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Espondilite Anquilosante: O Que É e Como Tratar

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A espondilite anquilosante é uma doença reumática inflamatória que afeta principalmente a coluna vertebral. Apesar de ser uma condição crônica, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. Neste artigo, abordaremos de forma completa o que é a espondilite anquilosante, seus sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e formas de manejar a doença no dia a dia.

Introdução

A espondilite anquilosante (EA) é uma das formas da espondiloartrite, um grupo de doenças que causa inflamação nas articulações da coluna vertebral e, às vezes, de outras regiões do corpo. A condição pode levar a uma fusão progressiva da coluna, resultando em rigidez e dor crônica. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que essa doença afete aproximadamente 0,5% a 1% da população mundial, com maior incidência entre homens jovens adultos.

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Apesar de ainda não se conhecer completamente suas causas, sabe-se que fatores genéticos — especialmente a presença do gene HLA-B27 — desempenham um papel importante na sua manifestação. A seguir, detalharemos tudo que você precisa saber sobre a espondilite anquilosante, seus sinais, tratamentos e formas de controle.

O Que É a Espondilite Anquilosante?

Definição e Características Gerais

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas (localizadas na pelve). Ela provoca dor, rigidez e, se não tratada, pode levar à fusão das vértebras, comprometendo a mobilidade do indivíduo.

Como ela se manifesta?

A EA geralmente inicia na juventude, em homens entre 20 e 30 anos, embora também possa afetar mulheres e pessoas de outras faixas etárias. Seus principais sintomas incluem:

  • Dor persistente na região lombar e nas nádegas;
  • Rigidez matinal que melhora com a movimentação;
  • Dor que piora com o repouso e melhora com a atividade física;
  • Inflamação em outros órgãos, como olhos (uveíte), pele e ís (intestino).

Causas e fatores de risco

Embora as causas exatas da doença ainda não sejam completamente compreendidas, sabe-se que fatores genéticos, principalmente o gene HLA-B27, aumentam o risco de desenvolvimento da EA. Outras possíveis influências incluem infecções ambientais e fatores ambientais não bem definidos.

Sintomas da Espondilite Anquilosante

Sintomas iniciais

No início, os sintomas podem ser confundidos com dores musculares ou lombalgia comum. Os sinais mais frequentes incluem:

  • Dor na região lombar que melhora com exercícios;
  • Rigidez matinal com duração superior a 30 minutos;
  • Pode haver fadiga e indisposição geral.

Sintomas avançados

Na fase mais avançada, podem ocorrer:

SintomasDescrição
Perda da mobilidade da colunaRigidez progressiva, dificultando movimentos do dia a dia
Fusão das vértebrasA fusão óssea causa postura encurvada ou “costas de onça”
Inflamação de outras regiõesOlhos (uveíte), coração, pulmões e órgãos internos

Diagnóstico da Espondilite Anquilosante

Exames utilizados

Para identificar a EA, os médicos costumam usar uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

  • Exame físico: Avaliação da mobilidade da coluna, dor e rigidez.
  • Exames laboratoriais: Pesquisa do gene HLA-B27, aumento de marcadores inflamatórios como VHS e PCR.
  • Raio-X e ressonância magnética: Detectam inflamações e alterações ósseas nas articulações sacroilíacas e coluna.

Tabela de critérios diagnósticos da espondilite anquilosante

CritériosDescrição
Dor lombar de início precoceAntes dos 45 anos; dura mais de 3 meses
Rigidez matinalMelhor com a mobilização
Alterações radiográficasSacroilite bilateral ou unilateral (grau 2 ou mais)
Presença do gene HLA-B27Reportada em maior incidência nos portadores

Pergunta frequente: É possível ter a doença sem apresentar alterações nas imagens?

Sim. Algumas pessoas podem apresentar sintomas clássicos antes das alterações visíveis em exames de imagem. O diagnóstico muitas vezes depende do conjunto de sinais, sintomas e testes laboratoriais.

Como Tratar a Espondilite Anquilosante?

Objetivos do tratamento

  • Controle da dor e inflamação;
  • Manutenção da mobilidade;
  • Prevenção de deformidades;
  • Melhorar a qualidade de vida do paciente.

Medicações disponíveis

Existem várias opções de tratamento medicamentoso:

Fármaco anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

São os medicamentos de primeira linha para controle da dor e inflamação.

Fármacos modificadores do curso da doença (DMARDs)

Mais utilizados em casos com envolvimento de outras articulações externas à coluna, como o metotrexato.

Biológicos

Inibidores do fator de necrose alfa (TNF-alfa) têm se mostrado eficazes na redução da inflamação e melhora da função.

Exercícios físicos e fisioterapia

A prática regular de alongamentos e exercícios específicos é fundamental para manter a mobilidade e evitar a fusão das vértebras. A fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos e melhorar a postura.

Mudanças no estilo de vida

  • Manter-se ativo;
  • Evitar tabagismo;
  • Controlar o peso corporal;
  • Alimentação equilibrada.

Tratamento cirúrgico

Em casos avançados com deformidades ou complicações, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, como artroplastia ou fusão de vértebras.

Como Gerenciar a Espondilite Anquilosante no Dia a Dia

O gerenciamento da EA envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo reumatologistas, fisioterapeutas, oftalmologistas e nutricionistas. Além do tratamento médico, o autocuidado é essencial.

  • Mantenha-se constante na medicação;
  • Faça exercícios regulares;
  • Evite o repouso prolongado;
  • Procure atenção médica a sinais de complicações;
  • Participe de grupos de apoio e informações.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A espondilite anquilosante é hereditária?

Sim, há uma forte relação genética, especialmente com o gene HLA-B27, presente em grande parte dos pacientes.

2. É possível prevenir a doença?

Não há prevenção conhecida, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

3. Quanto tempo dura o tratamento?

A espondilite anquilosante é uma condição crônica. O tratamento visa controle contínuo e manutenção da funcionalidade.

4. Quais são os sinais de que a doença está evoluindo?

Aumento na rigidez matinal, dor persistente, deformidades na coluna e dificuldades na mobilidade podem indicar progresso da doença.

Conclusão

A espondilite anquilosante é uma condição inflamatória que, se não tratada, pode levar a sérias deformidades e perda da mobilidade. No entanto, com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida, é possível controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida. É fundamental buscar orientação médica especializada ao notar os primeiros sinais da doença.

Lembre-se: “A informação é o melhor remédio na luta contra as doenças crônicas.” (Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia)

Referências

  • Sociedade Brasileira de Reumatologia. Espondilite Anquilosante. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br
  • Organização Mundial da Saúde. Dados sobre doenças reumáticas. Disponível em: https://www.who.int
  • Petter, E. et al. (2020). Espondilite Anquilosante: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Reumatologia, 60(2), 259-273.

Esperamos que este guia tenha sido útil para compreender o que é a espondilite anquilosante e os passos para seu manejo. Fique atento aos sintomas e não hesite em procurar ajuda especializada para garantir uma vida com mais conforto e bem-estar.