MDBF Logo MDBF

Espondilite Anquilosante CID: Guia Completo sobre a Doença

Artigos

A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, levando à rigidez, dor e, em casos avançados, à fusão da coluna. Compreender o CID (Código Internacional de Doenças) associado à EA é fundamental para facilitar diagnósticos precisos, tratamentos adequados e uma melhor compreensão da doença por pacientes e profissionais de saúde.

Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre a espondilite anquilosante CID, incluindo definição, diagnóstico, classificação, fatores de risco, tratamento, perguntas frequentes, entre outros tópicos relevantes.

espondilite-anquilosante-cid

O que é a Espondilite Anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que pertence ao grupo das espondiloartrites, causando inflamação nas articulações da coluna vertebral e nas regiões sacroilíacas. Com o tempo, essa inflamação pode levar à fusão óssea, resultando em redução da flexibilidade e postura encurvada.

Segundo o Sociedade Brasileira de Reumatologia, a EA afeta principalmente jovens do sexo masculino, frequentemente começando na adolescência ou início da idade adulta.

CID da Espondilite Anquilosante

O que é o CID?

O Código CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar e codificar doenças e condições de saúde.

CID da Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante possui o seguinte código CID:

Tipo de CIDCódigo CIDDescrição
CID-10M45Espondilite anquilosante
CID-112A00Espondilite anquilosante e doenças relacionadas

Nota: O CID-10, utilizado até outubro de 2023, é o mais amplamente utilizado atualmente. O CID-11 foi lançado mais recentemente e está em processo de adoção mundial.

Classificação da Espondilite Anquilosante

A classificação clínica da EA leva em consideração fatores como a fase da doença, sintomas, presença de alterações radiográficas, entre outros.

Classificação com base nos critérios radiográficos

EstágioCaracterísticasDiagnóstico típico
Pré-radiográficoSintomas de inflamação sem alterações visíveis nas radiografiasDiagnóstico com exames de imagem mais sensíveis (ressonância magnética)
RadiográficoAlterações ósseas visíveis em radiografias, como sacroilite ou fusão da colunaConfirmação diagnóstica

Classificação com base nos sintomas clínicos

  • Forma axial: Afeta principalmente a coluna vertebral e articulações sacroilíacas.
  • Forma periférica: Afeta outras articulações, como joelhos, tornozelos, etc.
  • Forma mista: Presença de sintomas de ambos tipos.

Fatores de Risco e Causas

Embora as causas exatas da EA ainda não sejam completamente compreendidas, diversos fatores contribuem para o risco de desenvolvimento da doença:

  • Genética: Presença do gene HLA-B27 aumenta significativamente o risco.
  • Fatores ambientais: Infecções ou trauma podem atuar como gatilhos.
  • Fatores imunológicos: Disfunções no sistema imunológico promovem inflamação crônica.
  • Sexo: Homens têm maior predisposição.
  • Idade: Início geralmente na adolescência ou início da idade adulta.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas Comuns

  • Dor na região lombar e nas nádegas, especialmente ao final do dia ou após períodos de repouso.
  • Rigidez matinal que melhora com a prática de atividade física.
  • Inflamação em outras articulações periféricas.
  • Fadiga e mal-estar.
  • Pode haver alterações na postura, como encurvamento da coluna.

Diagnóstico

O diagnóstico da EA é clínico, complementado por exames de imagem e exames laboratoriais.

Exames utilizados:

  • Ressonância magnética ( maior sensibilidade para detectar inflamação precoce)
  • Raios-X (para identificar alterações ósseas avançadas)
  • Exames de sangue (marcadores inflamatórios, HLA-B27)

Tratamento da Espondilite Anquilosante CID

O tratamento visa controlar a inflamação, aliviar a dor, melhorar a mobilidade e prevenir deformidades.

Opções de tratamento

Tipo de tratamentoDescrição
MedicamentosAnti-inflamatórios, drogas modificadoras da doença (DMARDs), biológicos
FisioterapiaReabilitação motora, exercícios de alongamento e fortalecimento
Mudanças no estilo de vidaEvitar tabaco, manter atividade física regular, postura correta
CirurgiaEm casos avançados, correção cirúrgica de deformidades ou substituição de articulações

Medicamentos mais utilizados

  • AINEs (Anti-inflamatórios não esteroides): Para alívio da dor e redução da inflamação.
  • DBDs (Drogas modificadoras da doença): Como sulfassalazina, utilizados em casos periféricos.
  • Biológicos: Como anti-TNF, indicados para controle profundo da doença.

“A abordagem multidisciplinar é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com espondilite anquilosante” — Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Para mais informações sobre tratamentos, visite Sociedade Brasileira de Reumatologia e UpToDate - Espondilite Anquilosante.

Como Prevenir e Melhorar a Qualidade de Vida

  • Manter uma rotina de exercícios físicos regulares.
  • Controlar a dor e a inflamação com medicação adequada.
  • Evitar tabaco e consumo excessivo de álcool.
  • Realizar acompanhamento médico periódico.
  • Adotar postura correta no cotidiano.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A espondilite anquilosante é hereditária?

Sim, a presença do gene HLA-B27 aumenta o risco de desenvolver a doença, embora nem todos os portadores tenham EA.

2. Como é feito o diagnóstico da EA?

Por meio da combinação de sintomas, exame físico, exames de imagem e laboratoriais, além da avaliação do especialista em reumatologia.

3. É possível curar a espondilite anquilosante?

Atualmente, não há cura para EA. O tratamento visa controlar sintomas, reduzir inflamação e prevenir deformidades.

4. Quanto tempo leva para os sintomas piorarem?

A progressão varia, podendo levar anos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem retardar a evolução.

5. Quais exercícios ajudam na melhora?

Exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e atividade física regular são recomendados sob supervisão médica e fisioterapêutica.

Conclusão

A espondilite anquilosante CID é uma doença séria, porém manejável, desde que diagnosticada precocemente e com um tratamento adequado. A compreensão do CID e de sua classificação facilita o reconhecimento, o diagnóstico e o acompanhamento clínico, contribuindo para uma melhor qualidade de vida do paciente.

Se você apresenta sintomas suspeitos ou foi diagnosticado com a doença, procure um reumatologista para avaliação detalhada e início do tratamento. A combinação correta de medicamentos, fisioterapia e mudanças no estilo de vida é fundamental para controlar os sintomas e evitar complicações.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Espondilite Anquilosante. Acesso em 27 de outubro de 2023.
  2. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. OMS.
  3. UpToDate. "Ankylosing spondylitis". Acesso em 27 de outubro de 2023.
  4. Brown, M. et al. (2020). Espondilite Anquilosante. Revista Brasileira de Reumatologia, 60(4), 377-386.

Palavras-chave para SEO

  • espondilite anquilosante CID
  • CID da espondilite anquilosante
  • tratamento da espondilite anquilosante
  • sintomas da espondilite anquilosante
  • classificação da espondilite anquilosante
  • diagnóstico da espondilite anquilosante