamento de objetos perfurocortantes ou pessoais
- Testagem de sangue antes de transfusões
Perguntas Frequentes
1. A hepatite B crônica é transmissível?
Sim. A transmissão ocorre por contato com sangue, secreções corporais ou contato sexual com pessoa infectada.
2. A vacina contra hepatite B é eficaz?
Muito eficaz. A vacinação garante imunidade em mais de 90% dos casos quando administrada corretamente.
3. É possível eliminar completamente o vírus da hepatite B do organismo?
Até o momento, não há cura definitiva. O objetivo do tratamento é controlar a replicação viral e prevenir complicações.
4. Quais as complicações possíveis da hepatite B crônica?
Cirrrose, hepatocarcinoma (câncer de fígado) e insuficiência hepática.
Conclusão
A hepatite B crônica é uma condição silenciosa que exige atenção redobrada. Com diagnóstico precoce, acompanhamento regular e tratamento adequado, é possível controlar a doença, prevenir complicações e melhorar a expectativa de vida. A compreensão do CID atualizado (B18.1) facilita o registro e o combate à doença, contribuindo para ações de saúde pública mais efetivas.
A vacinação permanece como a principal estratégia de prevenção, reforçando a importância da imunização e do acompanhamento médico regular para indivíduos de risco.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Hepatitis B fact sheet. 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis-b
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de hepatites. 2022. Disponível em: https://www.sbh.org.br
- Ministério da Saúde (Brasil). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Hepatite B. 2023.
- Ministério da Saúde. Códigos CID para doenças. 2023. Disponível em: https://www.datasus.gov.br
Finalizando
Entender todos os aspectos relacionados à hepatite B crônica — suas causas, sintomatologia, diagnóstico, tratamento e aspectos epidemiológicos — é fundamental para promover a saúde e evitar complicações graves. Esteja atento à vacinação, realize exames periódicos e consulte profissionais especializados sempre que necessário. Cuide da sua saúde hepática!
MDBF