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Esclerose Lateral Amiotrófica CID: Guia Completo e Atualizado

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A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurologógica progressiva que afeta as células nervosas responsáveis pelo controle dos músculos voluntários. Conhecida popularmente como doença de Lou Gehrig, ela representa uma grande preocupação de saúde pública devido ao seu diagnóstico muitas vezes tardio e às opções de tratamento limitadas. Neste guia, você encontrará informações detalhadas sobre a ELA, incluindo o Código Internacional de Classificação de Doenças (CID), causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e aspectos legais relacionados à condição.

Introdução

A ELA é uma doença neurodegenerativa rara, que, embora atinja aproximadamente 2 a 3 pessoas a cada 100.000 habitantes ao ano, tem um impacto profundo na vida de pacientes e suas famílias. O entendimento do CID relacionado à ELA é fundamental para facilitar o acesso a tratamentos, acompanhar estatísticas e promover estudos mais aprofundados.

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Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a ELA, desde sua classificação CID até as alternativas de suporte e cuidados paliativos, além de responder às perguntas frequentes sobre a doença.

O que é a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

Definição

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenerativa que causa a degeneração das células nervosas do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos músculos esqueléticos. Isso leva a uma fraqueza muscular progressiva, atrofia e, eventualmente, à perda de função motora.

Como ela afeta os pacientes?

Os pacientes com ELA frequentemente apresentam dificuldades para falar, engolir, mover os braços e pernas, e, em casos avançados, podem precisar de suporte ventilatório. Apesar de afetar tanto o movimento quanto a fala, a inteligência, o sentido da percepção e as funções sensoriais geralmente permanecem intactas.

Classificação CID da Esclerose Lateral Amiotrófica

O código CID relevante para a ELA

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a ELA é classificada sob o código:

Código CIDDescriçãoObservações
G12.2Esclerose lateral amiotróficaInclui formas clássicas e variantes

Importante: O CID-11, versão atualizada, também mantém a classificação similar, ajudando a padronizar diagnósticos globais e facilitar estatísticas epidemiológicas.

Por que o código CID é importante?

O código CID permite uma padronização nos registros médicos, facilita o acesso a tratamentos, direitos previdenciários, além de servir de base para pesquisas epidemiológicas e estudos clínicos.

Causas e Fatores de Risco

Causas Conhecidas

Até o momento, as causas exatas da ELA permanecem desconhecidas. Estudos indicam que uma combinação de fatores genéticos e ambientais pode estar envolvida, mas nenhuma causa específica foi definitivamente comprovada.

Fatores de risco

  • Genética: Cerca de 5% a 10% dos casos são familiares, ligados a mutações genéticas específicas, como o gene SOD1.
  • Idade: A incidência aumenta após os 50 anos, sendo mais comum entre idosos.
  • Sexo: Homens apresentam maior risco em comparação às mulheres.
  • Exposição a toxinas: Algumas pesquisas sugerem que a exposição a certos produtos químicos possa aumentar o risco.
  • Atividade física intensa: Ainda em estudo, relação potencial com o desenvolvimento da doença.

Sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica

Sintomas iniciais

  • Fraqueza muscular, especialmente nas mãos ou pernas
  • Dificuldade para falar ou engolir
  • Cãibras e espasmos musculares
  • Perda de coordenação motora

Sintomas avançados

  • Perda de peso rápido
  • Paralisia progressiva
  • Problemas respiratórios
  • Déficits cognitivos em alguns casos

Tabela de sintomas e suas fases

FaseSintomas principaisObservações
InicialFraqueza, cãibras, dificuldade na falaGeralmente assintomático no início
IntermediáriaPerda de força, dificuldades motorasComprometimento de membros e fala
AvançadaParalisia, insuficiência respiratóriaNecessidade de suporte ventilatório

Diagnóstico da ELA

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da ELA é clínico, baseado na história do paciente e no exame neurológico. Não há exames específicos que confirmem a doença, mas testes complementares ajudam a excluir outras condições e apoiar o diagnóstico.

Exames utilizados

  • Eletromiografia (EMG): Avalia a atividade elétrica dos músculos
  • Ressonância Magnética (MRI): Para descartar outras doenças neurológicas
  • Exames de sangue e liquido cerebroespinhal: Para excluir outras causas de sintomas semelhantes
  • Testes genéticos: Indicado em casos familiares ou suspeita de mutações específicas

Tratamento e Cuidados

Opções de tratamento disponíveis

Até o momento, não há cura para a ELA, apenas tratamentos que podem ajudar a controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevivência.

TratamentoObjetivoConsiderações
RiluzolRetardar a progressão da doençaMedicamento aprovado para uso clínico
Edilmuna (Radicava)Reduzir o declínio muscularOpcional, indicado em alguns casos
Fisioterapia e terapia ocupacionalManutenção da mobilidadePara evitar complicações secundárias
Apoio psicológico e socialApoio emocional e suporte familiarProporcionar qualidade de vida
Cuidados paliativosAlívio dos sintomas avançadosInclui suporte respiratório, alimentação e cuidados finais

Cuidados paliativos e suporte multidisciplinar

A equipe multidisciplinar é essencial na abordagem da ELA, incluindo neurologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, garantindo uma assistência integral.

Aspectos Legais e Direitos do Paciente com ELA

Direitos previdenciários

Pacientes com diagnóstico de ELA podem ter acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por invalidez e auxílios, mediante apresentação de laudos médicos compatíveis.

Legislação relacionada

No Brasil, a Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) garante direitos às pessoas com deficiência, incluindo aquelas com doenças neurodegenerativas. O diagnóstico CID (G12.2) é importante para solicitar benefícios e adaptações.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o código CID da esclerose lateral amiotrófica?

Resposta: O código CID-10 mais utilizado é G12.2. No CID-11, a classificação permanece semelhante, facilitando o registro e a padronização.

2. Existe cura para a ELA?

Resposta: Atualmente, não há cura. Os tratamentos disponíveis ajudam a retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida.

3. Quanto tempo uma pessoa com ELA pode viver após o diagnóstico?

Resposta: A expectativa média de vida varia de 3 a 5 anos, embora alguns pacientes possam viver mais, especialmente com suporte adequado e cuidados multidisciplinares.

4. Como é feito o tratamento da ELA?

Resposta: O tratamento é sintomático, incluindo uso de medicamentos como riluzol, fisioterapia, terapia ocupacional, suporte respiratório e acompanhamento psicológico.

5. Quais são os principais sinais de alerta?

Resposta: Fraqueza muscular, dificuldade na fala, engolir e perda de coordenação são sinais de alerta que devem levar à procura de avaliação médica especializada.

Conclusão

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença desafiadora, que exige atenção médica especializada, uma abordagem multidisciplinar e o suporte emocional para o paciente e sua família. O reconhecimento do código CID G12.2 e o entendimento sobre o diagnóstico, tratamento e direitos ajudam na melhora da gestão da doença, promovendo maior qualidade de vida aos acometidos.

Apesar de ainda não possuir cura, avanços na medicina e no conhecimento científico continuam ampliando as possibilidades de manejo, sempre buscando melhorar o prognóstico e o bem-estar dos pacientes.

Para quem busca mais informações ou suporte, recomenda-se consultar fontes confiáveis e profissionais especializados em neurologia.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  2. Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABELA). Guia de Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://abela.org.br
  3. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para Esclerose Lateral Amiotrófica. Brasília: MS, 2022.

Este artigo tem como objetivo fornecer informações científicas atuais e pode não substituir a avaliação médica individualizada.