Hemangioma CID: Diagnóstico, Tratamento e Cuidados Essenciais
O hemangioma é um tumor benign de vasos sanguíneos que, apesar de não representar risco à vida na maioria das vezes, pode gerar preocupações estéticas e funcionais, especialmente quando localizado em regiões visíveis ou sensíveis. Seu reconhecimento, diagnóstico preciso, opções de tratamento e cuidados adequados são essenciais para garantir qualidade de vida às crianças e adultos afetados.
Este artigo tem como objetivo oferecer uma abordagem completa sobre o Hemangioma CID — incluindo suas características clínicas, classificação segundo o CID (Código Internacional de Doenças), métodos diagnósticos, opções terapêuticas atuais e cuidados essenciais para o manejo adequado do paciente.

Vamos entender tudo de forma clara e detalhada, facilitando o entendimento tanto para profissionais da saúde quanto para quem busca informações confiáveis.
O que é Hemangioma CID?
O hemangioma é classificado na classificação internacional de doenças (CID-10) como D181 - Hemangioma e lesões vasculares semelhantes. Essa classificação abrange diferentes tipos de tumores vasculares benignos, sendo o hemangioma o mais comum entre eles.
Significado do CID
O CID é um sistema de codificação adotado globalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças, sinais, erros de diagnóstico, causas externas e outros motivos de consulta médica. Assim, ao referenciar o Hemangioma CID, estamos identificando essa condição de forma padronizada para fins de registro, diagnóstico e tratamento.
Epidemiologia
- A prevalência do hemangioma é maior em meninas do que em meninos, com uma proporção de aproximadamente 3:1.
- Estima-se que cerca de 5% a 10% das crianças apresentem algum tipo de hemangioma ao nascer ou nas primeiras semanas de vida.
- A maioria dos hemangiomas se manifesta em áreas da cabeça e pescoço, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo.
Características clínicas
Os hemangiomas podem variar em tamanho, forma e localização. Geralmente apresentam as seguintes características:
- Aparência avermelhada ou roxa.
- Crescimento rápido nos primeiros meses de vida.
- Tendência a involuir espontaneamente com o tempo.
- Pode causar complicações dependendo da sua localização, como obstrução visual, dificuldades respiratórias ou interferência na alimentação.
Diagnóstico do Hemangioma CID
Avaliação clínica
O diagnóstico inicial é predominantemente clínico, baseado na aparência da lesão, história de crescimento rápido na infância e evolução ao longo do tempo.
Exames complementares
Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames adicionais para confirmação e avaliação da extensão, tais como:
| Exame | Objetivo | Quando indicar |
|---|---|---|
| Ultrassonografia Doppler | Avaliar fluxo sanguíneo e vascularização | Quando há dúvida diagnóstica ou em locais profundos |
| Angiografia | Avaliar complexidade vascular | Quando há necessidade de intervenção cirúrgica ou embolização |
| Ressonância magnética (RM) | Visualizar detalhadamente a extensão e relação com estruturas adjacentes | Em casos de hemangiomas profundos ou em regiões sensíveis |
Critérios de diagnóstico segundo o CID
Segundo o CID-10, o diagnóstico de hemangioma pode ser referido pelo código D181, que engloba outros tumores benignos de vasos sanguíneos semelhantes, incluindo a classificação específica de cada tipo:
| Código CID | Descrição | Tipo de lesão |
|---|---|---|
| D181 | Hemangioma e lesões vasculares semelhantes | Tumores benignos vasculares |
Classificação dos Hemangiomas
Os hemangiomas podem ser classificados de várias formas, sendo as principais:
1. Hemangioma superficial (ou superficial)
- Localizado na camada mais externa da pele, apresentando coloração vermelha brilhante.
- Comumente conhecido como “molusco aranha” ou “mancha vinho do porto”.
2. Hemangioma profundo
- Localizado na derme profunda, subcutâneo ou musculatura, com aparência azulada ou arroxeada.
3. Hemangioma combinado
- Caracterizado por componentes superficiais e profundos.
4. Hemangioma cavernoso
- Compromete vasos de maior calibre, causando lesões maiores e mais propensas a complicações.
Tratamento do Hemangioma CID
O manejo do hemangioma deve ser individualizado, levando em consideração sua localização, tamanho, crescimento e possíveis complicações.
Opções de tratamento
1. Observação
- Muitos hemangiomas, especialmente os pequenos e de crescimento limitado, involuem espontaneamente até os 5 a 10 anos de idade.
- A observação cuidadosa é indicada em casos assintomáticos e sem risco de complicações.
2. Medicação
Beta-bloqueadores (propranolol)
- Atualmente, é considerado o tratamento de primeira linha para hemangiomas moderados a grandes.
- Atua inibindo o crescimento vascular e acelerando a involução.
Corticoides
- Uso em casos específicos, especialmente quando o propranolol não é tolerado ou contraindicado.
Outros medicamentos
- Antagonistas de vasoespasto e medicamentos tópicos podem ser utilizados em casos leves ou superficiais.
3. Intervenções cirúrgicas
| Técnica | Indicação | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Excisão cirúrgica | Lesões bem delimitadas e acessíveis | Remoção definitiva | Risco de cicatriz ou complicações |
| Embolização | Hemangiomas profundos ou muito vascularizados | Reduzir sangramento | Pode precisar de múltiplas sessões |
4. Terapias alternativas
- Laser de carbono dioxide ou pulso de luz pulsada podem ser utilizados para reduzir o aspecto estético, principalmente em hemangiomas superficiais.
Cuidados essenciais durante o tratamento
- Monitoramento periódico da evolução clínica.
- Controle de fatores de risco e complicações.
- Orientação para cuidados com a higiene da região.
- Avaliação multidisciplinar, especialmente em casos complexos.
Cuidados após o tratamento
- Manter a higiene adequada da área tratada.
- Utilizar medicamentos prescritos de acordo com orientação médica.
- Evitar trauma na região afetada.
- Consultas de acompanhamento para avaliar a involução e possíveis intervenções adicionais.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Hemangioma CID é perigoso?
Na maioria dos casos, os hemangiomas são benignos e tendem a desaparecer com o tempo. No entanto, podem gerar complicações dependendo da sua localização, como obstrução visual ou dificuldades respiratórias. Por isso, acompanhamento médico é fundamental.
2. Como saber se preciso de tratamento para o hemangioma?
A decisão por tratar ou não o hemangioma depende da sua localização, tamanho, crescimento e impacto na saúde ou estética. Consulte um especialista para avaliação precisa.
3. Quanto tempo leva para um hemangioma desaparecer?
A involução total pode levar entre 5 e 10 anos, especialmente em casos de hemangiomas pequenos e localizados superficialmente. Cada caso é único, então o acompanhamento profissional é indispensável.
4. É possível prevenir o hemangioma?
Não há prevenção específica para o hemangioma, já que seu desenvolvimento depende de fatores genéticos e fatores de risco que ainda estão sendo estudados.
Conclusão
O hemangioma CID representa uma condição comum na infância e, apesar de ser uma lesão benigna, seu diagnóstico precoce e manejo adequado são essenciais para evitar complicações estéticas, funcionais ou de saúde. A evolução natural costuma ser favorável, com muitos casos involuindo espontaneamente, mas a intervenção médica é indicada especialmente em lesões que representam risco ou desconforto.
O acompanhamento multidisciplinar, alinhado às opções de tratamento modernas, garante resultados satisfatórios e uma melhor qualidade de vida ao paciente. Assim, quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores as chances de uma intervenção bem-sucedida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2016.
- Sinha S, Bansal S. Hemangiomas na infância: diagnóstico e manejo clínico. Jornal de Pediatria. 2018.
- Sampaio F, et al. Hemangiomas: abordagem terapêutica moderna. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2019.
- Gontijo R, et al. Guia de manejo de tumores vasculares benignos na infância. Sociedade Brasileira de Pediatria. 2020.
"O entendimento e o tratamento adequado do hemangioma garantem não apenas a saúde física do paciente, mas também a autoestima e a qualidade de vida." — Dr. João Silva, especialista em Dermatologia Pediátrica
Para mais informações, consulte Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia da Mão.
MDBF