Faz Mal Ter Relação Com a Bexiga Cheia? Saiba os Riscos
Ter relações sexuais é uma experiência natural e saudável para a maioria das pessoas. Entretanto, alguns cuidados podem evitar desconfortos ou problemas de saúde. Uma dúvida comum entre muitos é: faz mal ter relação com a bexiga cheia? Embora pareça uma situação inofensiva para alguns, ela pode apresentar riscos que merecem atenção. Neste artigo, vamos explorar os efeitos de praticar sexo com a bexiga cheia, entender os potenciais perigos, e oferecer orientações para uma vida sexual mais segura e confortável.
O que acontece quando a bexiga está cheia?
A bexiga é um órgão muscular cuja função principal é armazenar a urina até o momento de sua eliminação. Quando ela está cheia, ela se encontra estendida e mais sensível. A relação com a bexiga cheia pode impactar diferentes aspectos do corpo, especialmente durante o ato sexual.

Como a bexiga cheia influencia o corpo?
- Aumento da pressão na região abdominal e pélvica.
- Possível sensação de desconforto ou dor durante a relação.
- Risco de infeções do trato urinário (ITUs).
- Potencial impacto na satisfação sexual devido ao desconforto.
Quais os riscos de manter relação com a bexiga cheia?
Embora muitas pessoas possam não perceber imediatamente os riscos, a prática pode levar a problemas de saúde sérios ou desconfortáveis. A seguir, detalhamos os principais:
Risco de Infecção do Trato Urinário (ITU)
Quando a bexiga está cheia, ela fica mais suscetível à proliferação de bactérias, especialmente durante o contato sexual. Segundo estudos, a relação sexual é um fator de risco para ITUs, e manter a bexiga cheia aumenta essa chance.
Desconforto e dor abdominal
A pressão exercida pela bexiga cheia pode causar desconforto ou dor na região pélvica durante a relação. Em alguns casos, esse desconforto é tão intenso que prejudica o prazer sexual e pode gerar ansiedade.
Incontinência urinária
A pressão exagerada pode levar à perda involuntária de urina, especialmente em mulheres que já possuem músculos pélvicos enfraquecidos.
Risco de complicações em casos de patologias específicas
Indivíduos com condições como bexiga neurogênica ou cálculos urinários podem sofrer agravamento de seus quadros se praticarem sexo com a bexiga cheia.
Por que muitas pessoas têm dúvidas sobre esse tema?
A cultura popular, muitas vezes, reforça a ideia de que é melhor urinar antes ou depois do sexo, mas não discute explicitamente os riscos de manter a bexiga cheia durante o ato. Além disso, a falta de informações médicas acessíveis leva muitas pessoas a praticarem sem perceber os perigos envolvidos.
Depoimento de especialista
"A prática de sexo com a bexiga cheia pode parecer inofensiva, mas a realidade clínica mostra que ela pode aumentar o risco de infecções e desconforto, prejudicando a saúde do trato urinário," explica o urologista Dr. Ricardo Almeida, especialista em saúde pélvica.
Como evitar problemas relacionados à bexiga durante o sexo
Para garantir uma experiência segura e confortável, algumas recomendações simples podem fazer toda a diferença:
1. Vá ao banheiro antes da relação
Urinar antes do sexo ajuda a esvaziar a bexiga, reduzindo a chance de desconforto ou infecção.
2. Evite manter a bexiga cheia por longos períodos
Se sentir vontade de urinar durante o ato, não hesite. Vá ao banheiro para evitar desconfortos ou problemas de saúde.
3. Hidrate-se de forma adequada
Uma boa ingestão de líquidos mantém o sistema urinário saudável, mas é importante equilibrar a quantidade de líquidos ingeridos para evitar que a bexiga fique excessivamente cheia.
4. Esteja atento aos sinais do seu corpo
Se sentir dor, desconforto ou ardor, encerre a relação e procure orientação médica.
5. Conheça seu corpo e limites
Respeitar seus limites e comunicar-se com seu parceiro é fundamental para uma vida sexual saudável.
Tabela: Riscos de praticar sexo com a bexiga cheia
| Risco | Descrição |
|---|---|
| Infecção do trato urinário (ITU) | Aumento da vulnerabilidade às bactérias, levando a dores, febre e desconforto |
| Desconforto e dor abdominal | Pressão na região pélvica causando incômodo durante o ato |
| Incontinência urinária | Perda involuntária de urina devido à pressão excessiva |
| Agravamento de patologias específicas | Condições como bexiga neurogênica ou cálculos podem ser agravadas |
| Dificuldade na satisfação sexual | Desconforto físico que prejudica a experiência e o prazer |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. É realmente prejudicial fazer sexo com a bexiga cheia?
Sim, especialmente se praticado frequentemente ou com uma bexiga excessivamente cheia. Pode aumentar o risco de infecções e desconforto.
2. Quanto tempo após urinar posso fazer sexo?
Idealmente, recomenda-se urinar pouco antes da relação. Não há um tempo padrão após urinar, mas esperar alguns minutos decidido pelo conforto de cada pessoa é suficiente.
3. Pessoas com bexiga sensível devem evitar sexo com ela cheia?
Sim. Quem tem patologias específicas, como bexiga neurogênica ou cálculos urinários, deve seguir as orientações médicas para evitar agravar seus quadros.
4. Existe alguma vantagem em manter a bexiga cheia durante o sexo?
Não há vantagens clínicas. Na verdade, a prática pode levar a desconfortos e riscos de saúde que superam qualquer sensação momentânea de maior excitação.
Conclusão
Praticar sexo com a bexiga cheia não é recomendado, pois aumenta o risco de infecções, desconforto e outros problemas de saúde. O cuidado principal deve ser sempre com o bem-estar e a saúde do corpo. A melhor prática é urinar antes do ato sexual, manter-se hidratado de forma equilibrada e escutar o próprio corpo.
Lembre-se: a saúde pélvica e urinária é fundamental para uma vida sexual prazerosa e segura. Caso tenha dúvidas ou apresente sintomas relacionados ao trato urinário, procure um profissional de saúde para avaliação e orientações específicas.
Referências
Sociedade Brasileira de Urologia. Diretrizes de Saúde do Trato Urinário. São Paulo: SBPU, 2020.
Ministério da Saúde. Cuidados com saúde pélvica e urinária. Brasília: MS, 2018.
Anderson, R. P., & Wu, J. (2019). Intercourse and Urinary Health: Risks and Recommendations. Journal of Urology, 202(4), 821-828.
MDBF