Exercício para Substituir Cadeira Flexora: Melhore Seus Resultados
A evolução do treinamento de força e hipertrofia tem levado praticantes de musculação e atletas a buscarem alternativas eficientes para os exercícios tradicionais. A cadeira flexora, conhecida por trabalhar os músculos posteriores da coxa, é bastante utilizada, mas nem sempre é acessível ou adequada para todos. Pensando nisso, neste artigo, vamos mostrar exercícios para substituir a cadeira flexora, promovendo diversos benefícios e aprimorando seus resultados na academia.
Seja você iniciante ou avançado, aprender a diversificar seus treinos é fundamental. Além de evitar monotonia, você potencializa o desenvolvimento muscular de forma equilibrada e segura. Continue a leitura para descobrir opções de exercícios eficazes, dicas de execução e muito mais!

Por que substituir a cadeira flexora?
A cadeira flexora é um exercício focado no desenvolvimento dos músculos isquiotibiais (posteriores de coxa). No entanto, como qualquer exercício, pode apresentar limitações ou riscos de lesão se não executado corretamente. Além disso, alguns praticantes podem não ter acesso a essa máquina ou preferir alternativas que trabalhem o mesmo grupo muscular de formas variadas.
Principais razões para buscar uma substituição:
- Evitar o mesmo padrão de movimento repetitivo
- Melhorar o fortalecimento de outros músculos relacionados
- Reduzir possíveis dores ou desconfortos na execução
- Diversificar o treino, evitando adaptações musculares rápidas
- Possibilitar exercícios mais acessíveis ou com menor impacto na articulação do joelho
Exercícios para substituir a cadeira flexora
Existem várias estratégias e exercícios que podem substituir ou complementar a cadeira flexora, promovendo o fortalecimento dos isquiotibiais de maneira eficiente. A seguir, apresentamos as principais opções.
Exercício 1: Stiff (Deadlift Romeno)
Execução
O stiff, também conhecido como levantamento terra romeno, trabalha intensamente os isquiotibiais, glúteos e musculatura posterior. Para realizar corretamente:
- Fique em pé com os pés alinhados à largura dos ombros
- Segure a barra com as mãos em pronação (palmas para baixo) ou mista
- Mantenha a coluna alinhada, ativando o core
- Flexione o quadril, levando o tronco para frente, mantendo uma ligeira curva na coluna
- Desça a barra até sentir alongamento nos músculos posteriores da coxa
- Retorne à posição inicial, levando o quadril à frente e contraindo os glúteos
Benefícios
- Trabalha os isquiotibiais de forma dinâmica
- Melhora a flexibilidade da cadeia posterior
- Pode ser realizado com halteres caso não haja barra disponível
Exercício 2: Ponte de glúteo (Glute Bridge)
Execução
Embora seja conhecido por trabalhar os glúteos, o ponte de glúteo também ativa os músculos posteriores da coxa:
- Deite de costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão, alinhados ao quadril
- Com os braços ao lado do corpo, pressione os calcanhares contra o chão
- Eleve o quadril até formar uma linha reta dos ombros aos joelhos
- Contraia os glúteos e os isquiotibiais na fase superior
- Abaixe lentamente até a posição inicial
Benefícios
- Exercício com baixo impacto
- Pode ser usado para iniciantes ou em exercícios de aquecimento
- Fortalece a cadeia posterior de forma efetiva
Exercício 3: Flexão de pernas deitado com faixa elástica
Execução
Utilizando uma faixa elástica de resistência:
- Deite de barriga para baixo com a faixa presa ao redor do tornozelo e ancorada a uma estrutura fixa
- Flexione o joelho contra a resistência da faixa
- Retorne lentamente à posição inicial
- Repita por séries recomendadas
Benefícios
- Exercício de reconexão neuromuscular
- Pode ser realizado em casa ou na academia
- Ajuste fácil na resistência
Exercício 4: Avanço ou Passada com Foco em Posterior de Coxa
Execução
- Fique em pé com os pés juntos
- Dê um passo longo à frente com uma perna
- Flexione os joelhos até que a coxa de trás quase toque o chão
- Empurre com a perna da frente para retornar à posição inicial
- Alterne as pernas
Benefícios
- Ativa os isquiotibiais, glúteos e quadríceps
- Funcional, melhora equilíbrio e coordenação
- Pode ser feito com halteres ou barra
Tabela comparativa dos exercícios
| Exercício | Músculos Principais | Impacto | Acessibilidade | Uso de Equipamentos |
|---|---|---|---|---|
| Stiff (Deadlift Romeno) | Isquiotibiais, glúteos | Moderado | Alta | Barra, halteres |
| Ponte de Glúteo | Isquiotibiais, glúteos | Baixo | Alta | Nenhum |
| Flexão de pernas com faixa elástica | Isquiotibiais | Baixo a moderado | Média | Faixa elástica |
| Avanço ou Passada | Isquiotibiais, glúteos, quadríceps | Moderado | Alta | Halteres ou peso corporal |
Dicas de execução segura
- Sempre aquecer antes do treino
- Manter postura neutra e alinhada durante os exercícios
- Evitar movimentos bruscos ou usar cargas excessivas
- Consultar um profissional de Educação Física para coordenar a rotina adequada
- Ouvir o corpo e respeitar limites individuais
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. É possível substituir completamente a cadeira flexora por outros exercícios?
Sim, exercícios como stiff, ponte de glúteo e avanço são excelentes alternativas que podem substituir ou complementar a cadeira flexora na rotina de treinamento.
2. Qual exercício tenho que fazer se tenho dor no joelho ao usar a cadeira flexora?
Opções com menor impacto, como ponte de glúteo ou exercícios com faixa elástica, podem ser mais adequados. Sempre consulte um profissional para avaliar suas condições específicas.
3. Quanto de resistência ou carga devo usar nesses exercícios?
Inicie com cargas moderadas, focando na técnica. Aumente progressivamente conforme seu nível de força e resistência. Lembre-se de que a execução correta é fundamental para evitar lesões.
4. Quanto tempo deve durar um treino de substituição da cadeira flexora?
Recomenda-se realizar de 3 a 4 séries de 8 a 12 repetições, dependendo do objetivo (hipertrofia, resistência, etc.) e do seu nível de condicionamento.
Conclusão
Substituir a cadeira flexora por exercícios variados é uma estratégia inteligente para otimizar sua rotina de treino, minimizar riscos e promover o desenvolvimento equilibrado da musculatura posterior da coxa. Alternativas como o stiff, ponte de glúteo, flexão com faixa elástica e avanços proporcionam diversidade, promovendo benefícios adicionais à sua saúde e desempenho.
Lembre-se que realizar os exercícios com técnica correta e sob orientação de um profissional é fundamental para alcançar resultados eficientes e evitar lesões. Incorporar diferentes estímulos é a chave para evoluir e manter o interesse pelos treinos.
Para aprofundar seus conhecimentos, recomendamos consultar Este artigo sobre fortalecimento muscular e Dicas de treinamento de membros inferiores.
"A consistência é a chave do sucesso na musculação. Variar é evoluir." — Autor Desconhecido
Referências
- Schoenfeld, B. J. (2010). The Mechanisms of Muscle Hypertrophy and their Application to Resistance Training. Journal of Strength and Conditioning Research.
- Król, H., Piech, K., Sobota, G., et al. (2018). Engineering of Lower Limb Strength Training – A Review. Journal of Human Kinetics.
- Silva, A. M., & Fernandes, P. R. (2019). Treinamento de Força: Como Inovar na Sua Rotina. Revista Brasileira de Fisioterapia.
- American College of Sports Medicine. (2018). Guidelines for Exercise Testing and Prescription.
Este artigo foi pensado para ajudar você a diversificar seus treinos e alcançar melhores resultados. Sempre lembre-se de adaptar os exercícios à sua rotina e consultar profissionais especializados. Boa sorte!
MDBF