Espondilose Cervical: Entenda o CID e Seus Impactos
A espondilose cervical é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das principais causas de dores no pescoço e limitações na mobilidade. Com o avanço da idade, a degeneração dos discos e das vértebras cervicais torna-se inevitável, mas entender seus fatores, sintomas, tratamentos e classificação pelo CID (Código Internacional de Doenças) é fundamental para um diagnóstico precoce e manejo adequado.
Este artigo apresenta uma análise detalhada sobre a espondilose cervical, seu código CID, impacto na qualidade de vida, tratamentos disponíveis e orientações para quem busca informações confiáveis.

O que é a Espondilose Cervical?
A espondilose cervical é uma degeneração da coluna cervical, que envolve alterações nos discos intervertebrais, desgaste das vértebras e formação de osteófitos (bico de papagaio). Essa condição é comum em indivíduos mais velhos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade que tenham fatores de risco como má postura, sedentarismo, ou histórico de lesões.
Ela causa sintomas que variam de leves desconfortos a dores intensas, além de possíveis complicações neurológicas caso haja compressão de raízes nervosas ou da medula espinhal.
Causas e Fatores de Risco
- Envelhecimento natural
- Má postura e ergonomia inadequada
- Uso excessivo de dispositivos eletrônicos
- Trauma ou acidentes
- Sedentarismo
- Fatores genéticos
CID da Espondilose Cervical
O que é o CID?
O CID (Código Internacional de Doenças) é uma classificação criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a codificação de doenças e condições de saúde em registros médicos, estatísticas e pesquisas.
CID da Espondilose Cervical
A espondilose cervical é classificada sob o código M47.2 na 10ª edição do CID-10, que corresponde a:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| M47.2 | Espondilose cervical |
Importância do CID
Ter o código CID corretamente atribuído é crucial para o reconhecimento da condição em questões de benefícios previdenciários, seguros de saúde e para a definição de tratamentos específicos conforme regulamentações médicas.
Sintomas e Diagnóstico
Sintomas Comuns
- Dor no pescoço e região cervical
- Rigidez muscular
- Dores que irradiam para ombros, braços ou mãos
- Formigamento ou dormência nos membros superiores
- Dificuldade de movimentação ou sensação de repuxamento
- Tontura ou sensação de desorientação (em casos mais graves)
Diagnóstico
O diagnóstico da espondilose cervical envolve:
- Histórico clínico detalhado: relato de sintomas, fatores de risco e histórico médico.
- Exame físico: avaliação da mobilidade, força muscular, reflexos e sensibilidade.
- Exames de imagem: radiografias, tomografias computadorizadas (TC) e ressonância magnética (RM), que permitem visualizar alterações ósseas, hérnias de disco e compressões neurológicas.
Tratamentos e Cuidados
Tratamentos Conservadores
Na maioria dos casos, o tratamento não invasivo é suficiente para aliviar os sintomas:
- Uso de analgésicos e anti-inflamatórios
- Terapia física e reabilitação
- Exercícios de alongamento e fortalecimento
- Correção da postura e ergonomia
- Aplicação de calor ou frio
Tratamentos Medicamente Indicações
Quando a dor persistir ou houver compressões nervosas ou osteófitos que prejudiquem a qualidade de vida, pode ser necessário:
- Injeções de corticosteroides
- Procedimentos minimamente invasivos como bloqueios nervosos
- Cirurgia de descompressão ou fusão vertebral
Cuidados Preventivos
- Manter uma postura correta durante atividades diárias
- Evitar o uso prolongado de dispositivos eletrônicos
- Praticar exercícios físicos regularmente
- Realizar exames periódicos especialmente após os 40 anos
Impactos na Qualidade de Vida
A espondilose cervical pode ocasionar limitações físicas e emocionais, impactando o cotidiano. Além da dor e desconforto, há também impacto psicológico, como ansiedade e depressão, devido às limitações provocadas pelos sintomas.
Tabela de Impactos da Espondilose Cervical na Vida
| Aspecto | Consequências |
|---|---|
| Mobilidade | Dificuldade de realizar tarefas diárias |
| Sono | Interrupções e insônia devido à dor |
| Trabalho | Perda de produtividade e limitações profissionais |
| Saúde emocional | Sintomas de ansiedade, depressão |
| Relações interpessoais | Restrição de atividades sociais |
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Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A espondilose cervical é fatal?
Não, a espondilose cervical não é uma condição fatal, mas pode causar complicações neurológicas se não tratada adequadamente.
2. Quanto tempo leva para tratar a espondilose cervical?
O tratamento pode variar de algumas semanas a meses, dependendo da gravidade, resposta ao tratamento e mudanças no estilo de vida.
3. É possível prevenir a espondilose cervical?
Sim, através de posturas corretas, exercícios físicos, controle do peso e evitando esforços excessivos na região cervical.
4. Quando a cirurgia é necessária?
Quando há compressão neurológica severa, dor intolerável ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser indicada pelo especialista.
5. Como a espondilose cervical afeta a gravidez?
Embora não seja uma contraindicação direta, mulheres grávidas com espondilose devem consultar médicos especializados para orientações específicas.
Conclusão
A espondilose cervical é uma condição degenerativa que, embora comum, requer atenção e cuidados adequados para evitar complicações mais sérias. O entendimento do CID, os sintomas, tratamentos disponíveis e a adoção de hábitos saudáveis são essenciais para manter a qualidade de vida em diferentes fases da vida.
Se você apresenta sintomas relacionados à região cervical, procure um especialista para avaliação e diagnóstico preciso. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de sucesso na melhora dos sintomas e na prevenção de complicações futuras.
Referências
Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Diretrizes para tratamento da espondilose cervical. Disponível em: https://www.sbort.org
Ministério da Saúde. Guia de condutas na dor cervical. Governo Federal.
Silva, Paulo. "Degeneração da Coluna Cervical: Diagnóstico e Tratamento." Revista de Ortopedia, 2020.
Lembre-se: a informação fornecida neste artigo não substitui consulta médica especializada. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento.
MDBF