Estenose de Carótida CID: Diagnóstico e Tratamento Otimizados
A estenose de carótida é uma condição médica caracterizada pelo estreitamento das artérias carótidas, que são responsáveis pelo abastecimento de sangue ao cérebro. Essa condição aumenta significativamente o risco de acidentes cerebrovasculares (AVCs), podendo levar a sequelas graves ou até à morte. Afinal, entender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à estenose de carótida é fundamental para o diagnóstico, tratamento e manejo adequados, especialmente na atenção primária e em ambientes hospitalares.
Este artigo visa oferecer uma abordagem detalhada sobre a estenose de carótida CID, abordando aspectos de diagnóstico, opções terapêuticas, estratégias de prevenção e esclarecendo dúvidas comuns. Além disso, apresentamos informações atualizadas e referências confiáveis para auxiliar profissionais de saúde e pacientes a lidarem com essa condição de forma eficiente e segura.

O que é a Estenose de Carótida?
A estenose de carótida ocorre quando há uma redução no diâmetro das artérias carótidas devido ao acúmulo de placas de aterosclerose. Isso impede o fluxo sanguíneo adequado ao cérebro e pode causar eventos isquêmicos ou hemorrágicos.
Causas e Fatores de Risco
- Aterosclerose: principal causa de estenose.
- Hipertensão arterial.
- Dislipidemia.
- Tabagismo.
- Diabetes mellitus.
- Idade avançada.
- Histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Consequências da Estenose de Carótida
- AVC isquêmico.
- Aumento de risco de AVC hemorrágico.
- Demência vascular.
- Condições neurológicas diversas.
Diagnóstico da Estenose de Carótida CID
Códigos CID relacionados
De acordo com o CID-10, a estenose de carótida é incluída na categoria I69.2 - "Complicações de acidente vascular cerebral isquêmico", mas a condição específica de estenose pode ser codificada de forma detalhada na classificação de acordo com a gravidade e características clínicas.
| CID-10 | Descrição |
|---|---|
| I65.2 | Estenose de artéria carótida sem acidente vascular cerebral concomitante |
| I65.3 | Estenose de artéria carótida com acidente vascular cerebral prévio |
| I66.0 | Aterosclerose cerebral sem acidente vascular cerebral preexistente |
Métodos de Diagnóstico
Exame Clínico
- Ausculta das artérias carotídeas com estetoscópio de alta frequência.
- Avaliação de sinais neurológicos.
Técnicas de Imagem
Ultrassonografia Doppler de Carótidas
É o exame de escolha, não invasivo e de alta sensibilidade para avaliar a velocidade do fluxo e a presença de placas.Angiotomografia Computadorizada (TC) com Angiografia
Permite visualização detalhada das artérias e identificação de estenoses e placas.Angiografia por Tomografia (angio-TC)
Técnica menos invasiva e de alta resolução.Angiografia Digital
Considerada o padrão-ouro, porém invasiva, reservada para casos complexos ou pré-operatórios.
Quais os sinais de alerta?
- Diminuição do pulso carotídeo.
- Fala arrastada.
- Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.
- Tontura e perda de equilíbrio.
Tratamento da Estenose de Carótida CID
O tratamento visa reduzir o risco de AVC isquêmico e melhorar o fluxo sanguíneo cerebral. As opções incluem conduta clínica, intervenção cirúrgica e procedimentos minimamente invasivos.
Tratamento Clínico (Conservador)
- Controle rigoroso dos fatores de risco: hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo.
- Uso de medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários, como aspirina.
- Mudanças no estilo de vida: alimentação saudável, prática de exercícios físicos, cessação do tabagismo.
Tratamentos Cirúrgicos e Intervencionistas
| Procedimento | Indicações | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Endarterectomia carotídea | Estenose moderada a severa (>70%) | Resultados comprovados na redução de AVCs | Risco cirúrgico, presença de placas complexas |
| Angioplastia com colocação de stent | Estenoses altas ou que contraindicam cirurgia | Procedimento menos invasivo | Risco de fibrilação atrial, reestenose |
Escolha do Tratamento
A decisão deve ser individualizada, considerando a gravidade da estenose, sintomas, perfil do paciente e risco cirúrgico. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, "a endarterectomia é indicada em pacientes sintomáticos com estenose de 70% ou mais" (sbc.org.br).
Cuidados pós-tratamento
- Continuação do controle dos fatores de risco.
- Uso contínuo de medicamentos antiplaquetários.
- Acompanhamento regular com exames de imagem.
Prevenção e Qualidade de Vida
A prevenção é fundamental para evitar o progresso da aterosclerose e prevenir AVCs. Além das ações médicas, mudanças no estilo de vida são imprescindíveis.
- Alimentação equilibrada com menores teores de gorduras saturadas.
- Atividades físicas regulares.
- Controle da pressão arterial.
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é o risco de uma pessoa com estenose de carótida não tratada?
Se não for tratado, há um risco aumentado de AVC isquêmico ou hemorrágico, sobretudo em casos de estenoses severas e sintomáticas.
2. Quanto tempo leva para realizar uma cirurgia de endarterectomia?
O procedimento geralmente dura entre 1 e 2 horas, com internação de 1 a 2 dias, dependendo da condição do paciente.
3. A cirurgia de estenose de carótida é segura?
Sim, quando realizada por equipe especializada, apresenta taxa de complicações abaixo de 3%, incluindo risco de acidente vascular cerebral durante ou após o procedimento.
4. Como prevenir a evolução da estenose de carótida?
Através do controle dos fatores de risco, adesão ao tratamento medicamentoso e acompanhamento regular.
Conclusão
A estenose de carótida CID representa um desafio importante na medicina cardiovascular e neurológica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, incluindo métodos clínicos e cirúrgicos, são essenciais para reduzir o risco de AVC e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A incorporação de estratégias preventivas e o acompanhamento contínuo reforçam a importância de uma abordagem multidisciplinar para esse problema de saúde pública.
Como disse o neurologista Dr. José Martins, “a prevenção e o diagnóstico oportuno podem fazer toda a diferença na trajetória de um paciente com estenose de carótida”.
Para mais informações, consulte Sociedade Brasileira de Cardiologia ou Instituto Nacional de Câncer.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular — 2021.
- American Heart Association. Guidelines for the prevention of stroke. Circulation. 2014.
- Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª revisão.
- Howard G, et al. "Epidemiology of Carotid Artery Disease." Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases. 2010.
Este artigo é uma síntese informativa. Para diagnóstico e tratamento específicos, procure um profissional de saúde qualificado.
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