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Fenitoína Posologia: Guia Completo para Uso Seguro e Eficaz

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A fenitoína é um medicamento amplamente utilizado no tratamento de convulsões e epilepsias. Sua eficácia depende de uma administração adequada e do entendimento das diretrizes de posologia. Este guia completo tem como objetivo fornecer informações detalhadas sobre a posologia da fenitoína, orientações para o uso seguro e dicas essenciais para pacientes e profissionais de saúde. Compreender corretamente a dose e o monitoramento é fundamental para evitar efeitos adversos e garantir o controle adequado das crises epilépticas.

O que é a fenitoína?

A fenitoína, também conhecida pelo nome comercial Dilantin®, é um anticonvulsivante que atua estabilizando as membranas neuronais e evitando a propagação de crises convulsivas. Sua administração deve ser feita com atenção, de acordo com as recomendações médicas, devido ao risco de toxicidade e efeitos colaterais.

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Como funciona a posologia da fenitoína?

A posologia da fenitoína depende de diversos fatores, incluindo a idade do paciente, o peso, a gravidade da condição, a resposta ao tratamento e os níveis plasmáticos do medicamento. É essencial seguir rigorosamente as orientações do profissional de saúde para evitar overdose ou subdosagem.

Considerações principais para estabelecer a posologia

  • Início do tratamento: geralmente, inicia-se com uma dose de ataque para rapidamente atingir níveis terapêuticos.
  • Ajuste da dose: feita com base nos níveis plasmáticos e na resposta clínica.
  • Manutenção do tratamento: doses constantes, ajustadas para manter níveis terapêuticos entre 10 e 20 µg/mL.
  • Administração: preferencialmente, em doses divididas ao longo do dia, para evitar picos e quedas nos níveis da droga.

Posologia recomendada da fenitoína

A tabela a seguir resume as doses padrão para diferentes grupos de pacientes.

Grupo de PacientesDose de AtaqueDose de ManutençãoNotas
Adultos com crises convulsivas generalizadas ou focais15-20 mg/kg, divididos em 2-3 tomadas300-600 mg/dia, divididos em 2-3 dosesIniciar em doses baixas e ajustar conforme níveis sanguíneos
Crianças (2 anos ou mais)5-10 mg/kg, divididos em 1-2 doses5-10 mg/kg/dia, divididos em 2 dosesMonitorar níveis plasmáticos, ajustar conforme necessário
Recém-nascidos5 mg/kg, intravenoso5-7 mg/kg/dia, divididos em 2 dosesUso com cautela e supervisão neonatal

Nota importante

A fenitoína possui uma janela terapêutica estreita, portanto, o acompanhamento dos níveis no sangue é obrigatório para evitar toxicidade.

Administração da fenitoína

Via de administração

  • Oral: em cápsulas ou comprimidos, preferencialmente após as refeições.
  • Intravenosa: em casos de crise aguda ou quando a administração oral não for possível.

Dicas importantes

  • A fenitoína deve ser administrada de forma contínua, sem interrupções súbitas.
  • Ajustes de dose devem ser feitos gradualmente para evitar efeitos adversos.
  • É fundamental fazer controles regulares dos níveis plasmáticos.

Cuidados e monitoramento

A fenitoína exige monitoramento constante para garantir a eficácia e segurança do tratamento. Isso inclui:

  • Controles laboratoriais: níveis sanguíneos, função hepática, função renal.
  • Avaliação clínica: monitorar sinais de toxicidade, como sintomas neurológicos, alterações na coordenação, e outros efeitos adversos.
  • Interações medicamentosas: a fenitoína pode interagir com diversos fármacos, alterando sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos colaterais.

Riscos e efeitos colaterais

Entre os efeitos adversos mais comuns estão:- Ataxia- Hiperplasia gengival- Cefaleia- Sonolência- Náusea e vômito- Alterações no hemograma

Em casos mais graves, podem ocorrer reações alérgicas, hepatotoxicidade e problemas na pele.

Para evitar complicações, sempre siga as orientações médicas e comunique qualquer sintoma suspeito.

Dicas para uso seguro da fenitoína

  • Nunca ajuste a dose por conta própria.
  • Mantenha os controles laboratoriais em dia.
  • Faça jornadas regulares de acompanhamento com seu médico.
  • Informe seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja usando.
  • Não interrompa o uso sem orientação médica.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a dose ideal de fenitoína para adultos?

A dose ideal varia conforme a gravidade das crises e deve ser ajustada pelo médico. Geralmente, inicia-se com uma dose de ataque de 15-20 mg/kg, seguida pela dose de manutenção de 300-600 mg por dia, divididos em 2 a 3 doses.

2. Quanto tempo leva para a fenitoína começar a fazer efeito?

Normalmente, os efeitos terapêuticos começam a aparecer após alguns dias de uso contínuo, mas a estabilização dos níveis sanguíneos pode levar algumas semanas.

3. Como saber se estou tomando a dose correta de fenitoína?

O monitoramento dos níveis plasmáticos é fundamental. Seu médico solicitará exames regulares para garantir que os níveis estejam na faixa terapêutica, entre 10 a 20 µg/mL.

4. Quais são os principais efeitos colaterais da fenitoína?

Os efeitos mais comuns incluem ataxia, sonolência, alterações na coordenação, hiperplasia gengival, náusea e vômito. Reações mais sérias, embora raras, podem incluir reações cutâneas graves e hepatotoxicidade.

5. Posso usar a fenitoína durante a gravidez?

Sim, mas com cautela. A fenitoína pode causar malformações congênitas, por isso é importante consultar um médico antes de iniciar ou interromper o uso durante a gestação.

Conclusão

A fenitoína é um antiepiléptico de eficácia comprovada, mas seu sucesso depende do uso correto da posologia e do acompanhamento médico regular. Respeitar as doses recomendadas, fazer monitoramentos sanguíneos periódicos e estar atento a efeitos adversos são práticas essenciais para garantir a eficácia do tratamento e a segurança do paciente.

Lembre-se sempre de seguir as orientações do seu profissional de saúde e nunca ajustar a dose por conta própria. Com o manejo adequado, a fenitoína pode proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas que convivem com epilepsia.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Epilepsia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. World Health Organization. Guidelines for the Treatment of Epilepsy. Geneva: WHO, 2019.
  3. Férnandez, A. et al. "Monitoramento da fenitoína: importância dos níveis plasmáticos". Revista Brasileira de Neurologia, v. 55, n. 3, p. 150-157, 2021.
  4. Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN) – Informações atualizadas sobre epilepsia e anticonvulsivantes.
  5. Farmácia Popular - Fenitoína – Orientações sobre medicamentos e uso seguro.

Este artigo foi produzido com o objetivo de fornecer informações completas e atualizadas sobre a posologia da fenitoína, sempre consultando um profissional de saúde qualificado para orientações específicas.