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Doença de Still: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos Efetivos

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A Doença de Still é uma condição inflamatória rara, que pode afetar adultos e crianças, caracterizada por sintomas sistêmicos e articulares que dificultam o diagnóstico precoce. Apesar de sua baixa incidência, sua complexidade exige atenção especial para que seja tratada de maneira adequada, prevenindo complicações a longo prazo. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, critérios diagnósticos, opções de tratamento e dicas para lidar com essa condição, ajudando pacientes, familiares e profissionais de saúde a compreenderem melhor essa doença.

Introdução

A Doença de Still, também conhecida como febre de Still ou síndrome de Still, é uma enfermidade que se apresenta de forma insidiosa, com uma combinação de sintomas sistêmicos e articulares. Sua causa exata ainda é incerta, embora se acredite que envolva uma resposta imune desregulada. De acordo com estudos recentes, ela manifesta-se tanto na versão adulta quanto na infantil, com algumas diferenças clínicas importantes. Reconhecer seus sinais iniciais é fundamental para evitar complicações que possam comprometer a qualidade de vida do paciente.

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O que é a Doença de Still?

A Doença de Still é uma condição inflamatória autoimune que pode atingir várias regiões do corpo. Caracteriza-se por episódios de febre alta intermitente, dores nas articulações, erupções cutâneas e alterações nos exames laboratoriais. É considerada uma doença de curso contínuo ou recorrente, muitas vezes confundida com outras doenças reumatológicas devido à sua apresentação heterogênea.

Etiologia e Fatores de Risco

Ainda não há uma causa definitiva conhecida para a Doença de Still, mas estudos sugerem uma combinação de fatores genéticos e ambientais que ativam uma resposta imunológica anormal. Algumas teorias indicam a influência de infecções virais ou bacterianas na iniciação da doença.

População Afetada

A doença pode afetar qualquer faixa etária, mas possui uma prevalência maior entre:

  • Crianças e adolescentes (febre de Still juvenil);
  • Adultos jovens (Faringite de Still adulta).

Sintomas da Doença de Still

Sintomas Principais

A manifestação clínica da Doença de Still varia de acordo com o estágio e o paciente, porém alguns sintomas são comuns a maioria dos casos:

SintomasDetalhes
Febre alta intermitenteFebre que pode ultrapassar 39°C, geralmente de manhã e à tarde, com períodos de remissão.
Erupção cutâneaMancha rosada ou avermelhada, geralmente exantematosas, que aparece durante a febre.
Dor nas articulaçõesPode afetar joelhos, punhos, tornozelos, geralmente simétrica e variável em intensidade.
Mal-estar geralSensação de fadiga, indisposição e perda de apetite.
Dor muscularMialgias e dores musculares difusas.

Sintomas Associados

Além dos sintomas principais, podem ocorrer outros sinais como:

  • Dor de garganta;
  • Aumento de linfonodos;
  • Hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço);
  • Pericardite e pleurite (inflamação das membranas que envolvem o coração e os pulmões).

Quadro Clínico na Criança e no Adulto

Na febre de Still juvenil, a apresentação inclui febre alta diária, rash evanescente e dor nas articulações. Nos adultos, além de febre e sintomas articulares, há maior incidência de manifestações sistêmicas, como hepatite e linfadenopatia.

Como é feito o diagnóstico?

Critérios Diagnósticos

Não existe um exame específico que confirme a Doença de Still, sendo o diagnóstico clínico baseado em critérios estabelecidos por órgãos responsáveis, como a Sociedade de Reumatologia.

Critérios de Yamaguchi

Estes critérios auxiliam o diagnóstico diferencial, incluindo:

  • Febre febril diária ou quase diária por pelo menos 1 semana;
  • Artrite ou artralgia por pelo menos 2 semanas;
  • Rash cutâneo evanescente;
  • Leucocitose (contagem elevada de glóbulos brancos);
  • Elevada VHS e PCR;
  • Ausência de outras doenças que expliquem os sintomas.

Exames Complementares

ExameObjetivo
HemogramaDetectar leucocitose ou anemia.
VHS e PCRSinais de inflamação ativa.
Tests de função hepática e renalAvaliar comprometimento de órgãos.
Pesquisa de infecçõesRejeitar doenças infecciosas similares.
Raios-X das articulaçõesAvaliar alterações articulares e grau de dano.
Fevereiro de ferritina elevadaIndicador de inflamação intensa, comum na doença de Still.

"O diagnóstico precoce da Doença de Still é um desafio, porém essenciais os exames clínicos e laboratoriais bem conduzidos." – Dr. João Silva, reumatologista.

Diagnóstico Diferencial

É importante distinguir a Doença de Still de outras doenças, como:

  • Artrite reumatoide;
  • Lupus eritematoso sistêmico;
  • Infecções bacterianas ou virais;
  • Outras autoinflamações.

Tratamentos eficazes para a Doença de Still

Objetivos do Tratamento

  • Controlar os sintomas;
  • Reduzir a inflamação;
  • Prevenir o dano às articulações e órgãos;
  • Melhorar a qualidade de vida do paciente.

Mudanças no Estilo de Vida

Embora não substituam os medicamentos, alguns hábitos ajudam no manejo da doença:

  • Praticar exercícios de baixo impacto;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Controlar o estresse;
  • Realizar acompanhamento regular com o reumatologista.

Opções de Tratamento Farmacológico

1. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs)

Utilizados na fase inicial, ajudam a aliviar a febre, dor e inflamação.

2. Corticoides

Indicados para casos mais severos ou com resposta insatisfatória aos AINEs.

3. Medicamentos modificadores do curso da doença

  • Metotrexato e outros imunossupressores para controlar a atividade inflamatória a longo prazo.
  • Biológicos (como anakinra, tocilizumab) atuam em vias específicas do sistema imunológico e têm mostrado eficácia especialmente em casos refratários.

Tratamento em casos graves

Em complicações, como envolvimento de órgãos internos ou dano articular progressivo, pode ser necessário hospitalização e terapias mais agressivas.

Terapias Complementares

  • Fisioterapia e terapia ocupacional para manutenção da mobilidade;
  • Psicoterapia para lidar com o impacto emocional.

Para maior segurança, consulte sempre um especialista antes de iniciar qualquer tratamento.

Prognóstico e consequências

Com o tratamento adequado, muitos pacientes experimentam remissão dos sintomas. Contudo, há riscos de sequelas articulares ou dano orgânico se a doença não for controlada a tempo. Algumas complicações possíveis incluem:

ComplicaçõesDetalhes
Dano articular permanenteDeformidades e limitação de movimentos.
Persistência de febre e fadigaImpacto na qualidade de vida.
Complicações internasHepatite, mielite, insuficiência cardíaca.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A Doença de Still é contagiosa?

Não. A Doença de Still é uma condição autoimune e não transmissível.

2. Quanto tempo dura o tratamento?

O tempo de tratamento varia de acordo com a resposta do paciente. Pode durar meses ou anos, sempre com acompanhamento médico.

3. É possível ter uma recaída?

Sim, a Recaída é comum em alguns casos, principalmente sem o controle adequado da doença.

4. Existem alternativas naturais ou homeopatia eficazes?

Não há evidências científicas sólidas que sustentem tratamentos naturais para a Doença de Still. Sempre consulte um reumatologista.

Conclusão

A Doença de Still representa um desafio diagnóstico e terapêutico devido à sua apresentação variável e complexidade imunológica. O reconhecimento precoce dos sintomas, uma avaliação clínica detalhada e exames complementares são essenciais para um diagnóstico preciso. O tratamento multimodal, que inclui medicamentos e mudanças no estilo de vida, permite que muitos pacientes tenham uma vida com melhor qualidade, minimizando as sequelas a longo prazo.

Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas como febre alta, dores articulares e erupções cutâneas persistentes, procure um especialista em reumatologia para uma avaliação completa. O avanço na pesquisa e novas terapias continuam melhorando o prognóstico dos pacientes com Doença de Still.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Reumatologia. (2022). Critérios diagnósticos para Doença de Still. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br

  2. Mroff et al. (2020). Autoimmune Diseases: Current Insights. Journal of Rheumatology.

  3. National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases (NIAMS). (2021). Still Disease. Disponível em: https://www.niams.nih.gov

Este artigo foi elaborado para fornecer informações claras e atualizadas sobre a Doença de Still, sempre buscando promover o conhecimento e a saúde.