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Ecocardiograma Fetal: Como É Feito, Procedimentos e Importância

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Durante a gestação, o cuidado com a saúde do bebê ainda no ventre é fundamental para garantir o desenvolvimento adequado e prevenir possíveis complicações. Uma das ferramentas mais importantes para avaliar a saúde do coração do recém-formado é o ecocardiograma fetal. Este exame permite aos médicos visualizarem o coração do bebê em tempo real, identificando possíveis anomalias congênitas ou condições que possam requerer atenção especializada. Neste artigo, abordaremos detalhadamente como é feito o ecocardiograma fetal, os procedimentos envolvidos, sua importância e dicas para as gestantes.

O que é o ecocardiograma fetal?

O ecocardiograma fetal é um exame de ultrassom que avalia a anatomia, estrutura e funcionamento do coração do feto. Ele é recomendado especialmente quando há suspeitas de malformações cardíacas, fatores de risco na gestante ou histórico familiar de cardiopatias congênitas.

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Por que fazer o ecocardiograma fetal?

  • Identificar malformações cardíacas congênitas.
  • Detectar alterações no ritmo ou na funcionalidade do coração.
  • Planejar o acompanhamento e o tratamento pós-parto.
  • Confirmar resultados de exames de rotina, como a ultrassonografia obstétrica padrão.

Como é feito o ecocardiograma fetal

Preparação para o exame

Em geral, o ecocardiograma fetal não requer preparação especial. Recomenda-se que a gestante chegue ao local com a bexiga moderadamente cheia, o que pode facilitar a visualização do bebê, principalmente nas fases iniciais da gestação.

Procedimentos e etapas do exame

1. Avaliação prévia

Antes do exame, o médico ou técnico em ultrassonografia revisa as informações clínicas, incluindo o histórico familiar e exames anteriores, além de explicar o procedimento para a gestante.

2. Posicionamento da gestante

A gestante deverá estar deitada em uma maca, de preferência em posição confortável e com o abdômen exposto, coberto com o gel condutor.

3. Inserção do transdutor

O profissional passa um transdutor (sonda de ultrassom) sobre o abdômen, enviando ondas de alta frequência para captar as imagens do coração do feto.

4. Visualização das estruturas cardíacas

Durante o exame, o técnico ajusta o equipamento para obter imagens em diferentes planos, utilizando técnicas específicas como o Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo.

5. Análise e relato

Após a obtenção das imagens, o médico analisa a anatomia, movimentos, ritmo e fluxo sanguíneo do coração fetal, gerando um laudo detalhado.

Quanto tempo dura o procedimento?

O ecocardiograma fetal costuma durar entre 30 a 45 minutos, dependendo da complexidade do caso e da cooperação do feto.

Técnicas utilizadas no ecocardiograma fetal

TécnicaDescriçãoUtilidade
Ultrassom bidimensional (2D)Imagens em duas dimensões do coração fetalAvaliação estrutural básica
Doppler pulsadoMede a velocidade e direção do fluxo sanguíneo no coraçãoIdentificação de alterações no fluxo sanguíneo
Doppler coloridoVisualiza o fluxo sanguíneo em diferentes coresDetecta obstruções ou regurgitações
Ecocardiografia tridimensional (3D)Imagens em três dimensões, mais detalhadasPlanejamento de possíveis intervenções cirúrgicas

Importância do ecocardiograma fetal

O ecocardiograma fetal é uma ferramenta essencial na medicina fetal, pois possibilita detectar anomalias cardíacas precocemente, muitas vezes antes mesmo de os sintomas se manifestarem após o nascimento.

Benefícios do exame

  • Detecção precoce: Identificação de malformações antes do nascimento.
  • Planejamento do parto: Definição do local e a equipe especializada para o parto.
  • Intervenções antecipadas: Em alguns casos, procedimentos intrauterinos podem ser considerados.
  • Acompanhamento contínuo: Monitoramento da evolução do coração fetal durante a gestação.

Quais condições podem ser identificadas?

  • Comunicação anormal entre as câmaras cardíacas.
  • Obstruções das válvulas.
  • Anomalias nas grandes artérias e veias.
  • Arritmias fetais.
  • Outros distúrbios estruturais ou funcionais.

Quando é indicado fazer o ecocardiograma fetal?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e outras entidades médicas, o ecocardiograma fetal é indicado em situações como:

  • Gestantes com histórico familiar de cardiopatias congênitas.
  • Presença de alterações na ultrassonografia obstétrica padrão.
  • Gestantes com diabetes, lúpus ou uso de certos medicamentos.
  • Gestantes com idades avançadas acima de 35 anos.
  • Diagnóstico de outras malformações fetais.

Para mais informações, acesse o site Sociedade Brasileira de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (SBUSOG).

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O ecocardiograma fetal é doloroso?

Não, o procedimento é indolor e não invasivo. A gestante apenas sente o contato do transdutor com o abdômen durante o exame.

2. Existem riscos associados ao exame?

O ecocardiograma fetal é considerado seguro, pois utiliza ondas de ultrassom sem radiação ionizante.

3. Quando devo fazer o primeiro ecocardiograma fetal?

Geralmente, entre a 18ª e a 22ª semana de gestação, na ultrassonografia de rotina. Casos de risco ou suspeita podem exigir exames adicionais em etapas posteriores.

4. O que acontece se uma alteração for detectada?

O médico pode solicitar exames complementares, acompanhamento mais frequente durante a gestação ou planejamento especializado para o parto e cuidados neonatais.

Conclusão

O ecocardiograma fetal é uma ferramenta indispensável para garantir a saúde do coração do bebê desde a gestação. Sua realização adequada, com profissionais capacitados e tecnologia moderna, possibilita detectar anomalias precocemente, favorecendo um acompanhamento mais assertivo, intervenções oportunas e um parto seguro. Gestantes que apresentam fatores de risco ou suspeitas devem conversar com seu médico obstetra para avaliar a necessidade do exame.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (SBUSOG). Guia de Ultrassonografia Obstétrica. Disponível em: https://sbusog.org/.

  2. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Cardiopatias Congênitas. Ministério da Saúde, 2020.

  3. Pignatelli, R. et al. "Ecocardiografia fetal." Revista Brasileira de Medicina, 2019.

  4. Bachega, H. et al. "Malformações cardíacas congênitas: diagnóstico e manejo." Jornal de Pediatria, 2018.

Referências adicionais

Para aprofundar seu conhecimento sobre o tema, recomendo consultar o site do Ministério da Saúde e a American Heart Association Brasil, que oferecem atualizações e orientações atualizadas sobre cardiopatias congênitas e exames fetais.

Realizar o ecocardiograma fetal no momento adequado e com profissionais qualificados pode fazer toda a diferença para o bem-estar do seu bebê. Cuide-se e aproveite essa fase especial da gestação!