Elastografia Hepática: Entenda o Código TUSS e sua Importância
Nos últimos anos, a elastografia hepática tem se consolidado como um exame fundamental na avaliação da saúde do fígado, especialmente para detectar e monitorar condições como a cirrose e o emagrecimento de fibrose. Além de sua eficiência clínica, é essencial compreender aspectos relacionados à sua codificação no sistema SUS, especificamente o Código TUSS, que regula o procedimento e influencia na sua acessibilidade e custeio.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a elastografia hepática, a sua codificação TUSS, a importância do procedimento, dúvidas frequentes e a sua relevância na prática clínica.

O que é Elastografia Hepática?
Definição
A elastografia hepática é um exame não invasivo que mede a rigidez do fígado, permitindo a avaliação do grau de fibrose hepática. Ela utiliza ondas de shear wave (onda de cisalhamento) para determinar a elasticidade do tecido hepático, fornecendo informações valiosas sobre a presença de fibrose ou cirrose, muitas vezes antecipando complicações mais graves da doença hepática crônica.
Como funciona?
O procedimento envolve a aplicação de uma vibração na região do fígado, que gera ondas de cisalhamento. Essas ondas se propagam pelo tecido e são captadas por um transdutor, que mede a velocidade de propagação. Quanto mais rígido o tecido, mais rápida será a propagação da onda.
Vantagens
- Não invasivo
- Rápido e seguro
- Pode ser repetido várias vezes
- Geralmente, mais acessível do que uma biópsia hepática
Código TUSS da Elastografia Hepática
O que é o código TUSS?
O TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é um sistema de codificação que estabelece os procedimentos realizados na área de saúde, facilitando o controle, a fiscalização e a faturação dos serviços médicos realizados tanto pelo setor público quanto pelo privado.
Código TUSS da elastografia hepática
Para o procedimento de elastografia hepática, o código vigente é:
| Código TUSS | Descrição | Tipo de Procedimento |
|---|---|---|
| 10118023 | Elastografia hepática por ultrassonografia | Exame diagnóstico não invasivo |
“A correta codificação é fundamental para que o procedimento seja devidamente reconhecido e remunerado, garantindo acesso ao paciente e a sustentabilidade do serviço de saúde.” – (Fonte: Ministério da Saúde)
Importância do Código TUSS
Implementar o código TUSS adequado para elastografia hepática garante:
- Que o procedimento seja reconhecido oficialmente
- Que seja possível a sua realização através do sistema SUS
- Que os profissionais tenham respaldo na cobrança pelos serviços prestados
- Facilitar a análise de dados e elaboração de políticas de saúde pública
Indicações e Benefícios da Elastografia Hepática
Indicações clínicas
- Avaliação de fibrose em pacientes com hepatites virais (HCV, HBV)
- Acompanhamento de doenças hepáticas alcoólicas
- Monitoramento de doenças relacionadas à esteatose hepática
- Avaliação pré-operatória de transplantes hepáticos
- Diagnóstico de cirrose e suas complicações
Benefícios no acompanhamento
- Detecta alterações na estrutura do fígado de forma precoce
- Permite monitoramento regular para avaliar a evolução da doença
- Reduz a necessidade de procedimentos invasivos como biópsia hepática
- Auxilia na decisão terapêutica
Procedimento de Elastografia Hepática
Como é realizado?
O procedimento dura cerca de 10 a 15 minutos e é realizado por um profissional de saúde treinado em ultrassonografia. O paciente deve estar deitado de lado, com a região abdominal exposta. Geralmente, o exame é conduzido com o paciente em jejum para melhor visualização.
Precauções
- Evitar alimentação pesada antes do exame
- Informar o profissional sobre doenças ou procedimentos recentes
- Não realizar em gestantes sem recomendação específica
Tabela Comparativa: Elastografia Hepática x Biópsia hepática
| Aspecto | Elastografia Hepática | Biópsia Hepática |
|---|---|---|
| Invasividade | Não invasivo | Invasivo |
| Risco de complicação | Zero | Possíveis complicações, como sangramento |
| Tempo de realização | 10-15 minutos | 30-60 minutos |
| Custo | Geralmente menor | Mais caro |
| Repetibilidade | Alta | Limitada, pois invasivo |
| Informação | Avaliação de rigidez do fígado | Avaliação de amostra de tecido |
Como solicitar o procedimento no SUS?
Para solicitar a elastografia hepática pelo sistema do SUS, é fundamental que o médico tenha em mãos o Código TUSS adequado (10118023) e a indicação clínica justificada. Além disso, é necessário seguir as etapas padrão de requisição de exames e encaminhamento ao serviço de diagnóstico por imagem habilitado.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A elastografia hepática substitui a biópsia?
Não necessariamente. A elastografia é uma ferramenta excelente para avaliação não invasiva da fibrose, mas em casos específicos ou quando há dúvida diagnóstica, a biópsia hepática pode ainda ser indicada.
2. Quanto tempo leva para obter os resultados?
Geralmente, os resultados estão disponíveis em poucos minutos após o exame, dependendo do equipamento utilizado e do local onde é realizado.
3. O exame é seguro para gestantes?
Sim, a elastografia hepática é considerada um procedimento seguro para gestantes, desde que indicado pelo médico e realizado por profissionais treinados.
4. Quais doenças podem ser detectadas com a elastografia hepática?
Ela ajuda na detecção e acompanhamento de hepatites virais, esteatose hepática, cirrose alcoólica, doenças autoimunes do fígado, entre outras.
5. O procedimento é coberto pelo SUS?
Sim, quando realizado nas instituições habilitadas e com o código TUSS adequado, como o 10118023, a elastografia hepática é coberta pelo SUS na maioria dos casos.
Conclusão
A elastografia hepática representa uma evolução significativa na avaliação das doenças do fígado, oferecendo uma alternativa não invasiva, segura e rápida para detectar fibrose e cirrose. A compreensão do código TUSS (10118023) é fundamental para garantir o acesso ao exame de forma eficiente e adequada no sistema de saúde brasileiro.
A adoção do procedimento, aliada ao entendimento da sua importância clínica, contribui para uma melhor gestão das doenças hepáticas, possibilitando intervenções precoces e acompanhamento contínuo, resultando em melhorias na qualidade de vida dos pacientes.
Referências
Ministério da Saúde. TUSS: Terminologia Unificada da Saúde Suplementar. Disponível em: https://portal.datasus.gov.br
European Association for Study of Liver. EASL Clinical Practice Guidelines: Management of Hepatitis B Virus Infection. J Hepatol. 2017; 67(2): 370-398.
Bota-Miranda A, et al. Elastografia Hepática na Avaliação de Fibrose Hepática: Uma Revisão Atualizada. Rev Bras Gastroenterol. 2020; 52(3): 275-285.
Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C. Disponível em: https://sas.fiocruz.br
“A incorporação de procedimentos como a elastografia hepática no sistema público de saúde reflete o avanço na busca por diagnósticos mais seguros, rápidos e menos invasivos.”
MDBF