Gravidez Anembrionária: Por que a Barriga Cresce Mesmo Sem Embrião
A gravidez anembrionária é uma condição que causa muitas dúvidas e preocupações entre as futuras mães. Uma das questões mais frequentes envolve o crescimento da barriga, mesmo na ausência de um embrião viável. Esse fenômeno pode gerar confusão e ansiedade, levando muitas mulheres a questionar o que está acontecendo com seus corpos durante esse período delicado. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente o que é a gravidez anembrionária, por que a barriga pode crescer nesse cenário e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.
O que é gravidez anembrionária?
Definição e diferenciação
A gravidez anembrionária, também conhecida como gravidez blighted ovum, ocorre quando um óvulo fertilizado é implantado no útero, mas o embrião não se desenvolve adequadamente ou desaparece cedo demais. Apesar de o saco gestacional crescer, não há a formação de um embrião viável.

Como acontece?
Ocorre normalmente após a confirmação da gravidez por exame de sangue ou ultrassom. A fertilização acontece, mas, por algum motivo, o embrião não se desenvolve ou morre logo no início. O corpo, então, continua a produzir sinais de gravidez, incluindo o crescimento do saco gestacional.
Por que a barriga cresce na gravidez anembrionária?
Crescimento do saco gestacional e dos líquidos
Mesmo sem embrião, o saco gestacional pode crescer até atingir um tamanho semelhante ao de uma gravidez normal. Isso ocorre porque o saco fica repleto de líquido e tecidos que se acumulam durante esse período.
Corpos de lei e aumento do útero
O crescimento do útero também é influenciado pelo aumento do volume de sangue e pelos tecidos que se formam durante a implantação. Assim, a barriga pode parecer aumentada, dando a impressão de uma gestação em andamento.
Como a barriga aumenta mesmo sem embrião?
O aumento da barriga na gravidez anembrionária é consequência do crescimento do saco gestacional e do acúmulo de líquidos, além do aumento do volume sanguíneo e do tecido uterino. Essencialmente, o útero aumenta de tamanho diante desses fatores, mesmo na ausência de um embrião.
Diagnóstico da gravidez anembrionária
Exames utilizados
| Exame | Quando é indicado | O que mostra |
|---|---|---|
| Ultrassom transvaginal | Geralmente entre a 6ª e 8ª semana | Sacos gestacionais sem embrião; ausência de batimentos cardíacos |
| Exame de sangue (BHCG) | Acompanhamento do crescimento hormonal | Níveis de hormônio podem estar baixos ou não evoluindo normalmente |
Sintomas comuns
- Perda de sintomas de gravidez (tontura, enjoo)
- Sangramento vaginal
- Crescimento abdominal que aparenta estar normal
Por que a barriga cresce mesmo sem embrião?
Quando uma mulher recebe o diagnóstico de gravidez anembrionária, muitos se perguntam: "Por que minha barriga continua crescendo?" A resposta está relacionada ao funcionamento do corpo durante a gestação:
- Crescimento do saco gestacional: a formação inicial do saco ocupa espaço no útero, aumentando sua dimensão.
- Acúmulo de líquidos: o organismo forma uma quantidade significativa de líquido no interior do saco gestacional, o que contribui para o aumento do volume abdominal.
- Respostas hormonais: o corpo mantém a produção de hormônios como o hCG, que estimulam o útero a continuar crescendo até determinar a perda natural ou por intervenção médica.
Tratamento e acompanhamento
Opções de tratamento
Na maioria dos casos, após confirmação da gravidez anembrionária, o médico recomenda uma das seguintes opções:
- Expectante: acompanhamento até que o corpo elimine espontaneamente o tecido.
- Medicamentoso: uso de medicamentos para induzir a expulsão.
- Cirúrgico: curetagem uterina, especialmente se houver sintomas ou complicações.
Importância do acompanhamento médico
É fundamental realizar o acompanhamento com um ginecologista para garantir que todo o tecido seja eliminado e evitar complicações.
Quando a barriga começa a diminuir?
Após a eliminação do conteúdo gestacional, é comum que a barriga comece a diminuir de volume. No entanto, esse processo pode variar dependendo do que foi feito ou do tempo de gestação.
Perguntas Frequentes
1. É possível ter crescimento da barriga na gravidez anembrionária?
Sim, é comum que a barriga continue crescendo até a confirmação de que o corpo eliminou o tecido gestacional, devido ao crescimento do saco e ao acúmulo de líquidos.
2. A gravidez anembrionária afeta a fertilidade?
Não, a gravidez anembrionária não influencia na fertilidade futura. É uma situação que pode ocorrer por fatores genéticos ou ambientais, e muitas mulheres conseguem engravidar normalmente posteriormente.
3. Como saber se minha gravidez é anembrionária?
O diagnóstico é feito por ultrassom e exames de sangue, que mostram o crescimento do saco gestacional sem sinais de embrião ou batimentos cardíacos.
4. Quanto tempo leva para a barriga diminuir após a expulsão?
Depende de cada mulher, mas normalmente o volume da barriga começa a diminuir algumas semanas após o procedimento de eliminação.
Conclusão
A gravidez anembrionária é uma condição bastante comum e, embora cause desânimo, muitas mulheres se recuperam e conseguem engravidar novamente. O crescimento da barriga, mesmo sem a presença de um embrião, é um fenômeno fisiológico ligado ao aumento do saco gestacional, líquidos e tecidos uterinos.
Importante: Sempre consulte seu ginecologista para uma avaliação adequada e orientações específicas. O acompanhamento médico é essencial para garantir uma recuperação saudável e planejar novas tentativas de gravidez.
Referências
- Ministério da Saúde. Guia para acompanhamento da gravidez. Available at: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Orientações para diagnóstico e manejo de gravidez anembrionária. Available at: https://sbgo.org.br
Considerações finais
A compreensão sobre a gravidez anembrionária ajuda a aliviar dúvidas e preocupações, promovendo um entendimento mais claro do funcionamento do corpo durante esse processo. Lembre-se sempre da importância do acompanhamento médico para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
"A saúde da mulher deve ser prioridade em qualquer fase da vida, especialmente na fase delicada da gestação."
MDBF