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Espondilodiscopatia Degenerativa CID: Causas, Sintomas e Tratamentos

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A saúde da coluna vertebral é fundamental para uma vida ativa e sem dores. Entre as diversas condições que podem afetar essa região, a espondilodiscopatia degenerativa é uma das mais comuns e preocupantes, especialmente entre adultos e idosos. Entender suas causas, sintomas e opções de tratamento pode fazer toda a diferença na busca por qualidade de vida. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre esse tema, com foco na classificação CID (Classificação Internacional de Doenças).

Introdução

A espondilodiscopatia degenerativa é uma condição que afeta as vértebras e os discos intervertebrais, levando a dores, limitações de movimento e, em alguns casos, alterações neurológicas. Sua prevalência aumenta com o envelhecimento, porém fatores como hábitos de vida, sedentarismo e traumas também contribuem para seu desenvolvimento.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), problemas na coluna representam uma das principais causas de incapacidade global, reforçando a importância de um diagnóstico precoce e de tratamentos adequados.

O que é a Espondilodiscopatia Degenerativa?

A espondilodiscopatia degenerativa refere-se à deterioração dos discos intervertebrais e das vértebras que compõem a coluna vertebral. Essa degeneração causa a perda de altura dos discos, diminuição da elasticidade e possíveis alterações nas estruturas ósseas adjacentes.

Definição e classificação CID

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) inclui a M48.0 - Espondilose e outras categorias específicas para alterações degenerativas da coluna, incluindo a CID-10 que dá suporte à caracterização clínica e epidemiológica dessas condições.

Causas da Espondilodiscopatia Degenerativa

As causas dessa condição variam, muitas relacionadas ao envelhecimento, mas também influenciadas por fatores ambientais e genéticos.

Causas principais

CausaDescrição
EnvelhecimentoPerda natural de flexibilidade e elasticidade dos discos intervertebrais.
Traumas ou acidentesLesões que aceleram o desgaste dos discos e vértebras.
SedentarismoFalta de atividade física que enfraquece estruturas de sustentação da coluna.
Má postura ou ergonomia inadequadaSustentar posições incorretas prolongadas que aumentam o estresse na coluna.
Sobrepeso ou obesidadeExcesso de peso que aumenta a carga sobre a coluna vertebral.
Fatores genéticosPredisposição familiar a doenças degenerativas da coluna.
FumoSubstância que prejudica a nutrição dos tecidos da coluna, acelerando a degeneração.

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Trabalhos que envolvem esforço físico contínuo
  • Sedentarismo

Sintomas da Espondilodiscopatia Degenerativa

O reconhecimento precoce dos sinais pode favorecer uma intervenção mais eficiente. Os sintomas variam de acordo com a gravidade e classificação da doença.

Sintomas comuns

  • Dores na região lombar ou cervical
  • Sensação de queimação ou formigamento
  • Dor que piora com longos períodos de permanência na mesma posição
  • Rigidez ao acordar ou após longos períodos de repouso
  • Dor irradiada para os braços ou pernas (em casos de compressão nervosa)
  • Diminuição da mobilidade e flexibilidade
  • Em casos avançados, fraqueza muscular e perda de reflexos

Sintomas em casos mais graves

SintomaDescrição
Claudicação neurogênicaDificuldade para caminhar ou ficar em pé por longos períodos.
Déficit neurológicoPerda de força, tônus muscular ou sensibilidade nas extremidades.
Incontinência urinária ou fecalEm casos mais extremos, sinais de complicações neurológicas severas.

Diagnóstico

Exames clínicos

O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada, histórico do paciente e exame físico, incluindo avaliação da postura, força muscular e reflexos.

Exames de imagem

ExameFinalidade
Raios XAvaliação de alterações ósseas, alinhamento e degeneração dos discos.
Ressonância magnética (RM)Detecção de alterações nos discos, compressão nervosa e inflamação.
Tomografia computadorizada (TC)Detalhamento de estruturas ósseas e possíveis osteófitos.

Clique aqui para saber mais sobre diagnósticos de coluna

Tratamentos para Espondilodiscopatia Degenerativa

Existem opções de tratamento que visam aliviar dores, melhorar a funcionalidade e retardar a progressão da doença. A escolha do método dependerá do grau de degeneração, sintomas e qualidade de vida do paciente.

Tratamentos conservadores

Mudanças no estilo de vida

  • Reabilitação e fisioterapia: fortalecimento muscular, alongamentos e técnicas de postura.
  • Medicamentos: anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares.

Terapias complementares

  • Acupuntura
  • Terapia manual
  • Massoterapia

Tratamentos invasivos

Injeções e bloqueios

  • Injeções de corticoides para controle da inflamação local.

Cirurgia

Quando os tratamentos conservadores não proporcionam melhora, a cirurgia pode ser necessária, entre elas:

  • Discectomia: remoção do disco degenerado.
  • Fusão vertebral: união de duas ou mais vértebras para estabilização.
  • Laminectomia: remoção de parte da vértebra para aliviar compressões nervosas.

Para entender melhor as indicações cirúrgicas, acesse este artigo completo sobre procedimentos cirúrgicos na coluna.

Tabela de Classificação CID relacionada à espondilodiscopatia degenerativa

Código CIDDescriçãoCategoria
M48.0EspondiloseDegeneração geral da coluna vertebral
M50.0Radiculopatia cervical devido a hérnia de discoHérnia de disco cervical
M51.2Degeneração do disco lombarDiscos intervertebrais degenerativos
M54.5Dor dorsalDor na região dorsal da coluna

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A espondilodiscopatia degenerativa é reversível?

Apesar de não ser totalmente reversível, tratamentos adequados podem controlar os sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida.

2. Qual a idade mais comum para desenvolver essa condição?

A partir dos 40 anos, mas é mais comum após os 50 devido ao processo natural de envelhecimento.

3. É possível prevenir a espondilodiscopatia degenerativa?

Sim. Manter hábitos saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente, manter uma postura correta e evitar o tabagismo ajudam na prevenção.

4. Quanto tempo leva para melhorar após o tratamento?

Depende do grau de degeneração e do tratamento adotado. Em muitos casos, melhora significativa ocorre em algumas semanas, com acompanhamento adequado.

Conclusão

A espondilodiscopatia degenerativa CID é uma condição comum, especialmente na população envelhecida, que pode afetar significativamente a qualidade de vida se não for adequadamente tratada. O diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar — que inclui fisioterapia,medicação e, em alguns casos, cirurgia — são essenciais para controlar os sintomas e prevenir complicações.

A compreensão dos fatores causais, sintomas e opções terapêuticas permite que pacientes e profissionais de saúde tomem decisões informadas, promovendo uma jornada de recuperação mais eficiente. Lembre-se de buscar orientações médicas especializadas caso sintomas relacionados à coluna apareçam.

Referências

Finalizações

Se você suspeita de espondilodiscopatia degenerativa ou apresenta sintomas relacionados, procure um ortopedista ou neurologista para avaliação completa. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, maiores serão as chances de recuperar a funcionalidade da sua coluna e viver com menos dor.