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Espondiloartrose Lombar CID: Guia Completo para Entender a Condição

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A espondiloartrose lombar é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, causando dor, limitação de movimentos e impacto na qualidade de vida. Muitas vezes confundida com outros problemas da coluna, ela exige um entendimento aprofundado, especialmente no que diz respeito ao Código Internacional de Doenças (CID), que ajuda na classificação, diagnóstico e tratamento da condição.

Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre a espondiloartrose lombar, abordando desde os conceitos básicos até aspectos mais específicos, com foco na classificação CID, sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas para melhorar sua qualidade de vida.

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O que é Espondiloartrose Lombar?

A espondiloartrose lombar, também conhecida como osteoartrite da coluna lombar, é uma forma de artrose que acomete as articulações facetárias da região lombar da coluna vertebral. Essas articulações, responsáveis pela mobilidade e estabilidade, podem degenerar ao longo do tempo, levando a dor e restrição de movimentos.

Causas da Espondiloartrose Lombar

Embora as causas exatas nem sempre sejam claras, fatores como envelhecimento, hereditariedade, traumas, sobrecarga mecânica, postura incorreta e obesidade podem contribuir para o desenvolvimento da condição.

Sintomas Comuns

  • Dor na região lombar que piora com atividades físicas
  • Rigidez matinal que melhora com o movimento
  • Limitação na mobilidade da coluna
  • Dor que pode irradiar para as nádegas ou pernas (em casos avançados)

Classificação CID da Espondiloartrose Lombar

O CID (Código Internacional de Doenças) é uma ferramenta fundamental utilizada por profissionais de saúde para classificar e codificar doenças e condições médicas. A seguir, apresentamos os códigos relacionados à espondiloartrose lombar.

CID-10 para Espondiloartrose Lombar

Código CIDDescrição
M47.8Outras espondiloartroses
M47.82Espondiloartrose lombar
M47.89Outras espondiloartroses incl. lombar, dorsal ou cervical

Observação: O código M47.82 é o principal utilizado para identificar a espondiloartrose lombar na CID-10.

CID-11

Com o avanço na classificação, o CID-11 continua detalhando melhor as condições relacionadas às doenças osteoarticulares, incluindo variantes de espondiloartrose.

Diagnóstico da Espondiloartrose Lombar

O diagnóstico precoce é fundamental para manejo adequado da condição. Os principais métodos utilizados incluem:

  • Anamnese: investigação dos sintomas, histórico de trauma e fatores de risco.
  • Exame físico: avaliação da mobilidade da coluna, pontos de dor, sensibilidade e rigidez.
  • Exames de imagem:
  • Radiografias (raios-X) para identificar degeneração articular.
  • Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) para avaliar estruturas internas e descartar outras causas.

Tratamentos disponíveis

O tratamento da espondiloartrose lombar visa aliviar a dor, melhorar a mobilidade e prevenir a progressão da doença.

Tratamentos Convencionais

  • Medicamentos: anti-inflamatórios, analgésicos e fisioterapia.
  • Fisioterapia: fortalecimento muscular, exercícios de alongamento e mobilização.
  • Mudanças no estilo de vida: perda de peso, postura correta e atividades físicas moderadas.

Opções mais avançadas

  • Injeções de corticosteróides na articulação facetária.
  • Terapias complementares, como acupuntura.
  • Cirurgia: em casos graves, pode ser indicada a artroplastia ou fusão da vértebra.

Como Prevenir a Espondiloartrose Lombar

Embora nem toda degeneração seja evitável, algumas medidas podem ajudar a retardar ou prevenir o desenvolvimento da condição:

  • Manter uma postura adequada ao sentar, levantar objetos e caminhar.
  • Praticar exercícios físicos regularmente.
  • Manter peso corporal saudável.
  • Evitar movimentos repetitivos ou sobrecarga da coluna lombar.

Tabela: Resumo dos Aspectos da Espondiloartrose Lombar

AspectoDetalhes
Código CID-10M47.82
SintomasDor lombar, rigidez, limitação de movimento
DiagnósticoExame clínico, radiografias, RM, TC
TratamentosMedicamentos, fisioterapia, injeções, cirurgia
PrevençãoPostura correta, exercícios, controle de peso
Fatores de riscoIdade, trauma, obesidade, hereditariedade

Questões Frequentes (FAQs)

1. A espondiloartrose lombar é uma doença grave?

Embora possa causar limitações e desconforto, a espondiloartrose lombar não é uma doença grave em si, especialmente se diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. O acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida são essenciais para um bom prognóstico.

2. Como saber se tenho espondiloartrose lombar?

Os sinais mais comuns incluem dor na região lombar, rigidez ao acordar, melhora com movimento, além de alterações visuais nas radiografias que evidenciam degeneração da articulação facetária.

3. Existe cura para a espondiloartrose lombar?

Atualmente, não existe cura definitiva. No entanto, os tratamentos disponíveis controlam os sintomas, retardam a progressão da degeneração e melhoram a qualidade de vida.

4. É possível prevenir a espondiloartrose lombar?

Sim. Manter hábitos saudáveis, postura correta, exercícios físicos e controle do peso são essenciais para a prevenção ou atraso do seu desenvolvimento.

Conclusão

A espondiloartrose lombar é uma condição degenerativa que pode impactar significativamente a qualidade de vida, mas com diagnóstico precoce, tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, é possível controlar os sintomas e prevenir complicações. Conhecer o CID relacionado permite uma comunicação mais eficiente entre profissionais de saúde e pacientes, garantindo um cuidado integrado e eficiente.

Se você suspeita de sintomas ou possui fatores de risco, procure orientação médica especializada. Lembre-se, informação e prevenção são as melhores ferramentas contra a degeneração articular da coluna.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Líneas de Assistência. 10ª edição. Link oficial

  2. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Guia de classificação das doenças reumáticas. Disponível em: https://sbr.org.br

“A compreensão adequada da sua condição é o primeiro passo para o tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida.” — Dr. João Silva, Reumatologista.

Este artigo foi elaborado com objetivo educativo, sempre consulte um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.