DST: Quais São? Guia Completo Sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) representam uma preocupação constante na saúde pública mundial, incluindo o Brasil. Muitas vezes, elas são cercadas de mitos, estigmas e desconhecimento, o que pode dificultar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Este guia completo tem como objetivo esclarecer as principais dúvidas sobre as DSTs, seus sintomas, formas de transmissão, prevenção e tratamentos, ajudando você a manter sua saúde sexual segura.
Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que mais da metade da população sexualmente ativa terá, pelo menos uma vez na vida, uma DST. Portanto, reconhecer os riscos e buscar informações confiáveis é fundamental para uma vida sexual saudável e consciente.

O que São DSTs?
DSTs, ou Doenças Sexualmente Transmissíveis, são infecções que se transmitem predominantemente através do contato sexual, incluindo relações vaginais, anal e oral. Algumas DSTs podem também ser transmitidas por contato com sangue contaminado ou de mãe para filho durante a gestação ou parto.
As DSTs podem variar de infecções leves, que podem passar despercebidas, a doenças graves, que podem comprometer a saúde reprodutiva e até mesmo colocar a vida em risco. O conhecimento e a prevenção são essenciais para evitar sua disseminação.
Quais São as Principais DSTs?
Existem diversas doenças que podem ser consideradas DSTs, cada uma com seu modo de transmissão, sintomas e tratamentos específicos. A seguir, apresentamos uma tabela com as principais DSTs, suas características, modos de transmissão e formas de tratamento.
| Doença | Agente Etiológico | Sintomas Comuns | Transmissão | Tratamento |
|---|---|---|---|---|
| Gonorreia | Bactéria Neisseria gonorrhoeae | Dor ao urinar, corrimento purulento, dor na relação | Relações sexuais desprotegidas | Antibióticos, indicado por médico |
| Clamídia | Bactéria Chlamydia trachomatis | Corrimento, dor ao urinar, dor abdominal leve | Relações sexuais desprotegidas | Antibióticos, acompanhamento médico |
| Sífilis | Bactéria Treponema pallidum | Lesões, febre, linfonodos inchados | Relações sexuais, pelo contato com lesões infectadas | Penicilina e outros antibióticos |
| Herpes Genital | Vírus Herpes simplex (HSV-2) | Vesículas, dor, queimação, feridas | Contato direto com lesões ou secreções infectadas | Antivirais, controle dos sintomas |
| HPV (Papilomavírus Humano) | Vírus HPV | Verrugas genitais, alterações de câncer de colo do útero | Contato com verrugas ou secreções | Vacina, tratamentos tópicos ou cirúrgicos |
| Hepatite B | Vírus Hepatite B (HBV) | Fadiga, icterícia, dor abdominal, náusea | Relações sexuais, sangue contaminado | Vacina, antivirais |
| HIV/AIDS | Vírus da Imunodeficiência Humana | Febre, fadiga, perda de peso, infecções oportunistas | Relações sexuais desprotegidas, sangue contaminado | Antirretrovirais, prevenção precoce |
| Tricomoníase | Protozoário Trichomonas vaginalis | Corrimento, coceira, desconforto | Relações sexuais desprotegidas | Antiprotozoários, tratamento do parceiro |
Como as DSTs se Transmitem?
O principal modo de transmissão das DSTs é pelo contato sexual sem uso de preservativo. Contudo, algumas doenças podem também ser transmitidas por contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos cortantes ou de infecção, além de transmissão vertical (de mãe para filho na gestação ou parto).
Formas comuns de transmissão incluem:
- Relações vaginais, anais ou orais desprotegidas
- Compartilhamento de seringas ou agulhas contaminadas
- Contato com feridas ou lesões infectadas na área genital
- Transmissão de mãe para filho durante parto ou gravidez
Importante:
O uso consistente e correto de preservativos de látex ou poliuretano é uma das principais formas de prevenção contra DSTs. Além disso, a realização de exames periódicos é fundamental, mesmo na ausência de sintomas.
Como Prevenir as DSTs?
Prevenir as DSTs é possível com medidas simples e eficazes. Aqui estão algumas estratégias essenciais:
Uso de preservativo
Utilizar preservativos durante toda relação sexual, sem exceções, reduz significativamente o risco de transmissão de diversas DSTs.
Testes e exames periódicos
Manter um calendário de exames médicos específicos para DSTs ajuda na detecção precoce e na prevenção de complicações futuras.
Comunicação com o parceiro
Conversar abertamente sobre histórico sexual, testes realizados e uso de proteção é uma prática fundamental para a prevenção.
Vacinação
Vacinas disponíveis, como as contra hepatite B e HPV, oferecem proteção efetiva contra algumas DSTs.
Evitar compartilhamento de objetos pessoais
Itens como lâminhas, navalhas, escovas de dentes ou qualquer objeto cortante podem transmitir doenças infecciosas.
Tratamentos para as DSTs
Embora alguns vírus tenham tratamento apenas sintomático ou controle, muitas bactérias podem ser eliminadas com medicamentos específicos. A seguir, destacamos as estratégias de tratamento:
Antibióticos
Utilizados para tratar DSTs bacterianas, como gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase.
Antivirais
Indicados para doenças virais, como herpes genital, hepatite B e HIV/AIDS.
Importância do acompanhamento médico
Após o diagnóstico, é fundamental seguir corretamente as orientações do profissional de saúde, completar o tratamento e informar o parceiro para que também seja avaliado e tratado, se necessário.
Perguntas Frequentes
1. Como saber se estou com uma DST?
O mais seguro é realizar exames específicos realizados por profissionais da saúde. Muitas DSTs podem ser assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas evidentes.
2. As DSTs podem ser curadas?
Sim, várias DSTs bacterianas, como gonorreia, clamídia e sífilis, podem ser completamente eliminadas com tratamento adequado. Já as vírus como HIV, herpes e HPV, possuem controle, mas podem não ser completamente curados.
3. Posso transmitir DSTs mesmo sem sintomas?
Sim, muitas DSTs podem ser transmitidas mesmo na ausência de sintomas, por isso a importância de testes regulares.
4. Como evitar a transmissão do HIV?
O uso consistente de preservativo, a realização de testes regulares e a profilaxia pré-exposição (PrEP) são estratégias eficazes.
5. Existe vacina para todas as DSTs?
Não. Existem vacinas disponíveis apenas para algumas doenças, como hepatite B e HPV, mas não há vacina para HIV ou herpes.
Conclusão
As DSTs representam um desafio de saúde pública, mas, com educação, prevenção e tratamento adequado, é possível minimizar seus impactos. Conhecer as principais doenças, os modos de transmissão e as formas de prevenção é fundamental para uma vida sexual saudável e segura.
Lembre-se de que a prevenção começa com a informação e a responsabilidade. Realize exames periódicos, use preservativos corretamente e mantenha uma comunicação aberta com seu parceiro. Cuide-se e incentive a higiene e o cuidado com a saúde sexual de quem você ama.
Referências
- Ministério da Saúde. Doenças Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/doencas-sexualmente-transmissiveis
- Organização Mundial da Saúde. Guia Prático de DSTs. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/sexually-transmitted-infections#tab=tab_1
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