Exêntrico e Concêntrico: Diferenças e Aplicações Essenciais
No universo da engenharia, arquitetura, mecânica e biomechanics, conceitos como exêntrico e concêntrico desempenham papéis fundamentais na compreensão de movimentos, forças e estruturas. Apesar de muitas vezes serem mencionados juntos, esses termos possuem significados distintos e aplicações específicas que são essenciais para profissionais e estudantes dessas áreas. Entender suas diferenças não só melhora a precisão na execução de projetos, como também contribui para a segurança, eficiência e inovação.
Este artigo tem como objetivo explorar em detalhes o que significa ser um movimento ou força exêntrica e concêntrica, as principais diferenças entre eles, suas aplicações práticas, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

Vamos também apresentar uma tabela comparativa, citar experiências reais e fornecer recursos externos para aprofundamento. Assim, você terá uma compreensão completa e otimizada para pesquisa e aplicação.
O que significa exêntrico e concêntrico?
Para compreender as diferenças, precisamos primeiramente definir cada termo de forma clara.
Movimento Concêntrico
O movimento concêntrico ocorre quando um músculo encurta enquanto contrai, produzindo força que move uma parte do corpo em direção ao centro do corpo ou na direção do eixo do movimento. É um tipo de contração muscular que ocorre durante exercícios de força, como o levantamento de peso.
Exemplo: Durante uma flexão de braço, ao levantar o peso, os músculos do bíceps executam uma contração concêntrica.
Movimento Exêntrico
O movimento exêntrico ocorre quando um músculo alonga enquanto contrai, controlando e desacelerando o movimento de uma estrutura ou segmento. Essa contração é fundamental para a estabilidade e controle muscular, além de ser amplamente utilizada em treinos de resistência.
Exemplo: Ao abaixar um peso, os músculos do bíceps se alongam enquanto permanecem ativos, realizando uma contração excêntrica.
Diferenças principais entre exêntrico e concêntrico
| Característica | Concêntrico | Exêntrico |
|---|---|---|
| Definição | Contração muscular que encurta o músculo enquanto produz força | Contração muscular que alonga o músculo durante a força |
| Movimento durante o exercício | Movimentar a carga ou o segmento para uma posição superior ou próxima do centro do corpo | Controlar a descida ou extensão de um movimento, desacelerando a carga |
| Exemplo típico | Levantamento de peso na fase de subida | Descida controlada de um peso ou fase de alongamento muscular |
| Consumo de energia | Geralmente demanda mais energia e força | Pode gerar mais fadiga muscular devido à maior resistência ao alongamento |
| Papel na reabilitação | Utilizado para fortalecer músculos em fase de encurtamento | Importante na fase de alongamento controlado, prevenindo lesões |
| Aplicação em treinos | Hipertrofia, força muscular, explosão | Controle motor, prevenção de lesões, resistência |
Aplicações práticas de movimentos exêntricos e concêntricos
Os conceitos de exêntrico e concêntrico têm uma vasta gama de aplicações em diferentes áreas.
1. Educação Física e Treinamento
Musculação: Programas de treinamento físico combinam movimentos concêntricos e excêntricos para otimizar ganhos de força e hipertrofia. Estudos indicam que o exercício excêntrico pode gerar maior hipertrofia muscular devido à maior tensão aplicada às fibras musculares.
Reabilitação: Em fisioterapia, a fase excêntrica é utilizada para recuperar força e prevenir recaídas após lesões musculares ou ligamentares. Por exemplo, exercícios excêntricos são essenciais na recuperação de tendinite do Aquiles.
2. Mecânica e Engenharia
Análise de estruturas: Entender forças exêntricas e concêntricas é fundamental para calcular cargas e prever o comportamento de componentes estruturais, como vigas e molas.
Desenvolvimento de máquinas: Máquinas industriais usam componentes que suportam forças tanto exêntricas quanto concêntricas, seu gerenciamento garante maior eficiência e durabilidade.
3. Biomecânica
Na biomecânica, compreender precisão dos movimentos ajuda na melhora do desempenho atlético e na prevenção de lesões.
Para entender melhor como aplicar esses conceitos na prática, você pode visitar essa matéria da Revista Fisioterapia para aprofundar seus conhecimentos na relação entre força muscular e reabilitação.
Exemplos de aplicações no cotidiano
Levantamento de peso: Na fase de subida, predominância do movimento concêntrico. Na fase de descida, movimento excêntrico, que controla a descida do peso.
Corrida: O impacto do pé no solo gera movimento excêntrico no quadríceps, ajudando na absorção de impacto.
Atividades olímpicas: Saltos e movimentos explosivos envolvem força concêntrica, enquanto a aterrissagem exige controle excêntrico.
Importância do equilíbrio entre exêntrico e concêntrico
O equilíbrio entre esses tipos de contrações musculares é essencial para o desempenho esportivo, saúde musculoesquelética e reabilitação eficaz. Como disse o fisiologista americano George E. Bill:
“O treinamento que contempla tanto a fase excêntrica quanto a concêntrica promove uma adaptação muscular mais completa e funcional.”
Por isso, programas de treinamento bem planejados incluem ambos os movimentos para maximizar os resultados e prevenir lesões.
Tabela comparativa resumida
| Aspecto | Movimento Concêntrico | Movimento Exêntrico |
|---|---|---|
| Encerramento do músculo | Encurtamento | Alongamento |
| Produção de força | Activa, fase de encurtamento | Controle do alongamento, resistência |
| Energia consumida | Mais intenso | Pode gerar maior fadiga |
| Aplicação na atividade física | Subida, impulsão | Descida controlada, desaceleração |
| Exemplo no cotidiano | Levantar peso, impulsionar | Descer escada, controle de impacto |
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre força concêntrica e força excêntrica?
A força concêntrica ocorre quando o músculo encurta ao contrair-se, enquanto a força excêntrica acontece quando o músculo alonga durante a contração. Ambas são essenciais para movimentos harmoniosos e controlados.
2. Por que o treino excêntrico é importante?
Porque ajuda na hipertrofia, na resistência muscular, além de ser fundamental na reabilitação de lesões musculares e tendíneas, prevenindo recaídas e melhorando o controle motor.
3. Como incluir movimentos exêntrico e concêntrico na minha rotina de treino?
Inclua fases de levantamento e descida controlada, com atenção à técnica para evitar lesões. Exercícios como agachamentos, levantamento terra e flexões podem ser adaptados para enfatizar ambos os tipos de movimento.
4. É perigoso fazer exercícios excêntricos?
Quando realizados corretamente e de forma progressiva, são seguros. Porém, por envolver maior resistência, recomendam-se orientações de um profissional de educação física para evitar exageros e lesões.
5. Quais profissões mais usam esses conceitos?
Fisioterapeutas, fisiologistas do exercício, engenheiros mecânicos e arquitetos frequentemente aplicam esses conceitos em suas áreas de atuação.
Conclusão
Compreender as diferenças entre exêntrico e concêntrico é fundamental para otimizar treinamentos, melhorar a recuperação de lesões, e garantir a eficiência e segurança das estruturas e movimentos humanos. Ambos os tipos de contrações possuem seu papel e complementam-se no desenvolvimento muscular, na biomecânica e na engenharia.
Para obter resultados mais eficazes e seguros, a integração de movimentos excêntricos e concêntricos deve ser planejada cuidadosamente, considerando a individualidade de cada pessoa ou projeto. Assim, o equilíbrio entre esses dois processos assegura um desempenho superior, resistência e longevidade, seja na academia, na reabilitação ou na indústria.
Referências
- Basham, R. et al. (2013). Biomechanics and Exercise Physiology. Academic Press.
- Afonso, P. et al. (2019). "Treinamento excêntrico: benefícios, aplicações e protocolos". Revista Brasileira de Fisioterapia, 23(3), 170-177.
- Scott, B. et al. (2014). "The effects of eccentric training on muscle hypertrophy". Journal of Strength and Conditioning Research, 28(11), 3195-3202.
- American College of Sports Medicine. (2017). Practical Guidelines for Exercise and Sport Science.
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