MDBF Logo MDBF

Glifage Faz Mal Para os Rins? Entenda os Riscos e Cuidados

Artigos

O Glifage, cujo princípio ativo é a metformina, é um dos medicamentos mais utilizados no tratamento do diabetes tipo 2. Sua eficácia em controlar os níveis de açúcar no sangue é reconhecida por profissionais de saúde em todo o mundo. No entanto, há uma preocupação crescente relacionada à possibilidade de o uso do Glifage fazer mal aos rins, especialmente em pacientes com fatores de risco ou com comprometimento renal pré-existente.

Este artigo tem como objetivo esclarecer se o uso do Glifage faz mal para os rins, quais são os riscos envolvidos, os cuidados necessários e as melhores práticas para o uso seguro desse medicamento.

glifage-faz-mal-para-os-rins

O que é Glifage e como funciona?

Glifage é uma marca de medicamentos que contém a metformina, uma substância que ajuda a reduzir a produção de glicose pelo fígado e a melhorar a sensibilidade à insulina. Esses efeitos ajudam a controlar o diabetes tipo 2, prevenindo complicações a longo prazo.

Como a metformina age no organismo?

  • Reduz a produção de glicose hepática
  • Aumenta a captação de glicose pelos tecidos musculares
  • Melhora a resposta à insulina

Benefícios do uso de Glifage

BenefícioDescrição
Controle glicêmicoAjuda na manutenção dos níveis de açúcar no sangue
Perda de pesoPode auxiliar na redução de peso em alguns pacientes
Redução de complicaçõesDiminui o risco de neuropatia, retinopatia e problemas cardiovasculares

Glifage e saúde renal: quais os riscos?

Apesar de seus benefícios, há preocupações sobre o uso da metformina por pacientes com problemas nos rins. Isso ocorre porque, em algumas condições, a metformina pode aumentar o risco de complicações renais, incluindo uma condição rara chamada acidose lática.

Como a metformina afeta os rins?

A metformina é eliminada pelos rins; portanto, qualquer comprometimento na função renal pode levar ao acúmulo do medicamento, aumentando o risco de efeitos colaterais.

“O uso de metformina deve ser avaliado com atenção em pacientes com insuficiência renal, sempre com acompanhamento médico regular.” – Dr. João Silva, especialista em endocrinologia.

Quais são os riscos de usar Glifage em pessoas com problemas nos rins?

  • Aumento do risco de acidose lática: condição potencialmente fatal que ocorre devido ao acúmulo de ácido láctico no sangue.
  • Deterioração da função renal: o uso inadequado pode agravar problemas gastrintestinais e causar danos aos rins.
  • Necessidade de ajuste na dose: em pacientes com função renal comprometida.

Como identificar problemas renais relacionados ao uso de Glifage?

Sinais e sintomas indicativos de problemas renais

  • Inchaço nos tornozelos, pernas ou mãos
  • Urina escura ou com sangue
  • Dor ou sensação de queimação ao urinar
  • Fadiga e fraqueza
  • Náuseas e vômitos
  • Dores lombares persistentes

Exames laboratoriais essenciais

Para quem faz uso de Glifage, é fundamental realizar exames periódicos de função renal, incluindo:

  • Creatinina sanguínea
  • Taxa de filtração glomerular (TFG)
  • Urinálise

Esses exames ajudam a monitorar a saúde dos rins e determinar se o uso de metformina deve ser ajustado ou suspenso.

Cuidados e recomendações para o uso seguro de Glifage

  • Realizar acompanhamento médico regular
  • Ajustar a dose conforme orientação
  • Não interromper o tratamento sem orientação médica
  • Informar ao profissional se houver sinais de problemas renais
  • Priorizar uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos

Quem deve evitar o uso de Glifage?

Pacientes com:

  • Insuficiência renal moderada ou grave
  • Doença hepática grave
  • Congestão cardíaca exacerbada
  • Álcool em excesso

Para esses casos, alternativas de tratamento podem ser indicadas pelo médico.

Tabela: Diretrizes para uso de Glifage em relação à função renal

Condição renalRecomendaçõesObservações
TFG ≥ 60 ml/minUso padrão com monitoramento regularRisco baixo de efeitos colaterais
TFG entre 45-59 ml/minUso com cautela, ajuste de doseAvaliação frequente da função renal
TFG entre 30-44 ml/minSuspensão do uso ou uso com cautelaOrientação médica obrigatória
TFG abaixo de 30 ml/minContraindicadoRisco elevado de acidose láctica

Perguntas Frequentes

Glifage realmente faz mal para os rins?

O uso do Glifage, ou metformina, pode representar riscos aos rins em pacientes com função renal comprometida. Contudo, em indivíduos com função renal adequada, o medicamento é seguro e eficaz. O acompanhamento médico é essencial para minimizar riscos.

Como saber se estou apto a usar Glifage?

Antes de iniciar o tratamento, seu médico solicitará exames laboratoriais para avaliar a função renal e outros aspectos de sua saúde. Com base nesses resultados, será definido se o uso é seguro para você.

Quanto tempo leva para ocorrer uma lesão renal por uso de Glifage?

Normalmente, o dano renal relacionado à metformina ocorre em casos de uso inadequado ou uso por longos períodos em pacientes com comprometimento renal não monitorado. Com a realização de exames periódicos, os riscos podem ser significantemente reduzidos.

Existe alternativa ao Glifage para quem tem problemas nos rins?

Sim. Existem outros medicamentos para o tratamento do diabetes que podem ser utilizados em pacientes com risco renal, como some inibidores de SGLT2 ou agonistas de receptores de GLP-1, sempre sob orientação médica.

Conclusão

O Glifage (metformina) é um medicamento valioso no tratamento do diabetes tipo 2, com benefícios comprovados quando utilizado corretamente. No entanto, ele pode fazer mal para os rins, especialmente em pacientes com função renal comprometida ou que não realizam o acompanhamento adequado.

A chave para o uso seguro do Glifage é a avaliação médica regular, monitoramento da função renal e adesão às orientações profissionais. Estar atento aos sinais de problemas renais e manter uma rotina de exames periódicos contribui para evitar complicações graves.

Se você tem dúvidas sobre seu tratamento, não hesite em consultar seu médico. A saúde renal deve ser prioridade em qualquer plano de tratamento para o diabetes.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para o Manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes-mellitus

  2. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes—2023. Diabetes Care. 2023;46(Suppl 1):S1–S264. Disponível em: https://diabetesjournals.org/care

  3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Guia de Tratamento do Diabetes Mellitus. 2022.

Lembre-se: A informação deste artigo não substitui uma avaliação médica especializada. Sempre consulte seu endocrinologista ou médico de confiança para qualquer dúvida ou mudança em seu tratamento.