Elementos Artificiais da Tabela Periódica: Conheça os Mais Raros e Curiosos
A tabela periódica é uma das ferramentas mais importantes na química, permitindo entender a organização, propriedades e relações entre os elementos químicos. A grande maioria dos elementos naturais já são conhecidos desde os tempos antigos, porém, a descoberta dos elementos artificiais — também chamados de sintéticos — trouxe uma nova dimensão ao estudo da química. Estes elementos, produzidos em laboratórios por meio de processos nucleares, são essenciais para avançar o conhecimento científico e diversas aplicações tecnológicas. Neste artigo, exploraremos os elementos artificiais da tabela periódica, destacando os mais raros, suas características, usos e curiosidades.
O Que São Elementos Artificiais?
Definição
Elementos artificiais são aqueles que não ocorrem naturalmente na Terra em quantidade apreciável e só podem ser produzidos por reações nucleares em laboratórios ou aceleradores de partículas. Geralmente, eles possuem número atômico alto, situado na parte mais distante da tabela periódica.

Como São Criados?
A produção desses elementos envolve a bombardeamento de núcleos de elementos mais leves com partículas subatômicas, como prótons, nêutrons ou partículas alfa. Essas reações nucleares muitas vezes são complexas e exigem equipamentos avançados, como aceleradores de partículas.
Elementos Artificiais na Tabela Periódica
Desde a descoberta do első elemento artificial, o césio-137, foram criados inúmeros outros. Atualmente, há elementos até o número atômico 118, o oganês, que é o elemento mais pesado já sintetizado.
Lista dos Elementos Artificiais
A tabela abaixo apresenta os elementos artificiais conhecidos até o momento, incluindo suas características principais:
| Número Atômico | Elemento | Sigla | Nome Completo | Massa Aproximada | Estado na Natureza | Uso Principal |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 95 | Actínio | Ac | Actínio | 227 u | Artificial | Fontes de radiação na medicina |
| 96 | Tório | Th | Tório | 232 u | Natural | Energia em reatores Nucleares |
| 97 | Néptúnio | Np | Néptúnio | 237 u | Artificial | Pesquisas nucleares, traseiro de armas nucleares |
| 98 | Netúnio | Np | Netúnio | 244 u | Artificial | Pesquisa científica, radioterapia |
| 99 | Einsteinio | Es | Einsteinio | 252 u | Artificial | Pesquisas avançadas |
| 100 | Férmio | Fm | Férmio | 257 u | Artificial | Pesquisa nuclear, produção de outros elementos |
| 101 | Mênedevio | Md | Mênedevio | 258 u | Artificial | Estudos científicos |
| 102 | Nobelio | No | Nobelio | 259 u | Artificial | Pesquisa avançada |
| 103 | Lawrêncio | Lr | Lawrêncio | 262 u | Artificial | Uso em estudos científicos |
| 104 | Rutherfordio | Rf | Rutherfordio | 267 u | Artificial | Pesquisa em física nuclear |
| 105 | Dúbnio | Db | Dúbnio | 270 u | Artificial | Estudos de elementos superpesados |
| 106 | Seabórgio | Sg | Seabórgio | 271 u | Artificial | Pesquisas avançadas |
| 107 | Bohrio | Bh | Bohrio | 270 u | Artificial | Investigação científica |
| 108 | Hassio | Hs | Hassio | 277 u | Artificial | Estudos de elementos superpesados |
| 109 | Meitnério | Mt | Meitnério | 276 u | Artificial | Pesquisas de física nuclear |
| 110 | Darmstádtio | Ds | Darmstádtio | 281 u | Artificial | Pesquisa em física de partículas |
| 111 | Roentgênio | Rg | Roentgênio | 280 u | Artificial | Estudos de elementos superpesados |
| 112 | Copernício | Cn | Copernício | 285 u | Artificial | Pesquisa científica |
| 113 | Nihônio | Nh | Nihônio | 284 u | Artificial | Pesquisas científicas |
| 114 | Fleróvio | Fl | Fleróvio | 289 u | Artificial | Pesquisa avançada em química nuclear |
| 115 | Moscóvio | Mc | Moscóvio | 288 u | Artificial | Estudos científicos |
| 116 | Livermório | Lv | Livermório | 293 u | Artificial | Pesquisa de elementos superpesados |
| 117 | Tennessine | Ts | Tennessine | 294 u | Artificial | Pesquisa nucleossintética |
| 118 | Oganês | Og | Oganês | 294 u | Artificial | Elemento mais pesado já sintetizado |
Curiosidades Sobre Elementos Artificiais
- Muitos desses elementos têm vidas extremamente curtas, alguns permanecem por poucos segundos antes de decair radioativamente.
- O elemento og also known as oganês, além de serem os mais pesados, foi nomeado em homenagem ao cientista russo Yuri Oganessian, que liderou as pesquisas que o sintetizaram.
- Elementos como o hassio e o livermório só podem ser produzidos em laboratórios especializados, sendo altamente instáveis e difíceis de estudar.
A Importância dos Elementos Artificiais
Aplicações na Medicina
Diversos elementos sintéticos, como o césio-137 e o estanho-117m, são utilizados na radioterapia e em exames de diagnóstico por imagem, contribuindo para tratamentos e diagnósticos mais precisos.
Avanços na Ciência
A investigação de elementos superpesados desafia os limites do conhecimento humano sobre a estabilidade nuclear, ajudando na compreensão da estrutura atômica e da força nuclear.
Desenvolvimento Tecnológico
A pesquisa de elementos artificiais impulsiona avanços em aceleradores de partículas, detectores de radiação e tecnologias de energia nuclear, evidenciando a importância do investimento científico.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais os elementos mais recentes sintetizados na tabela periódica?
Os elementos mais recentes até hoje são o livermório (Lv, 118) e o ogano (Og, 118), sintetizados em experimentos realizados na década de 2000.
2. Por que muitos elementos artificiais têm vidas curtas?
Devido à sua alta instabilidade nuclear, esses elementos tendem a decair rapidamente por meio de processos radioativos, muitas vezes em frações de segundo.
3. Como os cientistas produzem elementos superpesados?
Por meio de colisões de núcleos leves em aceleradores de partículas. Essas reações exigem condições extremamente precisas e equipamentos avançados.
4. Qual a importância de estudar elementos artificiais?
Além de expandir o conhecimento científico, esses estudos podem gerar novas aplicações tecnológicas, impulsionar a inovação em energia, medicina e materiais avançados.
Conclusão
Os elementos artificiais da tabela periódica representam o limite do conhecimento humano na manipulação da matéria em nível nuclear. Sua pesquisa é fundamental para entender melhor os processos nucleares, explorar novas aplicações tecnológicas e desafiar os limites da ciência. Com o avanço dos aceleradores de partículas e tecnologias laboratoriais, o futuro promete a descoberta de ainda mais elementos e possíveis novas propriedades, contribuindo para uma compreensão mais profunda do universo. Como disse o químico Marie Curie, “Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido. Agora é a hora de compreender mais, para que possamos temer menos.”
Referências
- IUPAC. (2023). Standard Atomic Weights and Symbols. Disponível em: https://iupac.org
- Sociedade Brasileira de Química. (2022). Elementos químicos artificiais. Disponível em: https://quimicabrasil.org
- Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Pesquisa e desenvolvimento de elementos superpesados. Disponível em: https://iaea.org
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