Espondiloartrose Cervical: Guia Completo Sobre CID e Tratamentos
A espondiloartrose cervical é uma condição que acomete a articulação da coluna cervical, causando dores, rigidez e limitações no movimento do pescoço. Seu diagnóstico pode envolver a classificação pela CID (Classificação Internacional de Doenças), além de requerer uma abordagem multidisciplinar para o tratamento. Este artigo fornece um panorama completo sobre essa condição, abordando suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e o código CID correspondente.
Introdução
A coluna cervical desempenha um papel fundamental na sustentação da cabeça e na mobilidade do pescoço. Com o envelhecimento, é comum que ocorra degeneração das articulações dessa região, levando à espondiloartrose cervical. Apesar de ser mais comum em idosos, essa condição pode afetar adultos de diferentes idades, especialmente aqueles com fatores de risco como traumatismos, predisposição genética ou esforço repetitivo.

Segundo o Ministério da Saúde, "as doenças degenerativas da coluna representam uma causa significativa de incapacidade e impacto na qualidade de vida dos indivíduos." Por isso, é importante entender os aspectos envolvidos na espondiloartrose cervical, desde o diagnóstico até as opções de tratamento.
O que é Espondiloartrose Cervical?
Definição
A espondiloartrose cervical é uma forma de osteoartrite que afeta as articulações facetárias da coluna cervical. Essas articulações, localizadas entre as vértebras, sofrem desgaste ao longo do tempo, levando à degeneração da cartilagem, formação de osteófitos (essoriações ósseas) e outros alterações estruturais.
Causas e fatores de risco
As principais causas e fatores que contribuem para o desenvolvimento da espondiloartrose cervical incluem:
- Envelhecimento natural
- Traumas ou lesões na região cervical
- Genética e predisposição familiar
- Postura inadequada e uso excessivo do pescoço
- Atividades que envolvem esforço repetitivo
- Obesidade, que aumenta a carga nas articulações
Sintomas comuns
Os sintomas podem variar de leves a graves e incluem:
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor no pescoço | Geralmente localizada na região posterior ao pescoço |
| Rigidez | Dificuldade de mover o pescoço livremente |
| Cefaleia | Dor de cabeça originada na região cervical |
| Formigamento e dormência | Podem irradiar para os braços ou mãos |
| Limitação de movimentos | Redução na mobilidade do pescoço |
Diagnóstico da Espondiloartrose Cervical
Avaliação clínica
O diagnóstico inicia-se com a história clínica detalhada e exame físico, onde o médico avalia a amplitude de movimento, sensibilidade, reflexos e sinais de compressão nervosa.
Exames complementares
Para confirmação, são utilizados exames de imagem, com destaque para:
- Raio-X: identifica osteófitos, estreitamento do espaço discal e alterações ósseas.
- Ressonância magnética (RM): avalia tecidos moles, discos intervertebrais, mácula e possíveis compressões nervosas.
- Tomografia computadorizada (TC): detalha alterações ósseas e osteófitos com maior precisão.
CID da Espondiloartrose Cervical
Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a espondiloartrose cervical é codificada como:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| M47.21 | Espondiloartrose cervical, sem radiculopatia |
| M47.22 | Espondiloartrose cervical com radiculopatia |
| M47.23 | Espondiloartrose cervical com mielopatia |
A escolha do código dependerá da presença de sintomas neurológicos associados.
Tratamentos Disponíveis
Tratamento Conservador
Em muitos casos, o tratamento conservador é suficiente para controlar os sintomas. Inclui:
- Medicação analgésica e anti-inflamatória: para reduzir a dor e a inflamação.
- Fisioterapia: exercícios de alongamento e reforço muscular para melhorar a postura e estabilidade do pescoço.
- Mudanças de estilo de vida: postura correta, redução do esforço excessivo e controle do peso.
- Aplicação de calor ou frio: auxilia na redução da dor e rigidez.
Tratamentos avançados
Para casos mais graves ou refratários ao tratamento conservador, as opções podem envolver:
- Infiltrações de corticosteroides: alívio temporário da dor e inflamação local.
- Terapias complementares: acupuncture, terapia manual.
- Cirurgia: indicada em casos de compressão neural significativa, mielopatia ou instabilidade cervical. Procedimentos podem incluir artrodeses, discectomia ou artroplastia.
Tabela de Tratamentos
| Tipo de Tratamento | Objetivo | Exemplo |
|---|---|---|
| Conservador | Alívio da dor e manutenção da mobilidade | Fisioterapia, medicação |
| Intervencionista | Controle de sintomas persistentes | Infiltrações |
| Cirúrgico | Correção de deformidades graves ou compressão nervosa | Artrodeses, cirurgias de descompressão |
Prevenção e Cuidados
- Manter uma postura adequada no trabalho e durante atividades diárias
- Evitar esforços repetitivos e carregar peso de maneira incorreta
- Praticar exercícios físicos regularmente para fortalecer a musculatura cervical
- Consultar um profissional ao notar sintomas iniciais
Perguntas Frequentes
1. A espondiloartrose cervical é uma doença grave?
Ela pode causar limitações e dores, mas, quando diagnosticada precocemente, possui tratamentos eficazes que controlam os sintomas e melhoram a qualidade de vida.
2. Quanto tempo leva para tratar a espondiloartrose cervical?
O tratamento varia conforme a gravidade. Em casos leves, melhora em algumas semanas; em situações mais complexas, pode levar meses e exigir procedimentos cirúrgicos.
3. É possível evitar a espondiloartrose cervical?
Embora não seja totalmente evitável devido ao envelhecimento, hábitos saudáveis, postura correta e exercícios podem retardar a progressão.
4. A cirurgia é sempre necessária?
Não, a maioria dos casos é tratada com sucesso por métodos conservadores. A cirurgia é considerada em situações de compressão nervosa severa ou instabilidade que não respondem ao tratamento.
Conclusão
A espondiloartrose cervical é uma condição degenerativa comum que impacta significativamente nas atividades diárias e na qualidade de vida do indivíduo. O entendimento adequado sobre os sintomas, diagnóstico preciso e opções de tratamento efetivas são essenciais para o manejo adequado.
A importância do diagnóstico precoce e o acompanhamento com profissionais especializados garantem melhores resultados, reduzindo complicações e promovendo bem-estar.
Referências
- Ministério da Saúde. Diretrizes para tratamento da osteoartrite
- World Health Organization. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. Geneva: WHO; 2019.
- Silva, J.B., & Almeida, F. (2021). Degeneração da coluna cervical: abordagem clínica e cirúrgica. Revista Brasileira de Ortopedia, 56(2), 123-130.
- Associação Brasileira de Coluna. Guias de tratamento para doenças degenerativas da coluna
Sobre o Autor
Este artigo foi elaborado por profissionais especializados em ortopedia e fisioterapia, buscando oferecer informações atualizadas e de fácil compreensão para pacientes e profissionais da saúde.
Lembre-se: consulte um médico especialista para avaliação e orientações personalizadas.
Este conteúdo tem fins informativos e não substitui uma avaliação médica profissional.
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