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Faz Mal Comer Ovo Com Febre: Mitos e Verdades Sobre a Alimentação

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Ao adentrar no universo da alimentação saudável e do cuidado com a saúde, muitas dúvidas surgem, especialmente em momentos de doença ou indisposição. Uma dessas dúvidas recorrentes é: Faz mal comer ovo com febre? Desde mitos populares até recomendações médicas, entender o impacto do consumo de ovos durante estados febris é fundamental para quem busca manter uma alimentação equilibrada e segura. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os mitos, verdades e orientações corretas para que você possa tomar decisões informadas e evitar equívocos que possam comprometer sua recuperação ou bem-estar.

O que é febre e qual a sua relação com a alimentação?

A febre é uma resposta do organismo a infecções ou inflamações, sinalizando que o corpo está lutando contra algum agente invasor. Em geral, ela indica que o sistema imunológico está ativo e tentando eliminar o agente causador do problema. Nesse período, muitos pacientes optam por ajustar sua alimentação, buscando alimentos leves e nutritivos.

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Como a febre afeta o metabolismo e a apetite?

Durante a febre, o metabolismo do corpo aumenta, e o apetite costuma diminuir. Além disso, há maior risco de desidratação e perda de nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais. Assim, escolher alimentos adequados é crucial para garantir a recuperação rápida e eficiente. Nesse cenário, aparece a dúvida: é seguro comer ovos?

Mitos sobre o consumo de ovos com febre

Existem inúmeros mitos populares que cercam a alimentação durante episódios de febre, especialmente relacionados ao consumo de ovos. A seguir, abordaremos os principais.

Mito 1: Comer ovo com febre faz mal por causa do colesterol

Historicamente, acreditava-se que ovos elevam o colesterol ruim (LDL), aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Portanto, muitas pessoas evitam seu consumo durante a doença. No entanto, estudos recentes mostram que a relação entre ovos e colesterol é mais complexa do que se pensava.

"O consumo moderado de ovos não está associado ao aumento do risco cardiovascular na maioria das pessoas." (Fonte: Harvard T.H. Chan School of Public Health)

Mito 2: Ovos podem perder nutrientes ou se tornar tóxicos se consumidos com febre

Algumas pessoas acham que o calor da febre faz com que os ovos fiquem estragados ou percam suas propriedades nutricionais se consumidos. Contudo, essa ideia não tem respaldo científico.

Mito 3: Ovos aumentam a febre ou prolongam o estado febril

Não há evidências de que alimentos específicos influenciem a duração ou intensidade da febre. A febre é uma resposta do organismo a uma infecção, e a alimentação não interfere diretamente nesse processo.

Verdades sobre comer ovos com febre

Apesar dos mitos, há aspectos reais a serem considerados.

Verdade 1: Os ovos são fonte de proteínas de alta qualidade

Os ovos fornecem proteínas completas, essenciais para a recuperação do organismo. Durante a febre, o corpo necessita de uma maior ingestão de proteínas para repor os tecidos e fortalecer o sistema imunológico.

Verdade 2: Os ovos podem ser consumidos desde que bem preparados

Se estiver com febre, a preferência deve ser por ovos cozidos ou mexidos, bem cozidos, evitando-se ovos malpassados ou crus, para reduzir o risco de contaminações, como salmonela.

Verdade 3: A digestibilidade de ovos é adequada mesmo em estados febris

Para a maioria das pessoas, ovos cozidos ou mexidos são alimentos facilmente digeríveis, o que beneficia quem está com o sistema digestivo fragilizado.

Recomendação de alimentação durante a febre

Durante episódios de febre, a alimentação deve ser leve, nutritiva e de fácil digestão. Além dos ovos, recomenda-se:

  • Caldo de galinha ou legumes
  • Frutas ricas em vitamina C (laranja, acerola)
  • Torradas, pão branco ou integral
  • Iogurte natural
  • Água de coco e líquidos em geral para evitar desidratação

Tabela: Alimentação recomendada e a evitar durante febre

Alimentos RecomendadosAlimentos a Evitar
Caldos levesAlimentos gordurosos, frituras
Frutas cítricas e vitamina CComidas pesadas, processados ou gordurosos
Ovos cozidos ou mexidosOvos crus ou malpassados
Iogurte naturalBebidas açucaradas e refrigerantes
Água, água de coco, chásCafeína em excesso

Cuidados ao consumir ovos com febre

Para garantir segurança ao incluir ovos na dieta durante febre:

  • Prefira ovos bem cozidos (após fervura por pelo menos 10 minutos)
  • Armazene-os em ambientes limpos e refrigerados
  • Evite o consumo de ovos crus ou malcozidos
  • Consuma-os como parte de uma dieta equilibrada e sob orientação médica, se necessário

Perguntas frequentes

1. Comer ovo com febre pode causar má digestão?

Depende do estado de saúde da pessoa. Para a maioria, ovos cozidos ou mexidos bem preparados são de fácil digestão, mesmo com febre. Caso haja sensibilidade, consulte um nutricionista.

2. Pode comer ovo com febre se estiver com dor de garganta?

Sim, ovos cozidos ou mexidos são ótimas opções em momentos de dor de garganta, pois são leves e nutritivos. No entanto, evite alimentos muito quentes ou condimentados.

3. Existem riscos de contaminação ao comer ovos com febre?

Sim, ovos crus ou malpassados apresentam risco de salmonela. Prefira ovos bem cozidos e armazene-os corretamente para evitar contaminações.

Conclusão

Ao longo deste artigo, ficou evidente que o consumo de ovos durante a febre não faz mal, desde que sejam bem preparados e consumidos com moderação. Os mitos que relacionam ovos ao aumento da febre ou aos riscos cardiovasculares são, em grande parte, infundados para a maioria da população, especialmente quando a alimentação é equilibrada. A chave para uma recuperação rápida e segura está na escolha de alimentos nutritivos, de fácil digestão e em consenso com orientações médicas.

Lembre-se: uma alimentação adequada pode contribuir significativamente para o fortalecimento do sistema imunológico e para a melhora do seu estado de saúde. Como disse Mahatma Gandhi, "A saúde é a maior posse. A alegria é o maior tesouro". Cuide bem de sua alimentação, especialmente em momentos de enfermidade.

Referências

  • Harvard T.H. Chan School of Public Health. "Eggs and Cholesterol." Disponível em: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/food-features/eggs/
  • Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª edição. Brasília: MS, 2014.
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Orientações sobre o consumo de ovos seguros.

Quer saber mais? Confira este artigo da Revista Saúde sobre alimentação e doenças!