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Epistaxe: Código CID 10 e Guia de Tratamento Completo

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A epistaxe, comumente conhecida como narizbleed ou sangue no nariz, é uma condição comum que pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de muitas vezes ser considerada algo trivial, ela pode indicar problemas de saúde mais sérios ou requerer atenção especializada. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a epistaxe, seu código no CID 10, os fatores de risco, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, prevenção, além de responder às dúvidas mais frequentes.

Introdução

A epistaxe representa uma emergência médica em alguns casos, especialmente quando o sangramento é intenso e não para espontaneamente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que até 60% da população adulta já passou por pelo menos uma episódio de sangramento nasal ao longo da vida. Por ser uma condição que pode surgir por vários fatores, sua abordagem adequada é fundamental para evitar complicações.

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O que é epistaxe?

Definição

Epistaxe é o termo médico utilizado para designar o sangramento que ocorre na cavidade nasal, podendo atingir um ou ambos os lados do nariz. Essa condição é causada por sangramento de vasos sanguíneos da mucosa nasal, predominantemente da região do septo nasal.

Epidemiologia

A prevalência da epistaxe varia com a idade, sendo mais comum em crianças e adolescentes, por fatores relacionados ao crescimento e às infecções respiratórias. Em adultos, ela tende a estar associada a hipertensão, uso de medicamentos anticoagulantes ou traumatismos.

Código CID 10 da epistaxe

No sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a epistaxe é classificada sob o código R04.0Sangramento nasal (epistaxe).

Código CID 10Descrição
R04.0Sangramento nasal (epistaxe)

Essa codificação é utilizada por profissionais de saúde para registro, estatísticas e gerenciamento de tratamentos.

Causas da epistaxe

Fatores locais

  • Trauma nasal (traumatismos fatais ou acidentais)
  • Ressecção de pólipos ou outras intervenções cirúrgicas
  • Infecções respiratórias agudas ou crônicas
  • Exposição a ambientes secos ou poluídos
  • Uso excessivo de descongestionantes nasais

Fatores sistêmicos

  • Hipertensão arterial
  • Distúrbios de coagulação (hemofilia, leucemia)
  • Uso de medicamentos anticoagulantes
  • Hemorragia por doenças autoimunes

Outros fatores de risco

  • Idade avançada
  • Condições ambientais (clima seco)
  • Alterações anatômicas no septo nasal

Diagnóstico da epistaxe

Anamnese

Ao avaliar um paciente com sangramento nasal, o médico investigará detalhes como a duração, quantidade de sangue, possíveis fatores desencadeantes, antecedentes de doenças hematológicas, uso de medicamentos e histórico de trauma.

Exame físico

  • Inspeção do nariz e da cavidade oral
  • Avaliação da pressão arterial
  • Exame neurológico e cardiovascular, se necessário
  • Uso de espéculos nasais para localizar o ponto de sangramento

Exames complementares

  • Hemograma completo
  • Teste de coagulação
  • Angiografia (em casos de sangramentos recorrentes ou de difícil controle)
  • Outras avaliações de acordo com a suspeita clínica

Tratamento da epistaxe

O manejo adequado depende da gravidade do sangramento, da causa subjacente e da estabilidade do paciente.

Medidas iniciais de controle

H2 - Primeiros passos

  • Manter a calma e incentivar o paciente a respirar pela boca
  • Sentar-se com o corpo levemente inclinado para frente para evitar a engolida de sangue
  • Aplicar compressa de gelo na ponte do nariz por 10-15 minutos
  • Apertar firmemente as narinas por 10 minutos consecutivos

Técnicas de controle

H3 - Procedimentos locais

  • Uso de vasoconstrictores tópicos (oximetazolina, oxibruprocaína com vasoconstrictor)
  • Tampão nasal com gaze ou cateter de Foley (em casos mais graves)
  • Cauterização elétrica do ponto de sangramento, se identificado

H3 - Intervenções cirúrgicas e procedimentos avançados

  • Embolização vascular
  • Ligadura de vasos sanguíneos
  • Cirurgia em casos de sangramento persistente e refratário

Tratamento de causa subjacente

  • Controle da hipertensão arterial
  • Correção de distúrbios de coagulação
  • Adequação de medicações anticoagulantes

Cuidados após o episódio

  • Orientação para evitar mudança brusca de temperatura e esforço físico intenso
  • Uso de umidificadores ambientais
  • Manutenção da higiene nasal adequada

Prevenção da epistaxe

Dica de prevençãoDetalhes
Hidratação adequadaManter mucosas nasais hidratadas
Uso de umidificadoresEspecialmente em ambientes secos
Evitar traumatismosCuidados ao manusear objetos ou praticar esportes
Controle da hipertensãoConsultas regulares e uso correto de medicação
Limpeza nasal adequadaUtilizar soluções salinas sem exageros

Você pode conferir dicas adicionais de prevenção no site Ministério da Saúde.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A epistaxe é sempre um problema sério?

Não, na maioria dos casos, ela é autolimitada e pode ser controlada com medidas simples. Porém, episódios recorrentes ou intensos merecem avaliação médica.

2. Como saber se a epistaxe exige urgência médica?

Procure atendimento imediato se o sangramento for intenso, persistente por mais de 20 minutos, se houver sinais de choque (confusão, palidez, sudorese excessiva), ou se o paciente tiver problemas de coagulação.

3. Existe tratamento caseiro eficaz?

Sim, a maioria das crises pode ser controlada com compressas de gelo, compressão nasal e repouso. Contudo, casos mais graves requerem intervenção médica especializada.

4. A hipertensão arterial causa epistaxe?

Sim, a hipertensão é uma causa comum de sangramentos nasais em adultos, especialmente quando não controlada adequadamente.

5. Como prevenir episódios recorrentes?

Seguindo as recomendações de higiene nasal, controlando as condições clínicas e evitando fatores de risco como trauma ou ambientes secos.

Conclusão

A epistaxe é uma condição comum, mas que deve ser encarada com atenção para evitar complicações. O código CID 10 R04.0 auxilia na classificação e acompanhamento epidemiológico do problema. O tratamento adequado, início imediato e prevenção são essenciais para garantir a saúde do paciente. Em caso de dúvidas ou episódios frequentes, procure orientação médica especializada para investigação e manejo adequado.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  2. Ministério da Saúde. Manual de Hemostasia e Coagulação. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. Carvalho, A. et al. Epistaxe: etiologia, manejo e prevenção. Jornal de Otorrinolaringologia, v. 85, n. 3, 2019.

Este artigo é uma fonte informativa e não substitui consulta médica especializada.