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Gráfico de Pareto: Como Usar Essa Ferramenta de Prioridade

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No mundo dos negócios e da gestão de qualidade, a tomada de decisão eficiente é fundamental para alcançar resultados positivos. Uma das ferramentas mais utilizadas para identificar prioridades e problemas críticos é o Gráfico de Pareto. Conhecido também como a regra 80/20, esse método ajuda gestores a concentrarem esforços naquelas áreas que terão maior impacto, otimizando recursos e melhorando processos com maior eficácia. Neste artigo, explicaremos detalhadamente o que é o gráfico de Pareto, como utilizá-lo corretamente, apresentaremos exemplos práticos e dicas para maximizar seus benefícios.

O que é o Gráfico de Pareto?

O Gráfico de Pareto é uma ferramenta estatística que combina um gráfico de barras com um gráfico de linha para representar a frequência ou impacto de diferentes causas ou problemas, ordenadas da mais significativa para a menos significativa. Ele permite que as organizações identifiquem rapidamente as áreas que requerem maior atenção, facilitando a priorização de ações corretivas ou melhorias.

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Origem do Gráfico de Pareto

O nome da ferramenta vem do economista italiano Vilfredo Pareto, que observou que aproximadamente 80% da riqueza de um país estava concentrada em 20% da população. Posteriormente, esse princípio foi adaptado para diversas áreas, incluindo controle de qualidade, gerenciamento de projetos, vendas e atendimento ao cliente.

Como funciona o Gráfico de Pareto?

O gráfico de Pareto apresenta dados organizados em ordem decrescente de frequência ou impacto, evidenciando visualmente quais causas têm maior efeito sobre um determinado problema. A linha cumulativa mostra a porcentagem total acumulada, permitindo identificar facilmente quais causas representam a maior parte do problema.

Como interpretar o gráfico

  • Barras: representam a frequência ou impacto de cada causa, ordenadas da mais para a menos importante.
  • Linha cumulativa: mostra a porcentagem acumulada dessas causas, indicando quanto do problema total é causado pelas principais causas.

Passo a passo para criar um Gráfico de Pareto

Para montar um gráfico de Pareto eficiente, siga as etapas abaixo:

1. Coleta de dados

Reúna informações sobre as causas ou problemas que deseja analisar. Pode ser o número de defeitos em uma produção, reclamações de clientes, atrasos em entregas, entre outros.

2. Organização dos dados

Liste as causas ou problemas e registre a frequência ou impacto de cada um deles.

3. Ordenação dos dados

Ordene as causas do maior para o menor impacto ou frequência.

4. Cálculo do percentual

Calcule a porcentagem de cada causa em relação ao total de ocorrências ou impacto total.

5. Cálculo da porcentagem cumulativa

Some sucessivamente as porcentagens para obter o percentual acumulado.

6. Construção do gráfico

Utilize um software de planilha eletrônica, como o Excel ou Google Sheets, para criar o gráfico de barras e a linha cumulativa.

Exemplo de Gráfico de Pareto

Abaixo, apresentamos uma tabela exemplificativa com as principais causas de devoluções de produtos em uma loja de eletrônicos:

Causa da DevoluçãoNúmero de OcorrênciasPercentual (%)Percentual Cumulado (%)
Defeito no produto12040,040,0
Embalagem inadequada7023,363,3
Falha na instalação5016,780,0
Redefinição de pedido3010,090,0
Atendimento ao cliente3010,0100,0

Gráfico de Pareto:

[Inserir gráfico de barras e linha cumulativa baseados na tabela acima]

Vantagens do uso do Gráfico de Pareto

  • Identificação rápida de problemas prioritários.
  • Facilidade de visualização dos dados.
  • Foco nas áreas que mais impactam os resultados.
  • Apoio na tomada de decisão baseada em dados.
  • Aprimoramento contínuo de processos.

Como aplicar o Gráfico de Pareto na sua rotina

1. Melhoria na qualidade

Utilize o gráfico para identificar as principais fontes de defeitos ou não conformidades, concentrando esforços na resolução desses fatores.

2. Gestão de vendas e marketing

Analise as causas de perdas ou de baixa conversão, focando nas ações que trarão maior retorno.

3. Atendimento ao cliente

Identifique os problemas mais frequentes nos feedbacks e gerencie melhorias específicas.

4. Controle de custos

Determine os itens ou processos que contribuem mais para despesas excessivas e priorize ações para sua otimização.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que significa a regra 80/20 no contexto do Gráfico de Pareto?

Ela indica que aproximadamente 80% dos efeitos vêm de 20% das causas. Dessa forma, ao identificar essas causas, é possível resolver a maioria dos problemas ou obter o maior impacto com o menor esforço.

2. Quais softwares podem ser usados para criar um Gráfico de Pareto?

O Microsoft Excel, Google Sheets, LibreOffice Calc e outros programas de planilha eletrônica oferecem recursos para criar gráficos de Pareto de forma fácil e rápida.

3. Pode o Gráfico de Pareto ser usado em qualquer setor?

Sim, sua aplicação é bastante versátil e pode ser utilizada em áreas como produção, vendas, atendimento, saúde, educação, entre outros.

4. Qual a diferença entre um gráfico de Pareto e um gráfico de barras comum?

O gráfico de Pareto combina as barras ordenadas de forma decrescente com uma linha de porcentagem cumulativa, facilitando a visualização das causas mais impactantes — já o gráfico de barras simples mostra apenas a frequência ou impacto de cada item.

Conclusão

O Gráfico de Pareto é uma ferramenta valiosa para qualquer organização que deseja priorizar ações e otimizar seus resultados. Sua simplicidade, aliada ao poder de visualização, permite que gestores tenham uma visão clara dos problemas mais significativos, facilitando a tomada de decisões informadas. Como disse Joseph Juran, um dos principais referência em gestão da qualidade:

“A produtividade é o resultado de fazer as coisas certas, na hora certa, da maneira certa.”

Aplicando o gráfico de Pareto de maneira consistente, sua equipe estará mais preparada para identificar as causas principais dos problemas e concentrar esforços na busca por melhorias contínuas.

Referências

  1. Juran, J. M. (1992). Juran on Quality Control: An Executive Handbook. McGraw-Hill Education.
  2. Antunes, M. A., & Souza, R. L. de. (2018). Ferramentas da Qualidade: Guia prático para a melhoria contínua. Editora Saraiva.
  3. Site oficial do Instituto de Gestão da Qualidade - IGC
  4. Blog do Lean Six Sigma Brasil