Espinha Interna: Como Tirar de Forma Segura e Eficaz
A presença de espinhas internas pode ser uma fonte de desconforto e insegurança para muitas pessoas. Elas costumam ser mais difíceis de tratar do que as espinhas comuns, pois estão situadas abaixo da superfície da pele, dificultando a sua extração e aumentando o risco de complicações, como inflamação e cicatrizes permanentes. Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre como tirar uma espinha interna de forma segura e eficaz, garantindo procedimentos corretos e cuidados essenciais.
Introdução
A acne é uma das condições dermatológicas mais comuns, afetando adolescentes e adultos. Entre os diferentes tipos de lesões, as espinhas internas — também conhecidas como cistos ou nódulos — representam uma condição mais severa, que exige atenção especial na hora de tratar.

Segundo a dermatologista Dra. Maria Silva, “a manipulação inadequada de espinhas internas pode agravar a inflamação, aumentar o risco de cicatrizes e até espalhar a infecção para áreas próximas da pele.”
Diante disso, é fundamental entender os métodos corretos e seguros para lidar com esse problema, evitando complicações e melhorando a estética da pele.
O que é uma espinha interna?
Definição
Uma espinha interna ocorre quando há uma obstrução nos poros, com acúmulo de óleo, células mortas e bactérias na camada mais profunda da pele, formando uma lesão dolorosa e inflamada. Ela não apresenta pus visível, diferentemente das espinhas superficiais, sendo muitas vezes sensível ao toque.
Diferenças entre espinha interna e outros tipos
| Tipo de espinha | Características | Visibilidade | Dor |
|---|---|---|---|
| Espinha superficial | Com pus visível, aberta ou fechada | Visível na superfície | Leve a moderada |
| Espinha interna | Profunda, sem pus visível, inflamadas | Inflamação sob a pele | Geralmente dolorosa |
| Cisto de acne | Grande, dolorido, cheio de material inflamado | Protegido sob a pele | Muito dolorosa |
Como identificar uma espinha interna
Algumas dicas para reconhecer uma espinha interna incluem:
- Sensação de nódulo: aparência de uma bolinha sob a pele.
- Dor ou sensibilidade: especialmente ao tocar.
- Inflamação: pele ao redor fica vermelha e inchada.
- Ausência de pus visível: diferente das espinhas comuns.
Como tirar uma espinha interna: métodos seguros e dicas essenciais
Não force a extração
A tentativa de espremer uma espinha interna pode piorar a inflamação, causar infecção e até cicatrizes permanentes. Portanto, a regra de ouro é evitar espremer ou manipular o lesionado.
Procure um profissional dermatologista
A melhor alternativa para remover uma espinha interna de forma segura é buscar um especialista. O dermatologista pode realizar procedimentos como:
- Extração com agulha estéril;
- Drenagem das lesões;
- Procedimentos a laser ou peeling químico para reduzir a inflamção.
Cuidados em casa
Se a consulta rápida não for possível, algumas dicas ajudam a aliviar a inflamação com segurança:
- Higiene adequada: lave o rosto com um sabonete suave duas vezes ao dia.
- Compressas quentes: ajudam a reduzir o inchaço e promovem a drenagem natural.
- Produtos tópicos: uso de ácidos como o salicílico, que ajudam a diminuir a inflamação e o tamanho da lesão.
- Evite manipulação: nunca aperte ou tente extrair a espinha por conta própria.
Procedimento caseiro recomendado pelo especialista
Embora não seja recomendado tentar retirar sozinho, existem cuidados que podem preparar a pele:
- Limpeza da pele: com sabonete bactericida.
- Compressa de água morna: por 10 minutos para abrir os poros.
- Aplicação de um gel ou pomada com peróxido de benzoila, indicado por dermatologista, para ajudar a reduzir a inflamação.
“A manipulação precipitada das espinhas internas só tende a piorar o quadro. Consultar um profissional é sempre a melhor escolha.” — Dra. Maria Silva.
Tratamentos profissionais para espinhas internas
Diversas opções oferecem resultados eficazes com menor risco de cicatrizes:
1. Drenagem e extração por profissional
Realizada com instrumentos esterilizados, essa técnica permite a remoção do conteúdo inflamado sob anestesia local.
2. Peelings químicos
Procedimentos que promovem a renovação celular, reduzindo as marcas deixadas pela acne.
3. Laser de alta intensidade
Utilizado para diminuir a inflamação e estimular o colágeno da pele.
4. Uso de medicamentos tópicos e orais
Antibióticos tópicos, retinoides e outros medicamentos prescritos por dermatologistas ajudam a controlar a acne de forma geral.
Como prevenir o surgimento de espinhas internas
A prevenção é a melhor estratégia para evitar que as espinhas internas apareçam. Algumas recomendações incluem:
- Manter a pele limpa e higienizada.
- Evitar tocar ou manipular a pele constantemente.
- Usar produtos não comedogênicos.
- Controlar o estresse, que pode agravar a acne.
- Ter uma alimentação equilibrada, com menos alimentos gordurosos e açúcares.
Tabela de cuidados com espinha interna
| Cuidados | Descrição | Frequência |
|---|---|---|
| Limpeza diária | Lavar o rosto com sabonete suave | Manhã e noite |
| Compressas quentes | Facilitar a drenagem natural da lesão | 1-2 vezes ao dia |
| Uso de produtos tópicos | Ácidos salicílico ou enxofre, conforme orientação | Conforme orientação |
| Não manipular | Evitar espremer ou mexer na espinha | Sempre |
| Consultar um dermatologista | Para avaliar e indicar o tratamento adequado | Periodicamente |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Espinha interna desaparece sozinha?
Sim, muitas vezes, as espinhas internas acabam sendo reabsorvidas pelo organismo com o tempo. Porém, o processo pode levar semanas e há risco de inflamação e cicatrizes.
2. Como saber se a espinha interna está infectada?
Sinais de infecção incluem vermelhidão intensa, aumento de dor, pus visível e sensação de calor na área afetada. Nesse caso, procurar um dermatologista é fundamental.
3. É possível evitar cicatrizes ao tratar de espinhas internas?
Sim. Seguir a orientação profissional, manter a pele higienizada e evitar manipulação ajudam a minimizar o risco de cicatrizes.
4. Quando procurar um dermatologista?
Sempre que a lesão estiver dolorosa, inflamada de forma intensa, ou se persistir por várias semanas, consulte um especialista para um tratamento adequado.
Conclusão
A espinha interna, embora seja uma lesão comum, deve ser tratada com cuidado para evitar complicações e cicatrizes permanentes. A melhor estratégia é prevenir sua formação através de hábitos de higiene e cuidados específicos, além de buscar assistência dermatológica sempre que necessário. Lembre-se: manipular a espinha por conta própria pode agravar o quadro, por isso, priorize sempre a orientação profissional.
Seguir as recomendações corretas e manter uma rotina de cuidados diários é essencial para manter a pele limpa, saudável e livre de inflamações.
Referências
- Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Acne: causas, tratamento e cuidados.
- Ministério da Saúde. Guia de cuidados com a pele e acne. Disponível em: saude.gov.br.
Este artigo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Sempre procure um profissional qualificado para avaliação e tratamento adequado.
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