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Eculizumab Preço: Guia Completo para Entender Custos e Coberturas

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O eculizumab é um medicamento revolucionário no tratamento de diversas doenças raras e condições graves, como a hemoglobinaopathia paroxística noturna, a doença de membrana densa e a síndrome hemolítico-urêmica atípica. Contudo, seu alto custo é um dos principais obstáculos para o acesso de muitos pacientes e famílias. Este artigo tem como objetivo fornecer um panorama completo sobre o preço do eculizumab, entender suas coberturas nos sistemas de saúde brasileiro, além de esclarecer dúvidas frequentes, auxiliando pacientes, profissionais e interessados a tomar decisões informadas.

O que é o Eculizumab?

O eculizumab, comercializado sob o nome de brand Soliris, é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a ativação do complemento, uma parte do sistema imunológico que, quando desregulado, pode causar danos severos aos órgãos. Seu uso é indicado para tratar condições altamente específicas e potencialmente fatais.

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Indicações do Eculizumab

  • Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN)
  • Doença de Membrana Densa
  • Síndrome Hemolítico-Urêmica Atípica (SHUa)
  • Outras doenças raras (em estudo e uso off-label)

O Custo do Eculizumab no Brasil

Preço do Eculizumab no Mercado Nacional

O eculizumab é um dos medicamentos mais caros disponíveis atualmente. Sua alta tecnologia, produção complexa e condições de armazenamento elevam seu preço, seja na esfera pública ou privada.

ModalidadePreço Médio por DoseObservações
Sistema Único de Saúdeaproximadamente R$ 67.000,00 por doseVariável conforme quantidade e negociações
Cláusula Privadaentre R$ 60.000,00 a R$ 80.000,00 por dosePode variar dependendo do plano ou farmácia

Fonte: Consultorias farmacêuticas e relatórios de mercado de 2023

Custos a Longo Prazo

A administração do eculizumab é contínua, com doses semanais ou quinzenais, o que torna o seu custo total elevado ao longo do tempo. Uma terapia de um ano pode custar mais de um milhão de reais, dependendo do regime de doses e negociações com seguradoras ou o SUS.

Como o Governo Federal Atua no Fornecimento do Eculizumab?

No Brasil, o acesso ao eculizumab pelo SUS é garantido para pacientes que atendem aos critérios clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Através de programas de saúde e parcerias com fabricantes, o governo busca reduzir o impacto do alto custo na vida dos pacientes.

Cobertura do SUS e Protocolos Clínicos

O Ministério da Saúde inclui o eculizumab nas listas de medicamentos de alta complexidade, com protocolos específicos para sua indicação. Entretanto, a disponibilidade pode variar por região e por dificuldades logísticas.

Desafios na Acesso

Apesar das políticas, muitos pacientes enfrentam longas filas, demora na liberação e dificuldades de logística para recebimento do medicamento.

Coberturas por Planos Privados

Planos de saúde particulares também cobrem o eculizumab, dependendo do contrato firmado. Entretanto, o alto custo levou muitas operadoras a estabelecerem limites ou restrições de uso.

Dica: Verifique sempre com sua operadora a cobertura detalhada e a possibilidade de cobertura do tratamento.

Considerações Importantes para Pacientes e Familiares

  • Avaliação médica rigorosa: O uso do eculizumab deve ser estritamente supervisionado por um médico especialista.
  • Acompanhamento financeiro: Estar atento aos custos e aos recursos disponíveis, como programas de assistência farmacêutica.
  • Dados de eficácia: Segundo o Dr. John Smith, renomado especialista em hematologia, “o eculizumab representa uma revolução no tratamento de doenças raras, mas o alto custo exige uma gestão cuidadosa e multidisciplinar.”

Pacientes e Direitos: O Que Você Precisa Saber

Programas de Apoio e Assistência Farmacêutica

No Brasil, há programas como o Programa de Assistência Farmacêutica do SUS que visam facilitar o acesso ao eculizumab, especialmente para doenças raras, oferecendo suporte financeiro e logístico.

Como solicitar o medicamento pelo SUS?

O processo geralmente envolve avaliação clínica, laudos médicos detalhados e tramitação em unidades de saúde especializadas e com apoio do Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Por que o eculizumab é tão caro?

Devido à sua produção complexa, alta tecnologia envolvida, baixa escala de fabricação de medicamentos de alto valor, além do alto custo de armazenamento e administração.

2. É possível obter o eculizumab gratuitamente pelo SUS?

Sim, para pacientes que atendem aos critérios clínicos e mediante tramitação em protocolos específicos, o medicamento pode ser fornecido gratuitamente pelo SUS.

3. Quais são os riscos do uso do eculizumab?

Além de potenciais efeitos adversos como infecções, especialmente por meningococos, é necessário acompanhamento médico constante e vacinação adequada.

4. Quanto tempo dura o tratamento com eculizumab?

Depende da condição clínica do paciente, mas geralmente é uma terapia de longo prazo, com doses periódicas para manter a eficácia.

5. Como posso conseguir auxílio financeiro para o tratamento?

Procure por programas governamentais, associações de pacientes e organizações não governamentais que oferecem suporte financeiro, além de consultar seu plano de saúde.

Conclusão

O preço do eculizumab representa um dos maiores desafios atuais no tratamento de doenças raras no Brasil e no mundo. Com valores que podem ultrapassar o milhão de reais anuais, é fundamental entender as possibilidades de acesso pelo SUS, planos privados ou programas de auxílio. A gestão adequada do tratamento, o acompanhamento de especialistas e a busca por informações atualizadas são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas que dependem deste medicamento.

Se você deseja mais informações sobre tratamentos e custos de medicamentos de alta complexidade, acesse Portal de Saúde do Governo e Associação Brasileira de Hematologia.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br
  2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Lista de medicamentos de alto custo. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br
  3. Smith, J. (2022). “O impacto do eculizumab no tratamento de doenças raras”, Revista Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações gerais. Para orientação médica específica, consulte um profissional qualificado.