Esteatose Hepática CID 10: Causas, Sintomas e Tratamentos
A esteatose hepática, também conhecida como fígado gorduroso, é uma condição cada vez mais comum nos dias atuais. Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no fígado, ela pode evoluir para complicações graves, como inflamações, cirrose e insuficiência hepática, especialmente quando não diagnosticada precocemente. O código CID 10 que corresponde à esteatose hepática é K76.0.
Este artigo abordará de forma completa as causas, sintomas e melhores opções de tratamento para a esteatose hepática CID 10, além de esclarecer dúvidas frequentes e apresentar orientações importantes para quem deseja compreender melhor essa condição.

O que é a Esteatose Hepática CID 10?
Esteatose hepática refere-se ao acúmulo de gordura nas células do fígado, que ocorre de forma excessiva, prejudicando a sua função. Na classificação da CID 10, ela é registrada sob o código K76.0. Essa condição é considerada uma enfermidade hepática silenciosa, muitas vezes assintomática nos estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce.
Classificações e Subtipos
A esteatose hepática pode ser classificada em:
- Esteatose hepática alcoólica: relacionada ao consumo excessivo de álcool.
- Esteatose hepática não alcoólica (NAFLD): não relacionada ao consumo de álcool e com causas multifatoriais.
Causas da Esteatose Hepática CID 10 (K76.0)
A etiologia da esteatose hepática é multifatorial. As principais causas podem ser agrupadas em fatores relacionados ao estilo de vida, condições metabólicas e outros fatores de risco.
Causas principais
| Causa | Descrição |
|---|---|
| Obesidade | Acúmulo de gordura corporal favorece o depósito no fígado |
| Sindrome Metabólica | Conjunto de fatores, como hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina |
| Diabetes Tipo 2 | Resistência à insulina aumenta o armazenamento de gordura no fígado |
| Alimentação inadequada | Consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e açúcares |
| Sedentarismo | Falta de atividade física reduz o gasto calórico e favorece o acúmulo de gordura |
| Consumo de álcool | Excessivo consumo de bebidas alcoólicas contribui para o desenvolvimento da forma alcoólica |
| Uso de medicamentos | Alguns medicamentos, como corticosteróides, podem promover gordura no fígado |
| Hipotireoidismo | Redução do funcionamento da tireoide aumenta o risco |
| Dislipidemia | Desequilíbrio nos níveis de colesterol e triglicerídeos |
Fatores de risco adicionais
- Histórico familiar de doenças hepáticas
- Obesidade infantil
- Síndrome de Ovario Policístico
- Obesidade abdominal
Sintomas da Esteatose Hepática CID 10
Nos estágios iniciais, a maioria dos pacientes é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas perceptíveis. Quando os sinais aparecem, geralmente indicam uma evolutividade da condição para fases mais graves.
Sintomas comuns
H2: Sintomas iniciais
- Fadiga constante
- Desconforto ou dor leve na região superior direita do abdômen
- Perda de apetite
- Mal-estar geral
H2: Sintomas avançados
- Hipertensão portal
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)
- Perda de peso significativa
- Fraqueza e fadiga intensificada
Diagnóstico da Esteatose Hepática CID 10
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão. Os métodos utilizados incluem exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, biópsia hepática.
Exames utilizados
| Exame | Descrição |
|---|---|
| Hepatograma de sangue | Avalia enzimas hepáticas como TGO e TGP (ALT e AST) |
| Testes de função hepática | Detectam alterações na capacidade do fígado |
| Ultrassonografia abdominal | Método não invasivo que identifica acúmulo de gordura |
| Elastografia hepática | Mede a rigidez do fígado e avalia fibrose |
| Biópsia hepática | Para confirmação diagnóstico e avaliação da gravidade |
Detecção precoce
Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, "um diagnóstico precoce da esteatose hepática pode impedir a evolução para cirrose e insuficiência hepática".
Tratamento da Esteatose Hepática CID 10
O tratamento da esteatose hepática CID 10 centra-se na mudança de hábitos, uso de medicações específicas e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas.
Mudanças no estilo de vida
H3: Alimentação saudável
- Reduzir o consumo de gorduras saturadas e trans
- Optar por alimentos ricos em fibras, frutas, vegetais e grãos integrais
- Evitar o consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados
H3: Atividade física
- Praticar exercícios aeróbicos pelo menos 150 minutos por semana
- Incorporar treinos de resistência para melhorar a resistência à insulina
H3: Controle do peso
- Perda de peso gradual e sustentável (de 5 a 10% do peso corporal total)
- Monitoramento por profissionais de saúde
Medicações
Atualmente, não há medicação específica aprovada para tratar a esteatose hepática. Contudo, algumas drogas podem ser indicadas para tratar fatores associados, como:
- Insulina e medicamentos antidiabéticos para controle do diabetes
- Lipídicos para controle de dislipidemia
- Medicamentos antioxidantes como ácido betai-na (sob avaliação médica)
Tratamento cirúrgico
Em casos de obesidade severa, a cirurgia bariátrica pode ser considerada, pois promove perda de peso significativa e melhora na condição hepática.
Prevenção da Esteatose Hepática CID 10
A prevenção é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença. Algumas recomendações incluem:
- Manter peso saudável
- Alimentação equilibrada
- Praticar exercícios físicos regularmente
- Evitar o consumo excessivo de álcool
- Controlar doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão
Tabela: Fatores de risco e prevenção
| Fator de risco | Medida de prevenção |
|---|---|
| Obesidade | Alimentação saudável, prática de exercícios físicos |
| Sedentarismo | Atividades físicas semanais |
| Diabetes Tipo 2 | Controle glicêmico adequado |
| Consumo de álcool | Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas |
| Dislipidemia | Alimentação balanceada e medicamentos, se necessário |
Perguntas Frequentes
1. A esteatose hepática pode levar à cirrose?
Sim. Caso não seja controlada, a esteatose avançada pode evoluir para fibrose hepática e, posteriormente, cirrose, uma condição irreversível e grave.
2. Como saber se tenho esteatose hepática?
O diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como ultrassonografia, e exames laboratoriais. A biópsia hepática é o método mais preciso, mas é invasiva.
3. É possível curar a esteatose hepática CID 10?
Sim, com mudanças de hábitos e tratamento adequado, a condição pode ser revertida ou controlada, evitando complicações futuras.
4. Quais medicamentos ajudam a tratar a esteatose hepática?
Não há medicamentos específicos aprovados, mas o tratamento dos fatores associados, como diabetes e dislipidemia, contribui significativamente para a melhora da condição.
5. Posso prevenir a esteatose hepática?
Sim. Hábitos saudáveis, controle de peso, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos são as principais formas de prevenção.
Conclusão
A esteatose hepática CID 10 (K76.0) é uma condição que, embora inicialmente assintomática, possui potencial de evoluir para situações mais graves, como cirrose e insuficiência hepática. A conscientização sobre as causas, sintomas e tratamento é fundamental para prevenir complicações futuras.
A mudança de estilo de vida, aliada ao acompanhamento médico adequado, é a melhor estratégia para gerenciar essa condição. Como disse o renomado hepatologista Dr. Carlos Machado: "Prevenir é sempre melhor do que curar, especialmente quando se trata de saúde hepática." Portanto, cuidar do fígado hoje garante uma vida mais saudável amanhã.
Referências
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Diretrizes para o manejo da esteatose hepática. 2020.
- Organização Mundial da Saúde. Classificação CID-10. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para doença hepática gordurosa não alcoólica. 2021.
- Oliveira, P. R. et al. "Abordagem multidisciplinar na prevenção e tratamento da esteatose hepática." Revista de Medicina Intensiva, 2022.
- Sociedade Brasileira de Hepatologia
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