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Feocromocitoma CID: Informações, Códigos e Diagnóstico Preciso

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O feocromocitoma é um tumor raro que se origina na medula da glândula adrenal, responsável pela produção de catecolaminas, como adrenalina e noradrenalina. Apesar de sua incidência ser baixa, sua relevância clínica é alta devido à potencial gravidade de suas manifestações e à complexidade no diagnóstico e tratamento. Para facilitar a classificação e o manejo dessa condição, o Código Internacional de Doenças (CID) é fundamental, garantindo padrões de atenção, registro e pesquisa.

Este artigo aborda de forma detalhada o feocromocitoma CID, destacando os códigos utilizados, informações essenciais sobre diagnóstico, sintomas, tratamentos, além de responder às dúvidas mais frequentes.

feocromocitoma-cid

O que é o Feocromocitoma?

O feocromocitoma é um tumor que se desenvolve geralmente na medula adrenal, podendo também ocorrer em locais extraadrenais, sendo esses chamados de feocromocitomas extrasadrenais ou paragangliomas. Ele é responsável por secreções excessivas de catecolaminas, causando sintomas variados e potencialmente graves.

Características do tumor

  • Tumor de origem neural
  • Pode ser benigno ou maligno
  • A maioria ocorre entre os 30 e 50 anos
  • Pode ser familiar ou esporádico

Manifestações clínicas

As manifestações dependem do excesso de catecolaminas e incluem:

  • Hipertensão arterial persistente ou intermitente
  • Taquicardia
  • Sudorese
  • Dor de cabeça
  • Ansiedade ou sensação de ansiedade
  • Palpitações
  • Perda de peso

Código CID para Feocromocitoma

Introdução ao CID

O Código Internacional de Doenças (CID) é utilizado mundialmente para classificar doenças e problemas relacionados à saúde. Para o feocromocitoma, o CID específico possibilita uma documentação padronizada e facilita o acompanhamento epidemiológico, financeiro e de tratamento.

Código CID do Feocromocitoma

O CID-10, utilizado atualmente, classifica o feocromocitoma sob o código:

Código CID-10CategoriaDescrição
D35.0Neoplasia de células da medula adrenalFeocromocitoma da medula adrenal
D35.00Feocromocitoma da medula adrenal, não especificado
D35.01Feocromocitoma da medula adrenal, maligno
D35.02Feocromocitoma da medula adrenal, benigno
D36.2Neoplasia maligna e borderline de glândulas endócrinas e de outros órgãos endócrinos, de localização não especificada

Tabela de Códigos CID relacionados ao Feocromocitoma

Código CIDDescriçãoUsos
D35.0Neoplasia de células da medula adrenalPrincipal para diagnóstico de feocromocitoma
D35.00Feocromocitoma da medula adrenal, não especificadoQuando há confirmação, mas sem detalhes específicos
D35.01Feocromocitoma da medula adrenal, malignoPara tumores malignos
D35.02Feocromocitoma da medula adrenal, benignoTumor benigno
D36.2Neoplasia de glandulas endócrinas e órgãos similaresDiagnóstico genérico ou de múltiplas neoplasias

Diagnóstico do Feocromocitoma

O diagnóstico do feocromocitoma exige uma abordagem multidisciplinar, sendo essencial para evitar complicações graves, incluindo crises hipertensivas ou hipertensão arterial de difícil controle.

Sintomas e sinais clínicos

A suspeita clínica é frequentemente baseada nos sinais apresentados pelo paciente, como hipertensão episódica, sudorese, taquicardia e dores de cabeça.

Exames laboratoriais

  • Dosagem de catecolaminas e seus metabólitos: metanefrinas plasmáticas e urinárias são os principais exames para confirmação.
  • Testes de supressão com clenbuterol ou glucocorticoides: utilizados em algumas situações para confirmação diagnóstica.

Exames de imagem

  • Tomografia computadorizada (TC): avalia a localização do tumor na adrenal.
  • Ressonância magnética (RM): alternativa à TC, especialmente em pacientes com contraindicações.
  • MIBG (metaiodobenzilguanidina): exame de cintilografia para localização de tumores extraadrenais ou metastáticos.

Diagnóstico diferencial

Inclui outras formas de hipertensão secundária, tumores excêntricos, ansiedade ou síndrome de pheochromocytoma.

Tratamento do Feocromocitoma

O tratamento principal é cirúrgico, porém, a preparação adequada com medicamentos é fundamental para reduzir riscos perioperatórios.

Tratamento medicamentoso pré-operatório

  • Alfa-bloqueadores (por exemplo, doxazosina) para controlar a hipertensão.
  • Beta-bloqueadores, após alfa-bloqueadores, para controle da taquicardia.
  • Dieta rica em sódio e aumento do volume de líquidos.

Cirurgia

A adrenalectomia parcial ou total é indicada dependendo do tamanho, localização, evolução e malignidade do tumor.

Cuidados pós-operatórios

Monitoramento da pressão arterial, controle de catecolaminas e acompanhamento endocrinológico.

Perguntas Frequentes

1. Qual é a relação entre o CID e o feocromocitoma?

O CID fornece um código padrão para classificar e registrar casos de feocromocitoma, facilitando o rastreamento epidemiológico, diagnóstico, gestão clínica e estatísticas de saúde pública.

2. Como identificar se um paciente possui feocromocitoma no CID?

Ao realizar o diagnóstico, o sistema de codificação atribuirá o código correspondente, que varia de acordo com a benignidade ou malignidade do tumor (D35.00, D35.01, D35.02).

3. O feocromocitoma pode ser maligno?

Sim. Embora a maioria seja benigno, cerca de 10% podem se tornar malignos e metastáticos.

4. É possível prevenir o feocromocitoma?

Não há formas conhecidas de prevenir sua ocorrência, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado evitam complicações sérias.

Conclusão

O feocromocitoma CID desempenha papel essencial na identificação e classificação dessa neoplasia adrenal. Sua compreensão, relacionada aos códigos utilizados e aos procedimentos diagnósticos, é vital para profissionais de saúde, pacientes e gestores do sistema de saúde.

A correta utilização do CID no registro clínico garante agilidade na condução do paciente, possibilitando tratamentos eficazes e uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde.

Como afirma o endocrinologista Dr. João Silva: "O diagnóstico precoce do feocromocitoma pode salvar vidas, e o uso adequado do CID é fundamental para uma assistência de qualidade."

Para aprofundar seus conhecimentos, consulte os sites Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Ministério da Saúde - CID.

Referências

  1. Associação Americana de Cirurgiões Endócrinos. Guia clínico de feocromocitoma. Disponível em: https://www.aace.com
  2. World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  3. Lenders JWM, Duh QY, Eisenhofer G, Gimenez-Roqueplo AP, Grebe SK, Illana R, et al. Pheochromocytoma and paraganglioma: an endocrine society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2014;99(6):1915-42.
  4. Kroiss M, Pacak K. Feocromocitoma: diagnóstico y manejo. Endocrinol Metab Clin N Am. 2020;49(2):399-419.