F33.1 CID: Transtorno Disfórico Pré-Menstrual Explicado
O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição que afeta um grande número de mulheres em todo o mundo, mas muitos ainda têm dúvidas sobre suas causas, sintomas e tratamentos. Identificado pelo código F33.1 CID na Classificação Internacional de Doenças (CID), esse transtorno representa uma forma severa de Sintomas Pré-Menstruais (SPM) que impactam drasticamente a qualidade de vida das mulheres que dele convivem. Este artigo busca explicar de forma detalhada o que é o F33.1 CID, seus sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e possíveis estratégias de enfrentamento, além de responder às dúvidas mais frequentes.
O que significa F33.1 CID?
Definição do código F33.1 CID
O código F33.1 CID refere-se ao Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, classificado na CID-10 sob a seção de transtornos do humor. Este código indica uma forma específica de depressão relacionada ao ciclo menstrual, caracterizada por sintomas físicos e emocionais graves que surgem na fase lútea do ciclo menstrual e desaparecem com o início da menstruação.

Diferença entre SPM e TDPM
Embora muitos associem os sintomas pré-menstruais ao que é conhecido como SPM (Síndrome Pré-Menstrual), o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (F33.1 CID) apresenta uma gravidade e uma intensidade maiores, interferindo significativamente na rotina, no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental da paciente.
Sintomas do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
Sintomas físicos
- Inchaço
- Dores de cabeça-Alterações de apetite (aumento ou diminuição)
- Sensibilidade nas mamas
- Fadiga
Sintomas emocionais e comportamentais
- Humor deprimido ou tristeza intensa
- Ansiedade ou sentimento de medo
- Irritabilidade acentuada
- Alterações de sono, como insônia ou sono excessivo
- Problemas de concentração
- Sentimentos de desesperança ou culpa
Tabela comparativa: Sintomas do SPM vs. TDPM (F33.1 CID)
| Característica | SPM | TDPM (F33.1 CID) |
|---|---|---|
| Intensidade dos sintomas | Leve a moderada | Gravíssima, interfere na vida diária |
| Sintomas emocionais | Leves, transitórios | Severos, com humor deprimido, ansiedade extrema |
| Sintomas físicos | Leves | Intensos, como dores fortes e inchaço |
| Impacto na vida do paciente | Baixo a moderado | Significativo, comprometendo trabalho e relacionamentos |
Diagnóstico do F33.1 CID
Critérios diagnósticos segundo a CID-10
Para que o diagnóstico de TDPM seja confirmado, devem-se observar os seguintes critérios:
- Presença de sintomas físicos e/ou emocionais que ocorram na fase lútea do ciclo menstrual e desapareçam após o início da menstruação.
- Os sintomas causam sofrimento clínico ou prejuízo social, profissional ou de outro tipo.
- A intensidade dos sintomas é suficiente para interferir na rotina diária da mulher.
Como é feito o diagnóstico?
- Histórico clínico detalhado: acompanhamento do ciclo menstrual e registro dos sintomas.
- Diário de sintomas: registro diário por pelo menos dois ciclos.
- Exames complementares: para descartar outras condições médicas ou psiquiátricas.
- Consultas com ginecologistas e psiquiatras especializados são essenciais para uma avaliação precisa.
Importância do diagnóstico precoce
A identificação adequada do transtorno permite o início de um tratamento eficaz, prevenindo o agravamento dos sintomas e a deterioração da qualidade de vida.
Tratamentos disponíveis para o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
Terapias farmacológicas
Antidepressivos
- Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), como fluxetina, sertralina e paroxetina, mostram excelentes resultados.
- Podem ser utilizados em doses contínuas ou apenas na fase lútea.
Anticoncepcionais hormonais
- Contraceptivos orais combinados podem ajudar a regular os hormônios e reduzir os sintomas.
Outros medicamentos
- Diuréticos para controle de inchaço
- Analgésicos para dores específicas
Terapias não farmacológicas
Psicoterapia
- Terapia cognitivo-comportamental ajuda a lidar com os sintomas emocionais e o impacto na rotina.
Mudanças no estilo de vida
- Alimentação equilibrada
- Exercícios físicos regulares
- Técnicas de relaxamento, como meditação e yoga
Estratégias de enfrentamento e dicas importantes
- Manter um diário de sintomas e humor
- Buscar apoio de familiares e amigos
- Planejar atividades prazerosas durante o período de sintomas
- Evitar álcool, cafeína e alimentos altamente processados na fase lútea
- Procurar ajuda profissional ao perceber qualquer impacto significativo na vida diária
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Perguntas Frequentes
1. O que causa o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (F33.1 CID)?
A causa exata ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que alterações hormonais, especialmente relacionadas aos níveis de serotonina e outros neurotransmissores, desempenham papel importante. Fatores genéticos, ambientais e de estresse também podem contribuir.
2. Como diferenciar o TDPM do transtorno depressivo comum?
O diferencial reside na relação com o ciclo menstrual. Os sintomas do TDPM aparecem e desaparecem em sintonia com o ciclo, enquanto a depressão comum tende a ser constante e não relacionada ao ciclo hormonal.
3. É possível prevenir o TDP?
Embora não seja possível prevenir completamente, adotar um estilo de vida saudável, manter acompanhamento regular com profissionais de saúde e gerenciar o estresse podem ajudar a reduzir a severidade dos sintomas.
4. Quanto tempo leva para ver resultados nos tratamentos?
Depende da abordagem adotada. Antidepressivos frequentemente mostram melhora em duas a quatro semanas. Terapias psicológicas podem levar alguns meses para demonstrar resultados significativos.
Conclusão
O F33.1 CID, que corresponde ao Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, é uma condição que exige atenção especializada devido à sua severidade e impacto na vida da mulher. Conhecer seus sintomas, buscar diagnóstico precoce e seguir um tratamento adequado — que pode envolver medicamentos, terapia e mudanças no estilo de vida — são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida. Ainda assim, é importante lembrar que cada mulher é única, e o tratamento deve ser personalizado. Com o apoio adequado, é possível conviver de forma mais confortável com esse transtorno e retomar o bem-estar emocional e físico.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. (2020). Orientações para manejo do transtorno disfórico pré-menstrual. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br
- Hall, J. E. (2023). Guyton e Hall: Tratado de Fisiologia Médica. 14ª edição. Elsevier.
Este artigo tem fins informativos e não substitui o diagnóstico e o tratamento médico profissional.
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