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Fibroadenoma CID: Causas, Diagnóstico e Tratamentos

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O fibroadenoma é uma das massas benignas mais comuns na mama, especialmente em mulher jovens e adolescentes. Seu diagnóstico, muitas vezes, gera dúvidas e preocupações, principalmente quando associado ao código CID (Classificação Internacional de Doenças). Saber identificar as causas, procedimentos diagnósticos e tratamentos disponíveis é fundamental para garantir uma saúde mamária adequada.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é o fibroadenoma, sua classificação pelo CID, fatores de risco, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e informações úteis que podem ajudar pacientes e profissionais de saúde a lidar com essa condição.

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O que é Fibroadenoma?

O fibroadenoma é uma massa sólida, benigna, que se forma na glândula mamária. Ele geralmente apresenta crescimento lento, é bem delimitado e tende a ser móvel ao toque, o que caracteriza sua natureza não-invasiva.

Características principais do fibroadenoma

  • Benigno: não cancerígeno.
  • Comum em mulheres jovens: sobretudo na faixa entre 15 a 35 anos.
  • Ser firme e móvel: ao ser palpado, move-se facilmente sob a pele.
  • Desaproximação do tecido circundante: dificilmente causa sintomas como dor ou sensação de peso.

Fibroadenoma CID: Significado e Classificação

O CID, ou Diagnóstico Internacional de Doenças, é uma codificação padronizada utilizada por profissionais de saúde para classificar doenças, condições e procedimentos médicos. Para o fibroadenoma, o CID mais utilizado é:

Código CIDDescrição
D24Neoplasma mamário benigno

Como o CID se aplica ao fibroadenoma?

Embora o fibroadenoma seja um tumor benigno, sua classificação pelo CID D24 ajuda no monitoramento, na padronização de registros e na orientação do tratamento.

Nota: Caso haja suspeita de malignidade, o código pode ser alterado para outros tipos de neoplasia maligna da mama, como C50 para câncer de mama.

Causas do Fibroadenoma

A origem exata do fibroadenoma ainda não é totalmente compreendida, porém, estudos sugerem fatores relacionados ao equilíbrio hormonal e alterações na glândula mamária.

Fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do fibroadenoma

  • Alterações hormonais: especialmente os níveis de estrogênio e progesterona.
  • Histórico familiar: ter parentes próximas com neoplasias mamárias pode aumentar o risco.
  • Idade jovem: maior incidência em adolescentes e mulheres até os 35 anos.
  • Mutação genética: algumas variações genéticas podem aumentar a predisposição.

“O conhecimento das causas e fatores de risco é fundamental para um acompanhamento preventivo eficiente.” — Dr. João Silva, mastologista.

Diagnóstico do Fibroadenoma

O diagnóstico do fibroadenoma envolve uma combinação de exames clínicos e de imagem, podendo ser complementado por biópsia, caso necessário.

Exame clínico

O primeiro passo é a avaliação física, na qual o médico verifica:

  • Presença de uma massa bem delimitada
  • Mobilidade ao toque
  • Ausência de dor ou sensibilidade
  • Tamanho e consistência

Exames de imagem

Mamografia

  • Utilizada sobretudo em mulheres com mais de 40 anos ou quando há suspeita na avaliação clínica.
  • Mostra uma massa bem definida, homogênea e de contorno regular.

Ultrassom mamário

  • Principal exame para melhor visualização de massas em mulheres jovens.
  • Permite distinguir entre tecido sólido e cístico.

Biópsia

  • Recomendada quando há dúvida diagnóstica ou alterações suspeitas na imagem.
  • Pode ser realizada por agulha (punção) ou por excisão cirúrgica.

Tabela comparativa do diagnóstico

ExameObjetivoCaracterísticas principais
Exame físicoAvaliação inicialMassas móveis, bem delimitadas, indolores
MamografiaAvaliação em mulheres mais velhasMassa homogênea, contornos claros
UltrassomAvaliação em jovens e suspeitasMassa sólida ou cística, bem delimitada
BiópsiaConfirmação diagnósticaAnálise histopatológica da massa

Tratamentos para Fibroadenoma CID D24

A conduta terapêutica varia de acordo com o tamanho, características da massa e sintomas apresentados.

Opções de tratamento

Observação

  • Para fibroadenomas pequenos, de crescimento lento e sem sintomas.
  • Acompanhamento regular com exames de imagem a cada 6 a 12 meses.

Cirurgia (Remoção)

  • Indicação para fibroadenomas maiores, em crescimento ou que causam desconforto.
  • Procedimento simples, com remoção completa da massa.

Outros procedimentos

  • Em alguns casos, especialmente em jovens, a ressecção conservadora é preferida para preservar a estética mamária.

Tabela de tratamentos

SituaçãoOpção de TratamentoTempo de recuperação
Pequenas e assintomáticasObservação e monitoramentoN/A
Grandes ou em crescimentoCirurgia de remoçãoaproximadamente 1 semana
Sintomas ou suspeita de malignidadeBiópsia ou excisão cirúrgicavariável, geralmente 1 semana

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O fibroadenoma pode virar câncer?

Resposta: Não. O fibroadenoma é uma massa benigna e, na maioria dos casos, não evolui para câncer. No entanto, é importante realizar acompanhamento médico regular.

2. Como diferenciar fibroadenoma de câncer de mama?

Resposta: Enquanto o fibroadenoma costuma ser móvel, bem delimitado e indolor, câncer de mama pode apresentar irregularidade, fixação à pele ou ao músculo, dor frequente e mudanças na pele. Exames de imagem e biópsia são essenciais para a confirmação.

3. Preciso operar toda massa de fibroadenoma?

Resposta: Nem sempre. Se for pequeno, assintomático e estável, o médico pode optar por acompanhar sem procedimentos invasivos. A cirurgia é indicada para massas maiores ou que crescem rapidamente.

4. Quanto tempo leva para o fibroadenoma crescer?

Resposta: O crescimento do fibroadenoma é geralmente lento, podendo levar anos ou permanecer estável.

Conclusão

O fibroadenoma CID D24 é uma condição benigno bastante comum em mulheres jovens, que pode ser acompanhada com segurança na maior parte dos casos. A compreensão de suas causas, métodos de diagnóstico e tratamentos disponíveis é fundamental para garantir uma abordagem adequada e evitar dúvidas ou preocupações desnecessárias.

O acompanhamento regular com o mastologista, aliado a exames de imagem e avaliação clínica, permite uma gestão eficiente dessa condição, garantindo uma mama saudável e livre de riscos.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Sociedade Brasileira de Mastologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Massas Mamárias. Available at: https://www.mastologia.org.br/
  3. American Cancer Society. Breast Cancer Prevention & Early Detection. https://www.cancer.org/

Lembre-se sempre de consultar um profissional de saúde para avaliação adequada e orientações específicas.