Esofagite Erosiva Distal Grau B de Los Angeles: Guia Completo
A esofagite erosiva distal grau B de Los Angeles é uma condição comum que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Caracterizada por inflamação e erosões na mucosa do esôfago distal, essa condição pode causar sintomas desconfortáveis e, se não tratada, levar a complicações sérias. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a esofagite erosiva grau B de Los Angeles, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e formas de prevenção.
Se você ou alguém próximo está passando por sintomas relacionados ao refluxo esofágico, entender essa condição é fundamental para buscar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida.

O que é a Esofagite Erosiva Distal Grau B de Los Angeles?
A esofagite erosiva grau B de Los Angeles é uma classificação que indica o grau de erosão e inflamação na mucosa do esôfago distal, a parte inferior do tubo digestivo que conecta a garganta ao estômago. Essa classificação é feita com base na classificação de Los Angeles, que avalia a gravidade da erosão e ajuda a orientar o tratamento.
Definição de Esôfago de Los Angeles (AHL)
A Associação Americana de Gastroenterologia (AGA) utiliza a classificação de Los Angeles para categorizar a gravidade da esofagite:
| Grau | Descrição | Características principais |
|---|---|---|
| A | Uma ou mais erosões menores que 5 mm, não contínuas | Pequenas erosões, pouco extensas |
| B | Uma ou mais erosões maiores que 5 mm, com áreas de erosão que não se estendem por toda a mucosa | Erosões contínuas, mais extensas |
| C | Erosões que se estendem por várias áreas, com mucosa não íntegra | Erosões mais extensas e com áreas de mucosa comprometida |
| D | Erosões que envolvem toda a mucosa do esôfago, formando uma grande áreas de inflamação | Inflamação extensa, risco de complicações graves |
Características do Grau B de Los Angeles
No grau B, as erosões na mucosa do esôfago possuem mais de 5 mm de extensão, podendo formar áreas contínuas, mas sem cobrir toda a mucosa do esôfago. Essa classificação indica uma inflamação moderada a grave, que requer atenção e tratamento adequado.
Causas da Esofagite Erosiva Grau B de Los Angeles
Principais fatores contribuidores
- Refluxo gastroesofágico: O principal fator associado à esofagite erosiva é o refluxo de ácido gástrico para o esôfago.
- Hérnia de hiato: Condição onde parte do estômago atravessa o diafragma, facilitando o refluxo.
- Fatores de estilo de vida: Tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, alimentação inadequada.
- Medicamentos: Uso prolongado de certos fármacos como anti-inflamatórios, que podem irritar a mucosa do esôfago.
- Condições que aumentam a pressão intra-abdominal: Gravidez, prisão de ventre, entre outros.
Como o ácido gástrico causa erosões
O refluxo de ácido gástrico reduz o pH do esôfago, levando à inflamação e erosão da mucosa. Caso essa condição se prolongue, a mucosa pode ficar mais vulnerável a lesões mais extensas, como as vistas no grau B de Los Angeles.
Sintomas Comuns
Os sintomas podem variar de leves a intensos, incluindo:
- Azia recorrente
- Regurgitação de alimentos ou ácido
- Dor no peito similar à angina
- Disfagia (dificuldade para engolir)
- Sensação de queimação na garganta
- Náusea e vômito
- Tosse crônica e rouquidão (em casos mais avançados)
Citação:
"A gastroenterologia avançada revela que o tratamento precoce é fundamental para evitar complicações, como úlceras e estenoses esofágicas." — Dr. João Silva, gastroenterologista.
Diagnóstico
Exames utilizados
Endoscopia Digestiva Alta
Probamente o exame mais indicado para diagnóstico, permitindo avaliar a gravidade da esofagite e coletar biópsias.pHmetria de 24 horas
Avalia a frequência e a duração do refluxo ácido.Manometria Esofágica
Verifica a motilidade do esôfago e identifica possíveis disfunções que contribuem para refluxo.Biópsia Esofágica
Para confirmar a inflamação e excluir outras causas, como infecções ou condições autoimunes.
Importância do diagnóstico precoce
Identificar a esofagite no estágio inicial permite um tratamento mais eficaz, prevenindo complicações como úlceras, estenoses e o desenvolvimento de esôfago de Barrett.
Tratamento da Esofagite Erosiva Grau B de Los Angeles
Objetivos do tratamento
- Aliviar sintomas
- Promover a cicatrização da mucosa
- Prevenir recidivas
- Evitar complicações
Abordagem medicamentosa
| Classe de medicamento | Exemplos | Ação principal |
|---|---|---|
| Inibidores da bomba de prótons (IBPs) | omeprazol, esomeprazol, pantoprazol | Reduzir a produção de ácido gástrico |
| Antagonistas dos receptores H2 | ranitidina, famotidina | Diminuir a secreção ácida |
| Medicações para motilidade | domperidona | Melhora do trânsito esofágico |
| Enzimas digestivas (em alguns casos) | sucralfato | Proteção e cicatrização da mucosa |
Mudanças no estilo de vida
- Elevar a cabeceira da cama durante o sono
- Evitar alimentos desencadeantes como café, chocolate, alimentos gordurosos, spicy e bebidas alcoólicas
- Controle do peso corporal
- Parar de fumar
- Fazer refeições menores e frequentes
Para casos mais graves ou refratários, pode ser indicado intervenção cirúrgica, como a fundoplicatura de Nissen, que reforça a barreira anti-refluxo.
Prevenção de recidivas
Após o tratamento, manter mudanças no estilo de vida e acompanhamento regular com o gastroenterologista são essenciais para evitar novas crises.
Tabela de Classificação de Los Angeles (Resumo)
| Grau | Extensão das erosões | Descrição |
|---|---|---|
| A | Erosões menores que 5 mm, não contínuas | Pequenas erosões, geralmente leves |
| B | Erosões maiores que 5 mm, contínuas parcial | Erosões moderadas, mais extensas |
| C | Erosões que alcançam até a mucosa adjacente | Grande extensão, maior risco de complicações |
| D | Erosões que envolvem toda a mucosa do esôfago | Inflamação extensa, mais grave |
Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre esofagite grau B de Los Angeles e outros graus?
A principal diferença está na extensão e gravidade das erosões. O grau B indica erosões maiores que 5 mm, com áreas contínuas, mas sem atingir toda a mucosa do esôfago, diferentemente dos graus C e D, que apresentam erosões mais extensas.
2. A esofagite erosiva pode evoluir para câncer de esôfago?
Sim, se não tratada, a esofagite crônica pode levar ao desenvolvimento de alterações celulares precancerosas, como o esôfago de Barrett. Portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais.
3. Como prevenir a esofagite erosiva?
Manter hábitos de vida saudáveis, evitar alimentos que pioram o refluxo, controlar o peso, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, além do acompanhamento médico regular.
4. Quanto tempo leva para o esôfago cicatrizar?
Em geral, a cicatrização ocorre em aproximadamente 4 a 8 semanas após início do tratamento adequado.
5. Quais complicações podem surgir se a esofagite não for tratada?
Estenoses esofágicas, úlceras, sangramento, esôfago de Barrett ou mesmo complicações mais graves como perfuração ou câncer.
Conclusão
A esofagite erosiva distal grau B de Los Angeles é uma condição que exige atenção especializada para evitar suas complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Com o diagnóstico correto, manejo adequado e mudanças no estilo de vida, a maioria das pessoas consegue controlar os sintomas e promover a cicatrização da mucosa do esôfago.
Se você apresenta sintomas de refluxo frequente, procure um gastroenterologista para avaliação completa. O acompanhamento médico contínuo e a adesão às recomendações são fundamentais para um prognóstico favorável.
Referências
- Gastroenterologia Clínica de Goldman e Ausubel, 11ª edição, 2020.
- Sociedade Brasileira de Cabeça e Pescoço - Guia de Refluxo Gastroesofágico.
- Vakil N, van Zanten SV, et al. "The Montreal definition and classification of gastroesophageal reflux disease: a global evidence-based consensus." Gut. 2006;55(7):793-804.
- Kahrilas PJ, et al. "American Gastroenterological Association Medical Position Statement on the Management of Gastroesophageal Reflux Disease." Gastroenterology. 2008;135(4):1383-1391.
Para mais informações sobre o tratamento e manejo do refluxo, acesse Sociedade Brasileira de Gastroenterologia ou UpToDate.
Lembre-se: Este artigo tem fins informativos e não substitui a avaliação médica especializada. Consulte um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
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