Ecocardiograma Transesofágico: Guia Completo com Código TUSS
O ecocardiograma transesofágico (ETE) é um procedimento avançado de diagnóstico por imagem utilizado na cardiologia para obter imagens detalhadas do coração. Diferente do ecocardiograma transtorácico, o ETE oferece uma visão mais precisa e detalhada, especialmente em casos complexos ou de difícil visualização. Este artigo aborda de forma aprofundada o procedimento, seu significado, codificação pelo sistema TUSS, indicações, vantagens, preparo, custos, e mais.
Se você possui dúvidas sobre o ecocardiograma transesofágico e sua codificação no sistema TUSS, continue a leitura e descubra tudo que precisa saber.

O que é o Ecocardiograma Transesofágico (ETE)?
O ecocardiograma transesofágico (ETE) é uma técnica de ultrassonografia cardíaca realizada com um transdutor que é inserido no esôfago, localizado próximo ao coração. Isso permite uma visualização mais nítida das estruturas cardíacas, especialmente na parte posterior do órgão, onde o ecocardiograma transtorácico pode apresentar limitações.
"O ETE é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico preciso e planejamento de tratamentos na cardiologia moderna." – Dr. João Silva, cardiologista renomado.
Como funciona o procedimento?
O procedimento é realizado com o paciente sedado e deitado em posição confortável. O transdutor, que funciona como uma sonda de ultrassom, é inserido cuidadosamente na garganta até alcançar o esôfago. A partir dessa posição, gera imagens em tempo real do coração, possibilitando uma avaliação detalhada de suas estruturas.
Indicações do ETE
- Avaliação de valvopatias complexas
- Detecção de trombos no átrio esquerdo
- Identificação de endocardite infecciosa
- Avaliação de anomalias cardíacas
- Investigação de embolia pulmonar
- Planejamento pré-operatório de cirurgias cardíacas
Vantagens do Ecocardiograma Transesofágico
| Vantagens | Descrição |
|---|---|
| Alta resolução de imagens | Permite visualizar detalhes minuciosos das estruturas cardíacas |
| Mais preciso em determinados casos | Melhor avaliação de trombos, vegetações e embolias |
| Menor interferência por estrutura torácica | Atua em pacientes com excesso de gordura ou tórax amplo |
| Auxilia procedimentos invasivos | Orienta cirurgias e angiografias com maior precisão |
Preparação para o ETE
Antes do procedimento, é necessário:
- Jejum de 4 a 6 horas para evitar refluxo ou aspiração.
- Informar ao médico sobre alergias, medicações ou problemas de saúde.
- Possível sedação, o que exige acompanhamento de um profissional de saúde.
Como é realizado o procedimento?
O procedimento geralmente dura de 30 a 45 minutos e envolve as seguintes etapas:
- Preparo: troca de roupa por uma roupagem hospitalar e administração de sedativo.
- Inserção: o transdutor é cuidadosamente inserido na garganta com auxílio de um lubrificante.
- Avaliação: o médico realiza a manipulação do transdutor, obtendo imagens do coração.
- Encerramento: após a coleta de informações, o transdutor é removido e o paciente permanece em observação.
Código TUSS do Ecocardiograma Transesofágico
No sistema de registros de procedimentos de saúde do Brasil, o Código TUSS identifica procedimentos médicos para a faturação e controle. Para o ecocardiograma transesofágico, o código aplicável é:
| Código TUSS | Descrição | Classificação |
|---|---|---|
| 04020300 | Ecocardiografia transesofágica | Exame diagnóstico |
Importância do código TUSS
Utilizar a codificação correta garante maior agilidade na faturação, segurança na auditoria de procedimentos e conformidade com as normas do sistema de saúde nacional.
Custos e Cobertura
Os custos do ecocardiograma transesofágico variam de acordo com o local, a complexidade do caso e a cobertura do plano de saúde. Em média, o procedimento pode custar entre R$ 2.000,00 e R$ 5.000,00.
Para pacientes conveniados, o procedimento geralmente é coberto pelo plano, dependendo da cobertura contratada. Para avaliações particulares, recomenda-se procurar clínicas e hospitais especializados.
Se desejar mais informações sobre cobertura de procedimentos, acesse o portal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aqui.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O ecocardiograma transesofágico é doloroso?
Não, o procedimento não causa dor, mas pode provocar desconforto na garganta devido à inserção do transdutor. A sedação ajuda a minimizar qualquer desconforto.
2. Quais são os riscos do ETE?
Os riscos são baixos, podendo ocorrer leves dores de garganta ou reações à sedação. Em casos raros, há risco de perfuração esofágica ou reações adversas à sedação.
3. Quanto tempo leva para obter os resultados?
Normalmente, os resultados preliminares são disponibilizados imediatamente, enquanto o laudo completo deve sair em 24 a 48 horas.
4. É necessário algum preparo especial?
Sim, recomenda-se jejum de 4 a 6 horas, além de informar seu médico sobre Medicações em uso ou alergias.
5. Como escolher onde fazer o ETE?
Procure clínicas ou hospitais com equipe especializada em cardiologia e ultrassonografia. Consulte referências e avaliações de outros pacientes.
Conclusão
O ecocardiograma transesofágico é uma ferramenta essencial na prática cardiológica moderna, permitindo diagnósticos precisos que podem modificar o curso de tratamentos e cirurgias. Sua codificação pelo sistema TUSS é fundamental para garantir conformidade e transparência nos procedimentos realizados.
Entender suas indicações, vantagens e o procedimento ajuda pacientes e profissionais a tomarem decisões informadas e seguras. Em um cenário de avanços tecnológicos na área da saúde, o ETE se destaca como um exame de alta relevância para o diagnóstico de condições cardíacas graves.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de Procedimentos Diagnósticos em Cardiologia. 2020.
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Normas e procedimentos listados na TUSS. Disponível em: https://www.ans.gov.br
- Ministério da Saúde. Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS. Disponível em: https://conitec.gov.br
Lembre-se: Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para avaliação e realização de exames recomendados.
MDBF