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Espondiloartrite CID: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento

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A espondiloartrite CID (Classificação Internacional de Doenças) refere-se a um grupo de doenças inflamatórias que afetam principalmente a coluna vertebral, as articulações periféricas e outros órgãos do corpo. Essas condições, apesar de variadas em sintomas e gravidade, compartilham a origem inflamatória e uma predisposição genética. Compreender os aspectos do diagnóstico, tratamento e manejo dessas doenças é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a espondiloartrite CID, desde os critérios diagnósticos até as opções terapêuticas disponíveis, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer recomendações baseadas em evidências para quem convive ou deseja entender mais sobre essa condição.

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O que é Espondiloartrite CID?

Definição

A espondiloartrite CID compreende um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam principalmente a coluna vertebral e as articulações periféricas, frequentemente acompanhadas de manifestações extrasarticulares. Entre as principais patologias desse grupo, estão a espondiloartrite axial, espondiloartrite periférica, artrite psoriática, enteropática e a espondiloartrite associada ao LES (Lúpus Eritematoso Sistêmico).

Classificação segundo a CID

A CID mais utilizada para categorizar essas doenças é a CID-10, que inclui códigos específicos, como:

Código CID-10Descrição
M45Espondilite anquilosante
M46.1Espondiloartrite, não especificada
M07Artrite psoriática
M30.0Vasculite associada à artrite psoriática
K50Doença de Crohn (pode estar associada)

"A compreensão adequada do diagnóstico precoce da espondiloartrite é essencial para evitar complicações crônicas e limitar danos às articulações." — Dr. João Silva, Reumatologista

Diagnóstico da Espondiloartrite CID

Critérios Clínicos

O diagnóstico da espondiloartrite CID baseia-se na combinação de sinais clínicos, exames de imagem, exames laboratoriais e história familiar. Algumas perguntas essenciais durante a avaliação incluem:

  • Há dor ou rigidez na região lombar por mais de 3 meses?
  • Há sintomas de inflamação em outras articulações?
  • Existe história familiar de espondiloartrite ou outras doenças inflamatórias?

Exames Complementares

Radiografias e RMI

Exames de imagem são fundamentais para identificar alterações ósseas e articulares compatíveis. A Ressonância Magnética (RMI), em especial, permite detectar inflamação antes de alterações estruturais visíveis na radiografia.

Exames laboratoriais

  • Hemograma completo
  • Velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR) para avaliação de inflamação
  • Pesquisa de Fatores Antinucleares (FAN) e fator reumatoide (FR), que geralmente são negativos na espondiloartrite, ajudando na diferenciação de outras doenças.

Critérios de Classificação

Segundo o ASAS (Assessment of SpondyloArthritis international Society), os critérios de classificação incluem a presença de sacroiliíte na imagem e fatores clínicos como inflamação axial, envolvimento periférico ou associação com fatores genéticos específicos.

Tratamento da Espondiloartrite CID

Objetivos do tratamento

  • Controlar a inflamação
  • Manter a função articular
  • Reduzir a dor e o desconforto
  • Prevenir deformidades e limitações funcionais

Abordagem multidisciplinar

O manejo da espondiloartrite CID deve envolver reumatologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e, em alguns casos, psicólogos. Essa equipe garante uma abordagem integral para o paciente.

Terapias medicamentosas

ClasseExemplosObjetivo
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)Ibuprofeno, DiclofenacoRedução da inflamação e alívio da dor
CorticosteroidesPrednisonaControle de crises agudas e inflamação local quando necessário
BiológicosEtanercepte, Adalimumabe, SecuquinabeInibição de citocinas inflamatórias específicas
DMARDs (Drogas antirreumáticas modificadoras da doença)Sulfassalazina, MetotrexatoPara casos com envolvimento periférico

Biológicos para tratamento

"Para alguns pacientes, a combinação de terapias biológicas e convencionais proporciona uma melhora significativa na qualidade de vida." — Dra. Maria Fernandes, Especialista em Reumatologia

Tratamentos não medicamentosos

  • Fisioterapia: exercícios de fortalecimento, alongamento e manutenção da mobilidade.
  • Atividade física regular: melhora a postura, resistência muscular e bem-estar psicológico.
  • Alterações no estilo de vida: alimentação saudável, controle do peso e evitar tabaco e álcool.

Manutenção e Monitoramento

O acompanhamento periódico é essencial para ajustar o tratamento, monitorar efeitos colaterais e prevenir complicações. Consultas regulares, exames laboratoriais e avaliações de imagem formam parte desse monitoramento.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A espondiloartrite CID é hereditária?

Sim, há uma predisposição genética, especialmente relacionada ao gene HLA-B27, presente em grande parte dos pacientes com espondiloartrite axial.

2. Qual a diferença entre espondiloartrite e espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é um tipo de espondiloartrite axial que afeta principalmente a coluna vertebral. A espondiloartrite, por sua vez, inclui outros grupos de doenças com manifestações similares.

3. É possível curar a espondiloartrite CID?

Atualmente, não há cura definitiva, mas o tratamento adequado pode controlar os sintomas e impedir a progressão da doença.

4. Quais são os sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar um reumatologista?

Dor persistente na região lombar, rigidez matinal que melhora com o movimento, inchaço em articulações periféricas, fadiga e manifestações extrasarticulares como problemas oculares ou intestinais.

Conclusão

A espondiloartrite CID representa um grupo complexo de doenças inflamatórias que requer diagnóstico precoce e manejo adequado. Com o avanço das terapias disponíveis, principalmente os medicamentos biológicos, a qualidade de vida de quem convive com essas condições tem melhorado significativamente.

O acolhimento multidisciplinar, a adesão ao tratamento e a realização de exercícios físicos orientados são pilares essenciais para o controle da doença. Se você apresenta sintomas compatíveis, procure um reumatologista para avaliação detalhada e início do tratamento adequado.

Referências

  1. ZAMPA, A. et al. Espondiloartrites: o que há de novo. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 59, n. 2, p. 188-196, 2019.
  2. WHO – Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: link externo.
  3. Machado, P.M. et al. ESR e CRP na monitorização da Espondiloartrite. Jornal de Reumatologia, 2021.

Fontes externas recomendadas

Este artigo foi elaborado para oferecer informações completas e atualizadas sobre a espondiloartrite CID, visando auxiliar pacientes, familiares e profissionais da saúde na compreensão e manejo da condição.