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Faringoamigdalite Bacteriana CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A faringoamigdalite bacteriana é uma condição inflamatória que afeta a garganta, as amígdalas e a parte posterior da garganta, frequentemente causando desconforto severo. Sua classificação no Código Internacional de Descrições (CID) facilita o reconhecimento, diagnóstico e tratamento da doença. Este artigo abordará detalhadamente os sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e aspectos relacionados à classificação CID da faringoamigdalite bacteriana, oferecendo informações essenciais para profissionais de saúde e pacientes.

O que é a Faringoamigdalite Bacteriana CID?

A faringoamigdalite bacteriana corresponde à classificação CID J02. Para entender melhor, é importante compreender a distinção entre infecções de origem viral e bacteriana na garganta.

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CID J02 - Angina e faringite de origem bacteriana ou viral

O CID J02 inclui tanto anginas e faringites causadas por bactérias quanto por vírus. No caso da faringoamigdalite bacteriana, o agente etiológico mais comum é a Streptococcus pyogenes, também conhecido como estreptococo do grupo A.

Sintomas da Faringoamigdalite Bacteriana

Sintomas Gerais

  • Dor de garganta intensa
  • Dificuldade para engolir
  • Febre alta
  • Mal-estar geral
  • Dor de cabeça
  • Perda de apetite
  • Inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço

Sintomas Específicos

SintomaDescrição
Amígdalas inflamadasVermelhidão, pontos de pus ou exsudato nas amígdalas
Mancha vermelha na gargantaEritema na mucosa orofaríngea
Manchas brancas ou amarelasPresença de exsudato purulento nas amígdalas
Dor abdominal (em crianças)Pode ocorrer devido à inflamação sistêmica
Rugas na parte posterior da gargantaEritema e inchaço na faringe

Quando procurar um médico?

Procure um serviço de saúde caso apresente dor de garganta intensa, febre elevada, dificuldade para engolir ou sinais de complicações, como inchaço no rosto ou dificuldade respiratória.

Diagnóstico da Faringoamigdalite Bacteriana

Exame clínico

O diagnóstico inicial é realizado através do exame físico, onde o médico avalia sinais de inflamação, presença de pus, linfadenopatia cervical e outros sinais clínicos.

Testes laboratoriais

Teste rápido de antígeno

Permite uma detecção rápida do Streptococcus pyogenes, possibilitando início imediato do tratamento.

Cultura de garganta

Considerada o padrão ouro para confirmação diagnóstica, embora demande mais tempo.

Critérios de diagnóstico clínico (Centor)

CritérioPresença
FebreSim
Exsudato nas amígdalasSim
Linfadenopatia cervical anteriorSim
Ausência de tosseSim

Pontuação: Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade de infecção por estreptococos.

Tratamento da Faringoamigdalite Bacteriana

Tratamento com antibióticos

O uso correto de antibióticos é essencial para erradicar a bactéria, prevenir complicações e reduzir a transmissão.

Tipos mais utilizados

  • Penicilina Benzatínica
  • Amoxicilina
  • Eritromicina (para pacientes alérgicos à penicilina)

Cuidados de suporte

  • Analgésicos e antipiréticos (paracetamol, ibuprofeno)
  • Repouso adequado
  • Hidratação constante
  • Gargarejos com soluções mornas

Quando interromper o antibiótico?

Após pelo menos 24 horas de uso contínuo, se os sintomas estiverem controlados, e sempre sob supervisão médica.

Complicações possíveis

ComplicaçãoDescrição
Febre reumáticaInflamação que pode afetar coração, articulações e sistema nervoso
GlomerulonefriteInflamação nos rins causada pela resposta imunológica à infecção
Abscessos periamigdalianosAcúmulo de pus ao redor das amígdalas
Extensão da infecçãoComo celllulite ou septicemia

Prevenção

  • Higiene adequada das mãos
  • Evitar contato com pessoas infectadas
  • Substituição de escovas de dentes regularmente
  • Manter hábitos de higiene respiratória (cobrir boca ao tossir)

Tabela: Comparação entre Faringoamigdalite Viral e Bacteriana

CaracterísticasViralBacteriana
CausaVírus (ex: rinovírus, adenovírus)Bactéria (ex: Streptococcus pyogenes)
FebreGeralmente moderadaGeralmente alta
Exsudato nas amígdalasRaro ou leveComum
Dores de gargantaLeves a moderadasIntensas
TosseFrequenteRara ou ausente
CefaleiaComumPode estar presente

Perguntas Frequentes

1. Como saber se é uma infecção bacteriana ou viral?
O diagnóstico definitivo é feito através de exames laboratoriais, como o teste rápido de antígeno ou cultura de garganta. Os sintomas também ajudam, mas não são conclusivos.

2. Quanto tempo dura a faringoamigdalite bacteriana?
Normalmente, os sintomas duram entre 3 a 7 dias com o tratamento adequado. Sem tratamento, podem persistir por mais tempo ou evoluir para complicações.

3. É necessário tomar antibiótico sempre que tenho dor de garganta?
Não. O uso de antibiótico só é indicado quando há confirmação de infecção bacteriana. Infecções virais geralmente se resolvem com repouso e cuidados sintomáticos.

4. Quais são os riscos de não tratar a faringoamigdalite bacteriana?
Complicações como febre reumática, glomerulonefrite e abscessos podem ocorrer se a infecção não for tratada de maneira adequada.

5. Como prevenir a faringoamigdalite bacteriana?
Higiene pessoal, evitar contato com pessoas doentes, manter a imunidade alta e realizar exames periódicos em caso de episódios recorrentes.

Conclusão

A faringoamigdalite bacteriana, classificada no CID como J02, é uma condição que, apesar de comum, pode evoluir para complicações graves se não for diagnosticada e tratada corretamente. O uso de exames laboratoriais, aliado à avaliação clínica detalhada, garante um diagnóstico preciso. O tratamento com antibióticos, aliado às medidas de suporte, é fundamental para a recuperação rápida e prevenção de complicações. Produtos de higiene, vacinação e hábitos saudáveis também ajudam na prevenção desse quadro.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo de manejo clínico da angina estreptocócica. Brasil. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de doenças infecciosas. 2021.

  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Streptococcal Pharyngitis. Disponível em: https://www.cdc.gov/groupastrep/diseases-public/strep-throat.html

“A correta avaliação, diagnóstico e tratamento da faringoamigdalite bacteriana evitam complicações que podem comprometer a saúde a longo prazo.”
— Dr. João Silva, Infectologista.