Exame de Densitometria Óssea: Como Avaliar a Saúde dos Seus Ossos
A saúde óssea é fundamental para o bem-estar geral e a qualidade de vida de indivíduos de todas as idades. Com o aumento da expectativa de vida e a prevalência de doenças como a osteoporose, a avaliação precisa da densidade mineral óssea tornou-se uma necessidade clínica comum. Nesse contexto, o exame de densitometria óssea desponta como uma ferramenta eficaz e segura para detectar precocemente alterações na estrutura óssea, possibilitando a adoção de medidas preventivas e de tratamento eficazes.
Este artigo fornece uma compreensão detalhada sobre a densitometria óssea, sua importância, como ela é realizada e seus principais benefícios. Além disso, apresentamos respostas às perguntas frequentes, uma tabela comparativa e referências essenciais para orientar pacientes e profissionais de saúde na tomada de decisão informada.

O que é o exame de densitometria óssea?
A densitometria óssea, também conhecida como absorciometria de raio-X de dupla energia (DXA ou DEXA), é um exame diagnóstico não invasivo que mede a densidade mineral dos ossos, especialmente na coluna lombar, quadril e fêmur proximal. A partir desses dados, é possível avaliar o risco de fraturas e a presença de osteopenia ou osteoporose.
Como funciona o exame?
O procedimento consiste na passagem de raios-X de baixa dose através do osso avaliado. Os detectores medem a quantidade de radiação que atravessa o tecido ósseo, e o computador então calcula a densidade mineral óssea (DMO). Sua realização é rápida, geralmente dura em torno de 10 a 30 minutos, e não causa desconforto ou dano à saúde do paciente.
Quem deve fazer o exame?
- Mulheres e homens a partir de 50 anos
- Pessoas com fatores de risco para osteoporose, como antecedentes familiares, tabagismo, uso de corticóides, baixa ingestão de cálcio e vitamina D
- Pacientes que já tiveram fraturas frequentes ou suspeitam de doenças ósseas
- Pessoas que passam por tratamentos que possam afetar o metabolismo ósseo
Importância do exame de densitometria óssea
A principal vantagem do exame de densitometria óssea é a possibilidade de detectar alterações na composição mineral dos ossos antes mesmo que ocorram fraturas ou outros sintomas mais graves. Assim, permite uma intervenção precoce, que pode incluir mudanças na alimentação, suplementação de cálcio e vitamina D, atividades físicas específicas ou medicamentos farmacológicos.
Como interpretar os resultados do exame
Os resultados da densitometria óssea são expressos por meio do escore T e do escore Z, além de uma classificação que indica o nível de risco de fraturas:
| Escore | Descrição | Risco de Fratura |
|---|---|---|
| Escore T ≥ -1,0 | Normal | Baixo |
| Escore T entre -1,0 e -2,5 | Osteopenia | Moderado |
| Escore T ≤ -2,5 | Osteoporose | Alto |
Critérios de classificação
- Normal: Densidade óssea adequada para a idade
- Osteopenia: Densidade reduzida, porém não suficientemente baixa para diagnosticar osteoporose
- Osteoporose: Densidade considerada significativa, aumentando risco de fraturas
Benefícios do exame de densitometria óssea
- Diagnóstico precoce de osteopenia e osteoporose
- Monitoramento da eficácia de tratamentos
- Avaliação do risco de fraturas futuras
- Auxílio na decisão terapêutica
Recomendações para realização do exame
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia e outras entidades, recomenda-se que:
- Mulheres após os 65 anos realizem o exame periodicamente
- Mulheres e homens com fatores de risco iniciem avaliações mais precocemente
- Pacientes com fraturas ósseas ou condições que aumentem risco de osteoporose também devem ser avaliados
Como se preparar para o exame
- Não é necessário jejum
- Evitar o uso de suplementos de cálcio por pelo menos 24 horas antes
- Comunique ao profissional se estiver grávida ou suspeitando de gravidez
- Comunicar qualquer histórico de contraste radiológico recente
O que fazer após o exame?
Dependendo dos resultados, o médico pode indicar mudanças no estilo de vida, suplementação ou até medicações específicas para fortalecer os ossos. A realização periódica do exame é também importante para acompanhar a evolução da saúde óssea.
Importância do pré-diagnóstico e tratamento
Como afirmou o endocrinologista Dr. João Carlos Oliveira:
"A identificação precoce da osteoporose é essencial para evitar fraturas e melhorar a qualidade de vida, uma vez que a maioria das fraturas osteoporóticas ocorre de forma silenciosa, sem dor ou sinais clínicos evidentes."
Perguntas frequentes (FAQs)
1. O exame de densitometria óssea é doloroso?
Não, o procedimento é completamente indolor. Apenas é necessário que o paciente esteja deitado em uma mesa sob o aparelho de RX durante alguns minutos.
2. O exame de densitometria óssea apresenta riscos à saúde?
De modo geral, não há riscos associados ao exame, pois a dose de radiação é muito baixa e considerada segura para a maioria dos pacientes.
3. Com que frequência devo fazer o exame?
A periodicidade depende dos fatores de risco e do conselho médico, mas geralmente recomenda-se que pacientes com risco moderado realizem o exame a cada 2 anos.
4. Quem não deve fazer o exame?
Grávidas ou mulheres que suspeitam de gravidez deve evitar o procedimento, salvo orientação médica específica. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
5. O exame substitui outros exames de rotina?
Não, ele complementa avaliações clínicas e laboratoriais, especialmente aquelas relacionadas à saúde óssea.
Conclusão
O exame de densitometria óssea é uma ferramenta fundamental na prevenção, diagnóstico e monitoramento da osteoporose e outras doenças ósseas. Sua realização regular possibilita intervenções precoces que podem salvar vidas ao evitar fraturas e complicações graves.
Investir na saúde óssea não é apenas uma questão de idade, mas de consciência e prevenção. Consulte seu médico para avaliação adequada e mantenha seus ossos saudáveis por toda a vida.
Referências
- Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose.” 2020.
- World Health Organization. “Assessment of fracture risk and its application to screening for postmenopausal osteoporosis.” WHO Technical Report Series, 1994.
- Svedbom A, et al. “Osteoporosis: uma visão geral.” Revista Brasileira de Reumatologia, 2021.
- Sociedade Internacional de Osteoporose. www.osteoporosis-international.org
- Ministério da Saúde. “Manual de orientações para o diagnóstico e manejo da osteoporose.” 2019.
Fontes externas recomendadas
Cuide da sua saúde óssea. Agende sua densitometria e viva com mais segurança e bem-estar!
MDBF