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Epigastralgia CID 10: Guia Completo Sobre Causas e Classificação

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A epigastralgia, mais comumente conhecida como dor na região superior do abdômen, é uma queixa frequente na prática clínica, afetando pessoas de todas as idades. Apesar de muitas vezes ser associada a condições benignas, ela pode representar sinais de doenças graves que precisam de investigação e tratamento rápidos. A classificação da dor epigástrica segundo a CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) é fundamental para facilitar o diagnóstico, o tratamento adequado e a condução do paciente. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada as causas, classificação, diagnóstico e as principais recomendações profissionais relacionadas à epigastralgia.

O que é epigastralgia?

Epigastralgia é o termo médico utilizado para designar a dor ou desconforto localizado na região epigástrica, que fica na parte superior do abdômen, logo abaixo das costelas e acima do umbigo. Essa dor pode variar em intensidade, duração e apresentação clínica, podendo ser uma sensação de queima ou pontada, e às vezes acompanhada de outros sintomas como náuseas, vômitos ou indigestão.

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Classificação da epigastralgia segundo a CID 10

A CID 10 classifica a dor epigástrica em várias categorias, refletindo a diversidade de causas e patologias associadas. A seguir, apresentamos uma tabela resumida com as principais categorias relacionadas à epigastralgia CID 10:

Código CID 10CategoriaDescrição
K25GastriteInflamação da mucosa gástrica
K26Úlcera gástricaLesão na mucosa do estômago
K27Úlcera duodenalLesão no duodeno
K28EsofagiteInflamação do esôfago
K29Outras gastritesOutros tipos de gastrite
R10.4Dor epigástricaDor localizada na região superior do abdômen, sem causa específica definida

Nota: O código R10.4 refere-se à dor epigástrica não especificada.

Principais causas de epigastralgia

A dor epigástrica pode ser causada por uma variedade de condições clínicas. A seguir, detalhamos as principais causas, organizadas por categorias:

Gastrites e Úlceras

Gastrite

Inflamação da mucosa gástrica, muitas vezes associada ao uso de anti-inflamatórios, consumo de álcool, infecção por Helicobacter pylori ou fatores autoimunes. Pode causar dor que melhora após alimentarse ou com antiácidos.

Úlcera gástrica e duodenal

Lesões que afetam a mucosa do estômago ou duodeno, frequentemente relacionadas a Helicobacter pylori, uso excessivo de anti-inflamatórios ou estresse. A dor costuma aumentar com o estômago vazio.

Refluxo gastroesofágico

A Esofagite por refluxo pode manifestar-se com dor epigástrica, associada à sensação de queimação e azia, agravada após as refeições e ao deitar.

Distúrbios do esôfago

Conduta como esofagite eosinofílica ou espasmo esofágico também podem causar dor epigástrica difusa ou localizada.

Pancreatite

Inflamação do pâncreas, que pode gerar dor forte, irradiada para as costas, frequentemente associada a náuseas e vômitos.

Outras causas

  • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
  • Hérnia de hiato
  • Doença hepática, como hepatite ou cirrose
  • Doença myocardial ou angina
  • Doenças do sistema biliárdico, como cálculos na vesícula

Diagnóstico da epigastralgia CID 10

Para estabelecer o diagnóstico preciso, o clínico deve realizar uma anamnese detalhada, exame físico completo e solicitar exames complementares adequados. A seguir, descrevemos os passos essenciais:

Anamnese

  • Características da dor: início, duração, intensidade, fatores que aliviam ou pioram
  • Presença de sintomas associados: náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal, perda de peso
  • Histórico de uso de medicamentos, consumo de álcool ou tabaco
  • Condições médicas prévias

Exame físico

  • Avaliação da sensibilidade abdominal
  • Verificação de sinais de icterícia ou ascite
  • Outros sinais clínicos relevantes

Exames complementares

ExameFinalidadeRecomendações
Endoscopia digestiva altaVisualizar mucosa gástrica, duodenal e esofágicaPara investigação de gastrite, úlcera ou neoplasia
Ultrassonografia abdominalAvaliação de vísceras, especialmente vesícula, fígado e pâncreasPara investigar patologias hepáticas, pancreáticas e biliárias
Exames laboratoriaisHemograma, provas de função hepática, amilase, lipasePara identificar processos inflamatórios ou infecciosos
Teste de Helicobacter pyloriConfirmar infecção bacterianaPode ser feito por urease respiratória ou testes invasivos na endoscopia

Tratamento e conduta

O tratamento varia de acordo com a causa identificada. Geralmente, inclui:

  • Uso de antiácidos, inibidores de bomba de prótons ou bloqueadores H2
  • Tratamento específico para infecção por Helicobacter pylori, com esquema de antibióticos
  • Modificação do estilo de vida: dieta equilibrada, evitar alimentos irritantes, redução de alcool e tabaco
  • Revisão do uso de medicamentos que possam agravar a mucosa gástrica
  • Cirurgia, em casos complicados ou quando há lesões severas, como perfuração ou sangramento ativo

Frase de destaque:
A correta classificação e investigação da epigastralgia podem evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Qual é o CID 10 mais utilizado para dor epigástrica?

O código mais comum é R10.4 (Dor epigástrica não especificada), porém, a classificação mais específica depende da causa subjacente, como K25 (gastrite) ou K26 (úlcera duodenal).

2. A epigastralgia sempre indica uma condição grave?

Nem sempre. Muitas vezes, é causada por condições benignas como gastrite ou refluxo. No entanto, deve-se ficar atento a sinais de urgência, como dor súbita, vômitos com sangue, perda de peso ou icterícia, que podem indicar patologias graves.

3. Quando procurar um médico?

Sempre que a dor for intensa, persistente, accompagnada de sintomas como vômitos, febre, sinais de sangramento ou perda de peso. A avaliação médica é fundamental para um diagnóstico preciso.

4. Pode a alimentação ajudar a aliviar a epigastralgia?

Sim. Evitar alimentos irritantes e manter uma dieta equilibrada pode contribuir para melhora, especialmente em condições relacionadas a refluxo ou gastrite.

Conclusão

A epigastralgia CID 10 engloba uma vasta gama de condições, que variam desde processos inflamatórios benignos até patologias graves, como neoplasias e doenças do sistema cardiovascular. Uma abordagem diagnóstica criteriosa, baseada na história clínica, exame físico e exames complementares, é fundamental para estabelecer o diagnóstico correto e providenciar o tratamento adequado. Como diz o renomado gastroenterologista Dr. Luiz Gustavo Lopes:

“A precisão no diagnóstico da dor epigástrica é a chave para evitar complicações e garantir uma terapêutica eficaz”.

Lembre-se de que o acompanhamento médico é indispensável para lidar com essa condição, garantindo bem-estar e qualidade de vida ao paciente.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. 2019. Link externo
  2. Fock KM, Talley N. Gastritis and Duodenitis. In: Yamada T, et al. (eds). Sleisinger's Gastrointestinal Pathophysiology. 2nd ed. Springer; 2014.
  3. Malfertheiner P, et al. Management of Helicobacter pylori infection - The Maastricht V/Florence Consensus Report. Gut. 2017;66(1):6-30.
  4. Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Guía de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Gástricas. 2020.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações detalhadas e atualizadas sobre a epigastralgia CID 10, complementando o conhecimento de profissionais de saúde e pacientes.