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Esclerose Múltipla CID: Entenda a Doença e Seus Sintomas

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A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, autoimune, que afeta o sistema nervoso central, causando uma variedade de sintomas que podem variar de leve a incapacitante. Para facilitar o diagnóstico e o tratamento, a CID (Classificação Internacional de Doenças) fornece códigos específicos, sendo o CID G35 o principal associado à esclerose múltipla. Neste artigo, vamos explorar o que é a esclerose múltipla com base na CID, seus sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas importantes para quem convive com a condição.

Introdução

A esclerose múltipla é uma das síndromes neurológicas mais comuns entre adultos jovens, especialmente entre mulheres na faixa de 20 a 40 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo vivem com essa condição, que, apesar de seus desafios, tem avançado significativamente em termos de diagnóstico e tratamento.

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Saber o que significa o código CID G35 e entender os sintomas da doença ajuda na busca por uma assistência médica mais rápida e adequada. Além disso, o conhecimento acerca da doença permite que pacientes e familiares tenham uma melhor qualidade de vida, com práticas de autocuidado e acompanhamento especializado.

O que é a Esclerose Múltipla CID?

Definição da CID para Esclerose Múltipla

A Classificação Internacional de Doenças (CID), elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma ferramenta fundamental para a codificação de doenças. O código G35 refere-se especificamente à esclerose múltipla:

"G35 - Esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo."

O uso do código CID G35 facilita a padronização nos processos de diagnóstico, estatísticas, registros médicos e pesquisas clínicas.

Etiologia e fatores de risco

Embora a causa exata da esclerose múltipla seja desconhecida, estudos apontam que fatores genéticos, ambientais, infecciosos e imunológicos contribuem para o desenvolvimento da doença. Entre os fatores de risco, destacam-se:

  • Predominância em mulheres
  • Idade entre 20 e 40 anos
  • Histórico familiar de doenças autoimunes
  • Vitamina D baixa
  • Exposição a determinadas infecções virais

Sintomas da Esclerose Múltipla CID

A apresentação dos sintomas da EM varia amplamente, dependendo da localização das áreas afetadas no sistema nervoso central. Os sintomas também podem surgir de forma súbita ougradualmente, e sua intensidade pode flutuar ao longo do tempo.

Sintomas mais comuns

SintomaDescrição
Fraqueza muscularDiminuição da força muscular em membros ou no corpo todo
Dormência ou formigamentoSensações de formigamento, queimação ou perda de tato em áreas específicas
Visão turva ou duplaProblemas de visão, incluindo visão turva ou diplopia
Dificuldade de equilíbrioProblemas de coordenação, tontura e desequilíbrio
FadigaCansaço extremo que não melhora com repouso
Espasmos muscularesContrações involuntárias musculares
Dificuldade na falaVoz arrastada, dificuldades na comunicação devido a fraqueza ou dificuldades motoras
Problemas cognitivosDificuldade de concentração, memória e raciocínio
Disfunção urinária ou intestinalProblemas de controle da bexiga ou intestino

Sintomas menos frequentes

  • Depressão e alterações de humor: relacionadas às alterações cerebrais causadas pela EM.
  • Paralisia parcial: em estágios avançados.
  • Transtornos sensoriais: como dor, formigamento constante ou sensação de pressão.

Como os sintomas evoluem?

A esclerose múltipla apresenta diferentes formas de evolução:

  • Forma remitente-recorrente (mais comum): fases de ataques seguidos de remissões.
  • Forma secundária progressiva: perda gradual de função após períodos de remissão.
  • Forma primária progressiva: evolução contínua e sem remissões claras desde o início.

Segundo o neurologista Dr. João Carlos Oliveira, "a EM é uma doença imprevisível, cujos sintomas variam de pessoa para pessoa, exigindo acompanhamento individualizado."

Diagnóstico da Esclerose Múltipla CID

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da EM é clínico, baseado na história do paciente, exame neurológico e exames complementares. Destacam-se os principais métodos:

  • Resonância magnética cerebral e medula espinhal: identifica lesões desmielinizantes características da EM.
  • Líquor cerebroespinal: teste do liquor para detectar a presença de imunoglobulinas e células inflamatórias.
  • Potenciais evocados: avaliam a condução nervosa e ajudam a detectar lesões silenciosas.
  • Exames laboratoriais gerais: para excluir outras causas de sintomas neurológicos.

O papel da CID no diagnóstico

A CID G35 auxilia médicos na padronização do diagnóstico, controle estatístico e padronização do tratamento. Além disso, facilita a busca por recursos na saúde pública e privada.

Tratamento e Cuidados com Esclerose Múltipla CID

Hoje, o tratamento visa reduzir a frequência de crises, controlar os sintomas e retardar a progressão da doença.

Tratamentos disponíveis

Tipo de tratamentoObjetivoExemplos
Medicações modificadoras da doençaReduzir a frequência e gravidade das crisesInterferons, acetato de natalizumabe, fingolimode
CorticoidesControlar crises agudasMetilprednisolona intraveososa
Tratamento sintomáticoAliviar sintomas específicos; melhorar qualidade de vidaAntiespasmódicos, antidepressivos, fisioterapia
ReabilitaçãoManutenção e melhora da mobilidade e função motoraFisioterapia e terapia ocupacional

Cuidados e dicas para quem vive com a EM

  • Manter uma alimentação equilibrada e saudável.
  • Praticar atividade física conforme orientação médica.
  • Evitar o excesso de cansaço e stress.
  • Participar de grupos de apoio e incentivo.
  • Acompanhar regularmente com neurologista especializado.

Novidades na pesquisa e tratamento

Nos últimos anos, avanços em terapias personalizadas e uso de células-tronco têm oferecido esperança de cura e melhora na qualidade de vida dos pacientes com EM.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A esclerose múltipla tem cura?

Atualmente, não há cura definitiva, mas o tratamento adequado consegue controlar os sintomas, reduzir as crises e retardar a progressão. Pesquisas continuam buscando curas e novas terapias.

2. Como saber se tenho esclerose múltipla?

O diagnóstico é feito por neurologistas especializados, por meio de exames clínicos e complementares, seguindo os critérios estabelecidos pela CID G35.

3. É possível prevenir a esclerose múltipla?

Não há uma forma comprovada de prevenção, mas manter uma vida saudável, evitar o tabagismo e garantir uma boa exposição ao sol podem ajudar a reduzir fatores de risco.

4. Qual é a expectativa de vida de uma pessoa com EM?

Em geral, a expectativa de vida de quem vive com EM é semelhante à da população geral, especialmente com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Conclusão

A esclerose múltipla, codificada na CID como G35, é uma doença que exige atenção, diagnóstico precoce e tratamento contínuo. Com avanços na medicina, muitas pessoas conseguem manter sua qualidade de vida, participando ativamente de suas rotinas e tratamentos.

Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas suspeitos, procure um neurologista. Quanto mais cedo iniciar o acompanhamento, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10)
  2. Sociedade Brasileira de Neurologia. Esclerose Múltipla: informações e atualizações. Disponível em: https://www.sbn.org.br
  3. National Multiple Sclerosis Society. O que é a Esclerose Múltipla?

“A esperança é a nossa força motriz. Com conhecimento e dedicação, podemos transformar a vida de quem convive com a esclerose múltipla.” – Dr. João Carlos Oliveira