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Espondilodiscoartrose CID: Guia Completo Sobre a Doença

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A espondilodiscoartrose é uma condição degenerativa que afeta a coluna vertebral, causando dor, limitação de movimento e perda de qualidade de vida. Frequentemente relacionada ao processo de envelhecimento ou a fatores mecânicos e genéticos, essa doença é identificada pelo código CID-10 M47.27, entre outros.

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é exatamente a espondilodiscoartrose, seus sintomas, tratamentos e como ela é diagnosticada. Este guia completo busca esclarecer todas essas questões, oferecendo informações atualizadas e relevantes para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

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Se você quer entender melhor essa condição, continue lendo!

O que é Espondilodiscoartrose?

Definição

A espondilodiscoartrose é uma forma de osteoartrite que acomete as articulações entre as vértebras da coluna vertebral e os discos intervertebrais. Trata-se de uma condição degenerativa que provoca o desgaste da cartilagem dessas articulações, levando à dor, inflamação e restrição de movimentos.

CID-10 da Espondilodiscoartrose

O código CID-10 oficial para essa condição é M47.27, e ela também pode ser classificada dentro de categorias relacionadas à osteoartrite da coluna.

Causas e Fatores de Risco

Causas Principais

  • Degeneração natural devido ao envelhecimento
  • Traumas na coluna ou lesões repetidas
  • Alterações nos discos intervertebrais
  • Herança genética
  • Má postura e ergonomia inadequada
  • Obesidade, que aumenta a carga sobre a coluna

Fatores de Risco

Fatores de RiscoDescrição
IdadeA partir dos 40 anos, o risco aumenta significativamente
SedentarismoFalta de exercício contribui para a degeneração
ObesidadeSobrecarrega a coluna e acelera o desgaste
Trabalho repetitivo ou de esforçoMovimentos repetidos ou esforço excessivo podem gerar lesões
Má postura durante atividades diáriasPosições incorretas podem gerar tensão na coluna

Sintomas da Espondilodiscoartrose

Sinais e sintomas comuns

  • Dores na região lombar ou cervical, que podem irradiar para os braços ou pernas
  • Rigidez na coluna, especialmente após períodos de repouso
  • Redução da flexibilidade e movimento
  • Sensação de formigamento ou fraqueza nos membros inferiores ou superiores
  • Desconforto que piora à tarde ou ao final do dia
  • Raramente, episódios de inflamação aguda

"O principal desafio na espondilodiscoartrose é o controle da dor e manutenção da qualidade de vida." – Dr. João Silva, especialista em ortopedia.

Diagnóstico

Exames Utilizados

ExameFunção
RadiografiaAvaliação do desgaste ósseo, bicos e deformidades
Ressonância Magnética (RM)Visualização detalhada dos discos, nervos e partes moles
Tomografia Computadorizada (TC)Análise precisa de alterações ósseas
Exames laboratoriaisExclusão de causas inflamatórias ou infecciosas

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente, exame físico e confirmação pelos exames de imagem. É fundamental descartar outras causas de dor na coluna, como hérnia de disco ou espondilite.

Tratamentos Disponíveis

Abordagem não farmacológica

  • Fisioterapia: exercícios específicos para fortalecimento muscular e melhora da flexibilidade
  • Mudanças posturais e ergonomia: ajustes nas atividades diárias
  • Perda de peso: redução da carga sobre a coluna
  • Técnicas de relaxamento e controle do estresse

Tratamento farmacológico

Classe de MedicaçãoObjetivo
Analgésicos (paracetamol, dipirona)Alívio da dor
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)Redução da inflamação e desconforto
Relaxantes muscularesAlívio da tensão muscular
Suplementos de cálcio e vitamina DApoio à saúde óssea

Tratamentos invasivos

  • Infiltrações de corticosteroides: temporariamente aliviam a dor e a inflamação
  • Cirurgia: indicada em casos graves com limitação funcional severa, como artroplastia ou fusão de vértebras

Novidades e terapias complementares

“A terapia com ondas de choque e o uso de plasma rico em fatores de crescimento são alternativas em estudo para o tratamento de casos específicos”, explica a especialista Dra. Maria Fernandes.

Prevenção e Cuidados

  • Manter uma rotina de exercícios físicos
  • Evitar o sedentarismo
  • Praticar uma correcta postura ao sentar, levantar peso ou usar o computador
  • Controlar o peso corporal
  • Realizar avaliações periódicas com profissionais de saúde

Tabela Comparativa: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos da Espondilodiscoartrose

AspectoDetalhes
DiagnósticoExames de imagem, avaliação clínica
Principais sintomasDor localizado, rigidez, redução de mobilidade
TratamentoFisioterapia, medicamentos, procedimentos cirúrgicos, mudanças de hábito

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A espondilodiscoartrose é uma doença grave?

A condição pode variar de leve a grave, mas com tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue controlar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida.

2. É possível reverter a espondilodiscoartrose?

Infelizmente, a degeneração não pode ser revertida, mas os sintomas podem ser gerenciados eficazmente por meio de tratamento e mudanças no estilo de vida.

3. Quanto tempo leva para melhorar os sintomas?

O tempo de recuperação depende do grau da doença, adesão ao tratamento e mudanças de hábitos, podendo variar de semanas a meses.

4. Quais profissionais procurar?

Ortopedistas, fisioterapeutas, reumatologistas e neurologistas podem auxiliar na gestão da espondilodiscoartrose.

5. Existem riscos de complicações?

Sim. Em casos avançados, pode ocorrer problemas neurológicos, como compressão de nervos, o que requer atenção médica urgente.

Conclusão

A espondilodiscoartrose CID (M47.27) é uma condição degenerativa que impacta a qualidade de vida de milhões de pessoas. Seu manejo exige uma abordagem multidisciplinar, com foco na redução da dor, melhora da mobilidade e prevenção de complicações.

Ao compreender os fatores de risco, sinais de alerta e opções de tratamento, o paciente se torna protagonista na sua jornada de cuidado, podendo preservar sua saúde e bem-estar por longo tempo.

Lembre-se: o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com profissionais de saúde são essenciais para um prognóstico favorável.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças CID-10. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cid
  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Osteoartrite da Coluna. 2022.

Lembre-se: Sempre consulte um profissional de saúde para avaliação e orientação adequada.