Espondiloartrose Anquilosante CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A espondiloartrose anquilosante CID, também conhecida como espondiloartrite axial ou espondiloite anquilosante, é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. Essa doença, que faz parte do grupo das espondiloartropatias, pode levar à rigidez, dor intensa e, em casos avançados, à fusão dos ossos da coluna, prejudicando significativamente a qualidade de vida do paciente.
De acordo com o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), a espondiloartrose anquilosante está classificada sob o código M45. Este artigo visa esclarecer os principais aspectos relacionados ao diagnóstico, sintomas, tratamentos disponíveis e a relação da doença com o CID, além de fornecer informações valiosas para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

O que é a Espondiloartrose Anquilosante CID (M45)?
A espondiloartrose anquilosante CID é uma doença inflamatória crônica que provoca a inflamação das vértebras e das articulações sacroilíacas. Ela pertence ao grupo das espondiloartropatias, que são um conjunto de doenças reumáticas que afetam a coluna e as articulações periféricas.
Características principais:
- Inflamação crônica na coluna vertebral
- Rigidez matinal e dor persistente
- Progressiva fusão das vértebras (anquilose)
- Predominância em homens jovens, geralmente entre os 20 e 40 anos
É importante destacar que a causa exata da espondiloartrose anquilosante ainda não está totalmente esclarecida, mas há uma forte associação com fatores genéticos, principalmente a presença do gene HLA-B27.
Sintomas da Espondiloartrose Anquilosante CID
Sintomas iniciais
Nos estágios iniciais, a doença se manifesta por meio de sinais e sintomas que podem ser confundidos com outras condições, dificultando o diagnóstico precoce.
Principais sintomas:
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Dor na região lombar | Dor difusa na região lombar, que piora à noite ou ao períodos de repouso. |
| Rigidez matinal | Rigidez que dura mais de 30 minutos ao acordar, melhorando com atividade física. |
| Sensação de formigamento | Pode haver formigamento ou sensação de queimação na região do quadril ou parte baixa da coluna. |
| Dor nas articulações periféricas | Pode afetar joelhos, ombros, pulsos e outras articulações. |
| Fadiga | Sensação de cansaço contínuo, comum em doenças inflamatórias crônicas. |
Sintomas avançados
Com a progressão da doença, os sintomas podem se intensificar, levando à deformidade e à fusão das vértebras.
- Redução da mobilidade da coluna
- Dificuldade de postura e postura encurvada (corcunda)
- Dor persistente que não melhora com medicamentos convencionais
- Inflamação em órgãos como os olhos, causando uveíte
Diagnóstico da Espondiloartrose Anquilosante CID
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, diversos exames clínicos e de imagem, além de análises laboratoriais, são utilizados.
Exame clínico
O reumatologista avalia sinais de inflamação, rigidez, deformidades e o histórico clínico do paciente, incluindo fatores genéticos como o HLA-B27.
Exames de imagem
| Exame | Objetivo | Achados comuns |
|---|---|---|
| Raio-X da coluna | Detectar fusão das vértebras e alterações ósseas | Fusão das vértebras, estreitamento do espaço discal, syndesmófitos (crescimentos ósseos). |
| Ressonância magnética (RM) | Identificar inflamação precoce e edema ósseo | Inflamação nas vértebras e articulações sacroilíacas, antes de alterações ósseas visíveis no raio-X. |
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliar detalhes ósseos e fusões | Alterações ósseas mais detalhadas, avaliação de deformidades. |
Exames laboratoriais
- Hemograma completo – indica sinais de inflamação.
- Dosagem do D-Receptor C-Reativo (CRP) e Velocidade de hemossedimentação (VHS) – aumentados em processos inflamatórios.
- Testes genéticos para HLA-B27 – presença deste antígeno aumenta o risco de desenvolvimento da doença, embora não seja exclusivo.
Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), "o diagnóstico deve ser feito com base na combinação do quadro clínico, exames de imagem e laboratoriais."
Diagnóstico diferencial
A condição precisa ser diferenciada de outras doenças que causam dor na coluna, como:
- Hérnia de disco
- Artrite reumatoide
- Osteoartrite
- Fibromialgia
Tratamento da Espondiloartrose Anquilosante CID
Embora ainda não exista cura definitiva, o tratamento visa controlar os sintomas, reduzir a inflamação, manter a mobilidade e evitar deformidades.
Tratamentos disponíveis
Tratamento medicamentoso
| Classe de medicamento | Objetivo | Exemplos |
|---|---|---|
| Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) | Alívio da dor e redução da inflamação | Diclofenaco, ibuprofeno, celecoxibe |
| M inhabitadores de tumor necrose (anti-TNF) | Controle da inflamação e progressão da doença | Etanercep, infliximabe, adalimumabe |
| Corticosteroides | Uso em crise para controle rápido de inflamação | Prednisona |
| Fisioterapia e exercícios | Manutenção da flexibilidade e força muscular | Programas específicos de alongamento e fortalecimento |
Tratamento não farmacológico
- Fisioterapia: importante para melhorar a mobilidade e prevenir deformidades.
- Exercícios físicos regulares: aulas de hidroginástica, alongamentos e atividades de baixo impacto.
- Mudanças no estilo de vida: evitar sedentarismo, manter uma alimentação equilibrada e controlar o peso.
Tratamentos cirúrgicos
Em casos avançados, com deformidades severas ou fusão da coluna que limita a mobilidade, procedimentos cirúrgicos como artroplastia ou osteotomias podem ser considerados.
Prevenção e acompanhamento
Não há como prevenir completamente a espondiloartrose anquilosante CID, mas o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com um reumatologista podem fazer a diferença na evolução da doença. Além disso, a adesão ao tratamento e a prática de atividades físicas auxiliam na manutenção da qualidade de vida do paciente.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A espondiloartrose anquilosante CID tem cura?
Não, atualmente não há cura definitiva, mas o tratamento adequado controla os sintomas e impede a progressão da doença.
2. Qual é a relação entre HLA-B27 e a doença?
O gene HLA-B27 está presente em grande parte dos pacientes com espondiloartrose anquilosante CID, reforçando a predisposição genética para o desenvolvimento da doença.
3. Quanto tempo leva para os sintomas piorarem?
A progressão varia de paciente para paciente. Alguns apresentam evolução lenta, enquanto outros podem desenvolver complicações em poucos anos.
4. É possível praticar esportes com a doença?
Sim, atividades físicas adaptadas, com orientação profissional, contribuem para manter a flexibilidade e reduzir dores.
5. Como é o acompanhamento médico para esses pacientes?
O acompanhamento inclui consultas regulares com reumatologista, exames de imagem e laboratorial, além da avaliação da adesão ao tratamento.
Conclusão
A espondiloartrose anquilosante CID é uma doença reumática inflamatória que pode comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente se não diagnosticada precocemente ou tratada adequadamente. Conhecer seus sintomas, realizar exames de diagnóstico específicos e seguir as orientações médicas são passos essenciais para o manejo eficaz da condição.
A evolução da medicina tem proporcionado avanços nas opções de tratamento, permitindo que muitos pacientes mantenham uma vida ativa e com menos dores. A adesão às terapias e a realização de acompanhamento regular são fundamentais para minimizar complicações e melhorar o prognóstico.
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cid
- Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Espondiloartrose Anquilosante. Disponível em: https://into.org.br
- Reumatologia da Universidade de São Paulo. Diagnóstico da Espondiloartropatia. Disponível em: https://usp.br/reumatologia
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