DRGE CID: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
A Doença do Refluque Gástrico (DRGE), também conhecida pelo código CID K21, é uma condição comum que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, a DRGE pode causar desconforto, complicações de saúde e afetar significativamente a qualidade de vida do paciente. Neste guia completo, exploraremos tudo o que você precisa saber sobre o diagnóstico, tratamentos disponíveis, fatores de risco e dicas para gerenciar a doença. Se você busca compreender melhor a DRGE com base na classificação CID, este artigo foi feito para você.
O que é a DRGE e por que ela é importante?
A DRGE — Doença do Refluxo Gastroesofágico — é uma condição clínica na qual o ácido do estômago refluxa para o esôfago, causando sintomas como azia, regurgitação e dor no peito, além de potenciais complicações como úlceras esofágicas e esôfago de Barrett. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela afeta cerca de 10% a 20% da população mundial, sendo uma das principais causas de desconforto digestivo.

CID da DRGE
O código CID para a Doença do Refluxo Gástrico é K21. Essa classificação ajuda no registro e na gestão clínica da doença, facilitando o diagnóstico, o tratamento e a pesquisa científica.
Anatomia e fisiopatologia do refluxo gástrico
O refluxo ocorre principalmente devido à disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), que deveria impedir que o conteúdo do estômago retorne ao esôfago. Quando o EEI fica relaxado ou insuficiente, o ácido e outros componentes gástricos podem atingir o esôfago, provocando inflamação (esofagite) e sintomas típicos.
Fatores que contribuem para a DRGE
- Obesidade
- Hérnia de hiato
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Alimentação inadequada
- Uso de certos medicamentos
Diagnóstico da DRGE (CID K21)
Processo diagnóstico
O diagnóstico da DRGE envolve uma combinação de avaliação clínica, exames complementares e, em alguns casos, monitoramento do pH esofágico.
Anamnese e exame físico
O primeiro passo é a avaliação detalhada dos sintomas, histórico médico, hábitos de vida e fatores de risco. Os sintomas mais comuns incluem:
- Azia
- Regurgitação
- Dor no peito
- Dificuldade para engolir
- Tosse crônica
Exames complementares
| Exame | Descrição | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Endoscopia digestiva alta | Avalia inflamação, úlceras, esôfago de Barrett | Sintomas persistentes ou complicados |
| pHmetria esofágica | Mede o grau de refluxo ácido durante 24 horas | Diagnóstico em casos ambíguos |
| Manometria esofágica | Avalia a função muscular do esôfago | Antes de cirurgia |
| Radiografia de contraste | Exclui outras causas de dor torácica | Quando suspeitar de hérnia de hiato |
Importância do diagnóstico adequado
Conforme afirmou o gastroenterologista Dr. João Silva: "A correta avaliação do paciente é fundamental para diferenciar a DRGE de outras patologias torácicas e planejar o melhor tratamento."
Tratamento da DRGE CID K21
Mudanças no estilo de vida
Algumas mudanças simples podem diminuir significativamente os sintomas:
- Evitar alimentos gordurosos, picantes e cafeína
- Não deitar-se após as refeições
- Manter peso adequado
- Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool
- Dormir com a cabeça levemente elevada
Tratamento clínico medicamentoso
Os medicamentos geralmente utilizados incluem:
- Inibidores da bomba de prótons (IBPs): Omeprazol, Pantoprazol
- Antiácidos: Hidróxido de alumínio, Hidróxido de magnésio
- Bloqueadores H2: Ranitidina, Famotidina
"O tratamento medicamentoso é eficaz em grande parte dos casos, mas a adesão às mudanças no estilo de vida é imprescindível para o sucesso do controle da doença." — Dr. João Silva
Tratamento cirúrgico
Quando os medicamentos não controlam bem os sintomas ou há complicações como hérnia de hiato grande ou esôfago de Barrett, a cirurgia pode ser indicada. A cirurgia mais comum é a fundoplicatura de Nissen, que reforça o esfíncter esofágico.
Tabela resumo dos tratamentos
| Opção | Indicação | Benefícios | Riscos / Considerações |
|---|---|---|---|
| Mudanças no estilo de vida | Sintomas leves a moderados | Simples, sem custos | Requer disciplina |
| Medicamentos (IBPs, H2) | Sintomas persistentes ou graves | Rápido alívio | Uso prolongado pode ter efeitos colaterais |
| Cirurgia | Casos refratários ou complicações | Controle definitivo | Riscos cirúrgicos |
Complicações da DRGE
Se não tratada corretamente, a DRGE pode evoluir para complicações sérias, como:
- Esofagite erosiva
- Estenose esofágica
- Esôfago de Barrett (precursor do câncer de esôfago)
- Aspirar conteúdo gástrico, levando a pneumonias
Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A DRGE CID K21 é uma condição grave?
Ela pode ser se não tratada, levando a complicações sérias. No entanto, em muitos casos, com mudanças no estilo de vida e medicação, é possível controlar a doença.
2. Quanto tempo leva para tratar a DRGE?
Depende da gravidade. Em geral, o tratamento medicamentoso pode proporcionar alívio em algumas semanas. A manutenção do tratamento e das mudanças de hábitos é contínua.
3. Existe relação entre DRGE e câncer de esôfago?
Sim, a DRGE não tratada pode evoluir para esôfago de Barrett, que aumenta o risco de câncer esofágico. Por isso, acompanhamento médico é fundamental.
4. A cirurgia é uma boa alternativa?
Para alguns pacientes, especialmente aqueles que não respondem bem aos medicamentos ou têm complicações, a cirurgia é uma opção segura e eficaz.
Conclusão
A DRGE, classificada no CID K21, é uma condição comum, mas potencialmente grave, que demanda atenção adequada. Felizmente, com o diagnóstico precoce, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicação ou cirurgia, é possível controlar os sintomas e prevenir complicações. Conhecer os sinais, fatores de risco e opções de tratamento é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Guia de Doenças Digestivas. 2020.
- Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da DRGE. 2021.
- Silva, J. et al. Refluxo gastroesofágico: avaliação clínica e diagnóstica. Jornal de Gastroenterologia, 2019.
Para ampliar seus conhecimentos, acesse também Revista Brasileira de Gastrenterologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica.
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