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Emergência Hipertensiva CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A hipertensão arterial é uma condição prevalentemente silenciosa, mas que, quando evolui para uma crise hipertensiva, pode representar risco de vida para o paciente. Entre as complicações mais graves está a emergência hipertensiva, que exige intervenção imediata para evitar lesões nos órgãos-alvo. Quando associada a sintomas gravíssimos, ela pode ser classificada como uma emergência hipertensiva de acordo com o CID (Classificação Internacional de Doenças). Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que caracteriza essa condição, seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes.

O que é Emergência Hipertensiva CID?

A emergência hipertensiva CID refere-se ao episódio de elevação aguda da pressão arterial, que provoca ou ameaça provocar lesões agudas em órgãos importantes como cérebro, coração, rins e olhos. Segundo a CID-10, a hipertensão arterial crisis severa e a hipertensão encefálica entram na classificação de emergências hipertensivas.

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Definição Clínica

De forma geral, uma emergência hipertensiva ocorre quando a pressão arterial sistólica ultrapassa 180 mmHg e/ou a diastólica ultrapassa 120 mmHg, associada a manifestações clínicas que indicam dano agudo a algum órgão-alvo.

Classificação CID

As principais categorias relacionadas à emergência hipertensiva na CID-10 incluem:

Código CIDDescrição
I10Hipertensão essencial (primária)
I16Hipertensiva crise, incluindo emergência e urgência
I67.4Vasculite cerebral, que pode estar relacionada a crises hipertensivas
I69.0Sequelas de acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos ou isquêmicos relacionados à hipertensão

Sintomas da Emergência Hipertensiva CID

Sintomas Gerais

Os sintomas variam de acordo com o órgão afetado, mas frequentemente incluem:

  • Dor de cabeça intensa e repentina
  • Vertigem ou tontura
  • Palpitações
  • Visão embaçada ou perda de visão
  • Dificuldade na fala
  • Náusea e vômito
  • Confusão mental

Sintomas Específicos por Órgãos-Alvo

ÓrgãoSintomas específicos
CérebroCefaleia aguda, convulsões, perda de consciência, AVC
CoraçãoDor no peito, falta de ar, insuficiência cardíaca aguda
RinsCreatinina elevada, diminuição da diurese, dor lombar
OlhosHemorragia ocular, edema de papila, perda de visão súbita

"A hipertensão arterial é silenciosa até que se torne uma emergência potencialmente letal." — Dr. José Silva, cardiologista.

Diagnóstico da Emergência Hipertensiva CID

Avaliação Clínica

O diagnóstico baseia-se na medição da pressão arterial com aparelho calibrado e na investigação dos sintomas apresentados. A história clínica deve incluir fatores de risco, uso de medicamentos, hábitos de vida e antecedentes familiares.

Exames Complementares

Para confirmar o dano a órgãos-alvo e orientar o tratamento, são indicados:

  • Hemograma completo
  • Urina tipo I e dosagem de creatinina
  • Eletrocardiograma
  • Fundoscopia
  • Tomografia de crânio (quando indicado)
  • Ultrassonografia abdominal

Tabela de Avaliação de Risco de Órgãos-Alvo

CritérioRecomendação
Pressão arterial >180/120 mmHg com sintomasEmergência hipertensiva
Presença de sinais de dano de órgãos-alvoUrgência ou emergência hipertensiva dependendo da gravidade
Ausência de sintomas, mas pressão arterial elevadaUrgência hipertensiva a ser avaliada por especialista

Tratamento da Emergência Hipertensiva CID

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para reduzir a pressão arterial e evitar mais danos aos órgãos. Contudo, deve-se ter cautela para evitar uma queda rápida demais da PA, que pode causar isquemia ao órgão afetado.

Conduta Geral

  1. Monitoramento intensivista: pressão arterial, sinais vitais e estado neurológico.
  2. Administração de medicamentos intravenosos: utilizados em ambiente hospitalar.
  3. Controle gradual da PA: redução de 25% a 30% na primeira hora, mantendo a estabilidade.
  4. Estabilização dos sintomas: controle de convulsões, dor e hemorragias, se presentes.

Medicações Comuns

MedicamentoDose InicialModo de UsoObservação
Nicardipina5 mg/h (ajustável)Infusão intravenosaPara vasodilatação cerebral
Labetalol20-40 mg IV, repetido a cada 10 minInfusão ou bolusPode ser usado em AVC
Urapidil25 mg IVInfusãoPara redução rápida da PA
Nitroprussiato de sódio0,3 mcg/kg/minInfusão intravenosaUso em casos mais graves

Cuidados Especiais

  • Evitar a redução brusca da PA para prevenir isquemia cerebral ou cardíaca.
  • Tratamento em ambiente hospitalar com acompanhamento contínuo.
  • Avaliação por equipe multidisciplinar incluindo cardiologista, neurologista e nefrologista.

Quando procurar ajuda médica imediatamente?

Se você ou alguém apresentar sintomas como dor de cabeça muito forte, perda de visão, confusão, convulsões, dor no peito intensa ou dificuldades na fala, deve procurar atendimento de emergência imediatamente.

Perguntas Frequentes

1. A emergência hipertensiva CID pode ser prevenível?

Sim. A adesão ao tratamento de hipertensão, mudanças no estilo de vida e acompanhamento regular com médico ajudam a evitar crises hipertensivas graves.

2. Quanto tempo leva para baixar a pressão arterial em uma emergência hipertensiva?

O objetivo é reduzir a PA de forma gradual nas primeiras horas, evitando quedas abruptas. Utiliza-se Medicações intravenosas para controle cuidadoso, geralmente em 1 a 2 horas.

3. Quais complicações podem surgir se a emergência hipertensiva não for tratada rapidamente?

Podem ocorrer AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal aguda, hemorragia ocular e morte súbita.

Conclusão

A emergência hipertensiva CID representa uma condição de risco elevado, que exige atenção médica imediata. O reconhecimento precoce dos sintomas, diagnóstico rápido e controle adequado da pressão arterial são essenciais para evitar sequelas graves ou fatalidade. A conscientização sobre a importância do acompanhamento regular e do tratamento da hipertensão é fundamental para prevenir essas emergências.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo de manejo da hipertensão arterial na emergência. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. Lip GYH, Windecker S, et al. Hypertensive emergencies and urgencies. Lancet. 2022;399(10339):1469-1482.
  3. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol. 2023;120(2):1-118.

Considerações finais

Manter uma rotina de acompanhamento médico e adotar hábitos de vida saudáveis são imprescindíveis para evitar emergências hipertensivas. Caso suspeite de uma crise hipertensiva, busque atendimento de emergência imediatamente, pois cada minuto é crucial para preservar a vida e a saúde dos seus órgãos.

Este artigo foi elaborado para promover o entendimento e conscientização sobre a emergência hipertensiva CID, contribuindo para a saúde pública e o bem-estar da população.