Frases no Pretérito Mais que Perfeito: Guia Completo para Escrever Correto
O domínio do pretérito mais que perfeito é essencial para quem busca aprimorar a escrita e a comunicação em língua portuguesa. Essa forma verbal é utilizada para indicar uma ação concluída antes de outro evento passado, conferindo maior precisão temporal às frases. Apesar de parecer complexo para muitos, entender o pretérito mais que perfeito é fundamental para escritores, estudantes de português, profissionais e quaisquer indivíduos que desejam comunicar-se de forma clara e correta.
Neste guia completo, abordaremos tudo sobre as frases no pretérito mais que perfeito, suas formações, usos, dicas de implementação, exemplos práticos e respostas às perguntas mais frequentes. Ao final, você estará apto a usar esse tempo verbal com segurança e correção.

O que é o Pretérito Mais Que Perfeito?
Definição
O pretérito mais que perfeito é um tempo verbal que indica uma ação passada que aconteceu antes de outra ação também passada. Em outras palavras, expressa uma ação concluída no passado, anterior a outro fato passado.
Exemplo:
Quando cheguei à festa, ela já tinha saído.
Aqui, “tinha saído” é uma frase no pretérito mais que perfeito, indicando uma ação que ocorreu antes de chegar à festa.
Importância na comunicação
O uso correto do pretérito mais que perfeito garante maior precisão temporal, evitando ambiguidades na narrativa. Ele é especialmente relevante na literatura, na redação formal e na comunicação acadêmica.
Como Formar Frases no Pretérito Mais que Perfeito
Verbos regulares
A formação do pretérito mais que perfeito para verbos regulares é bastante sistemática.
| Verbo | Terminação no infinitivo | Forma no pretérito mais que perfeito |
|---|---|---|
| amar | amar | amara, amaram, amávamos |
| vender | vender | vendera, venderam, vendêramos |
| partir | partir | partira, partiram, partíramos |
Obs.: Para a terceira pessoa do plural, a forma padrão é “-aram” para a maioria das conjugações, mas na linguagem escrita formal, pode-se usar formas compostas com “tinha” mais o particípio.
Verbos irregulares
Para os verbos irregulares, o pretérito mais que perfeito costuma ser formado de forma diferente, muitas vezes semelhante ao pretérito perfeito do subjuntivo ou com formas específicas.
| Verbo | Forma do pretérito mais que perfeito |
|---|---|
| ser | fora, fora, fôramos |
| ter | tivera, tivera, tivéramos |
| fazer | fizesse, fizéssemos |
| dizer | dissesse, dissessemos |
Uso do pretérito mais que perfeito composto
Para uma maior formalidade ou variedade, pode-se usar a forma composta com o verbo “ter” no pretérito imperfeito do indicativo mais o particípio do verbo principal.
Exemplo:
Ela tinha estudado antes da prova.
Embora essa forma seja mais comum no português falado brasileiro, ela também expressa uma ação anterior a outra passada.
Diferenças entre Pretérito Mais Que Perfeito Simples e Composto
Pretérito mais que perfeito simples
Indicado por terminações específicas nos verbos e usado de forma mais formal ou na literatura.
Exemplo:
Quando cheguei, ela fora embora cedo.
Pretérito mais que perfeito composto
Forma mais comum na língua falada moderna, usando “tinha” + particípio.
Exemplo:
Quando cheguei, ela tinha saído.
Comparativo
| Forma | Uso principal | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Literatura, linguagem mais formal | Quando cheguei, ela fora embora cedo. |
| Composto | Uso diário, linguagem informal | Quando cheguei, ela tinha saído. |
Como Utilizar Frases no Pretérito Mais Que Perfeito: Dicas e Exemplos
1. Contextualize ações passadas
Lembre-se de que o pretérito mais que perfeito indica uma ação antes de outra ação passada.
Exemplo:
Antes de se mudar, ele havia economizado por anos.
2. Use em narrativas históricas ou literárias
Para enriquecer a narrativa, dando maior profundidade temporal.
Exemplo:
A batalha já fora travada quando os reforços chegaram.
3. Combine com outros tempos verbais
Utilize com o pretérito imperfeito ou perfeito para criar sequências de ações.
Exemplo:
Ela tinha estudado bastante antes do exame, mas ainda assim não passou.
Tabela Resumida de Uso do Pretérito Mais Que Perfeito
| Situação | Exemplo | Forma verbal |
|---|---|---|
| Ação concluída antes de outra no passado | Quando cheguei, ela já tinha saído. | had + particípio (forma composta) |
| Narrativa histórica ou literária | A cidade fora destruída na guerra. | forma simples (fora, fôram) |
| Ação habitual no passado (menos comum na língua moderna) | Quando vocês tinham tempo, visitavam os museus. | uso de “tinha” + particípio |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre pretérito mais que perfeito do indicativo e pretérito mais que perfeito do subjuntivo?
O pretérito mais que perfeito do indicativo é usado para ações realmente ocorridas no passado, enquanto o pretérito mais que perfeito do subjuntivo é utilizado em situações hipotéticas, desejos ou possibilidades passadas.
Exemplo:
- Indicativo: Ela tinha saído antes da sua chegada.
- Subjuntivo: Se ela tivesse saído, eu teria ficado triste.
2. Como saber quando usar o pretérito mais que perfeito?
Use quando desejar indicar uma ação que foi concluída antes de outra ação no passado. É comum em narrativas, textos históricos e na escrita formal.
3. Pode-se usar o pretérito mais que perfeito na linguagem falada?
No português falado cotidiano, a forma composta (“tinha + particípio”) é mais comum, enquanto a forma simples “fora”, “fôram” tende a entrar mais na linguagem formal ou literária.
4. Quais tempos verbais podem substituir o pretérito mais que perfeito?
Na linguagem moderna, muitas vezes, o pretérito perfeito composto com “tinha” é utilizado como alternativa.
Conclusão
O domínio do pretério mais que perfeito é fundamental para quem deseja ter uma escrita mais formal, precisa na narrativa ou deseja aprimorar sua comunicação em português. Sua formação envolve entender tanto formas simples quanto compostas, conjugá-las corretamente e utilizá-las de acordo com o contexto.
Lembre-se de que o uso adequado desse tempo verbal enriquece a sua expressão, tornando suas frases mais precisas e suas narrativas mais completas.
Como pontuou Machado de Assis, “A leitura de um bom livro é uma conversa com o gênio de outro tempo”. Assim, compreender os tempos verbais amplia ainda mais essa conversa, permitindo-se expressar-se com elegância e correção.
Referências
- Costa, Sílvio. “Gramática Constitucional da Língua Portuguesa.” Editora Contexto, 2020.
- Souza, Luís Eduardo. “Manual de Verbos Portugueses.” Editora Moderna, 2018.
- Fundação Biblioteca Nacional - Gramática Portuguesa
Para aprofundar ainda mais seu conhecimento sobre tempos verbais, consulte o site Português Brasileiro - Gramática, que oferece explicações detalhadas e exercícios práticos.
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