Doença de Paget na Mama: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos
A saúde mamária é uma preocupação constante para mulheres de todas as idades, especialmente quando se trata de condições que podem indicar problemas sérios, como a Doença de Paget na Mama. Embora seja uma condição rara, ela merece atenção especial devido à sua associação com câncer de mama subjacente e aos desafios que apresenta no seu diagnóstico e tratamento. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre a Doença de Paget na Mama, abordando sintomas, diagnóstico, tratamentos e dicas importantes para manter sua saúde mamária em dia.
Introdução
A Doença de Paget na Mama é uma condição pouco comum, responsável por uma pequena porcentagem de casos de câncer de mama. Caracteriza-se por alterações na pele da aréola e do mamilo, frequentemente confundidas com condições benignas, o que pode atrasar o diagnóstico adequado. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ela representa aproximadamente 1 a 4% dos cânceres de mama, tornando-se um diagnóstico importante a ser investigado em mulheres com alterações cutâneas no mamilo e arredores.

A abrangência deste artigo visa esclarecer dúvidas, fornecer informações confiáveis e orientar quem suspeita de alguma alteração na mama. Assim, você poderá entender melhor os sintomas, fazer um diagnóstico precoce e buscar o melhor tratamento possível.
O que é a Doença de Paget na Mama?
Definição e origem
A Doença de Paget na Mama é uma condição em que células malignas se proliferam na pele do mamilo e da aréola. Essas células podem se originar de um câncer de mama subjacente — geralmente carcinoma ductal — ou, menos frequentemente, serem uma manifestação primária localizada na pele. O nome "Paget" vem do médico inglês Sir James Paget, que descreveu a condição em 1874.
Como ela se manifesta?
A doença costuma aparecer inicialmente como uma lesão na pele do mamilo ou da aréola, com alterações na aparência, textura ou cor. Com o tempo, podem surgir sintomas como descamação, vermelhidão, coceira e sensação de queimação, além de possíveis vazamentos com aspecto de secreção.
Sintomas da Doença de Paget na Mama
Sintomas iniciais
- Descamação da pele na aréola ou mamilo
- Vermelhidão ou eritema
- Coceira ou queimação na região afetada
- Ressecamento, descamação ou crostas
- Sensação de ardor ou desconforto
- Vazamento de secreção serosa, que pode estar associé a lesões
Sintomas avançados
Se não tratado, o quadro pode evoluir para:
- Ulceras na pele do mamilo ou aréola
- Aumento ou retração do mamilo
- Alterações na forma do seio
- Presença de nódulos ou massas na mama
- Dores ou sensibilidade na região mamária
Como distinguir a Doença de Paget de outras condições?
Muitas das manifestações podem ser confundidas com dermatites, eczema ou infecções, o que reforça a importância de procurar um especialista ao notar alterações persistentes na pele mamária.
Diagnóstico da Doença de Paget na Mama
Avaliação clínica
O primeiro passo é a inspeção detalhada da mama, levando em consideração histórico de sintomas e inspeção visual de alterações na pele, além de exame físico completo.
Exames complementares
| Exame | Objetivo | Quando indicado | Observações |
|---|---|---|---|
| Mamografia | Detectar tumores internos ou alterações estruturais | Suspeita clínica ou rotina de rastreamento | Pode não identificar alterações cutâneas isoladas |
| Ultrassonografia da mama | Avaliar possíveis massas ou cistos | Complementar à mamografia | Útil em mamas densas |
| Biópsia de pele | Confirmar a presença de células malignas | Quando há lesão suspeita na pele | Pode ser uma biópsia incisional ou excisional |
| Biópsia do tecido mamário | Detectar câncer de mama associado | Suspeita de tumor interno | Fundamental para determinar o estado da doença |
Diagnóstico diferencial
É importante diferenciar a Doença de Paget de condições como eczema, psoríase ou infecções de pele. Para isso, a biópsia é indispensável e possibilita detectar células carcinomatosas na epiderme.
Tratamentos para a Doença de Paget na Mama
Tratamento cirúrgico
A cirurgia é o tratamento padrão para a Doença de Paget, podendo variar de acordo com a extensão da lesão e a presença de câncer subjacente.
- Mastectomia: remoção completa da mama, indicada em casos extensos ou com câncer avançado.
- Cirurgia conservadora: preserva a maior parte da mama e remove apenas a área afetada, seguida de radioterapia, quando necessário.
- Remoção do mamilo e aréola: procedimento comum em casos iniciais, principalmente se não houver câncer interno.
Tratamento complementar
- Radioterapia: usada principalmente após cirurgia conservadora ou em casos de câncer sensível à radiação.
- Quimioterapia: indicada quando há câncer invasivo ou metastático.
- Terapia hormonal: em tumores hormonodependentes, visando controlar a proliferação tumoral.
Cuidados e acompanhamento
Após o tratamento, o acompanhamento regular com o mastologista é fundamental para monitorar possíveis recidivas ou complicações. Além disso, exames de imagem periódicos e avaliação clínica ajudam na detecção precoce de problemas futuros.
Importância do Diagnóstico Precoce
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais agressivos. A identificação de sintomas iniciais, mesmo que pareçam benignos, deve levar à consulta médica especializada.
Dicas para manter a saúde mamária
- Faça autoexames mamários regularmente, preferencialmente uma semana após o período menstrual.
- Realize mamografias periódicas conforme orientação médica, principalmente após os 40 anos.
- Mantenha a pele da região mamária hidratada e evite traumas ou irritações.
- Procure um especialista ao perceber alterações na pele do mamilo ou da aréola.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A Doença de Paget na Mama sempre acompanha câncer de mama?
Nem sempre. Em alguns casos, ela pode ocorrer sem câncer subjacente, embora na maioria das vezes esteja associada a um carcinoma ductal. A avaliação médica detalhada é essencial para determinar a situação.
2. É possível tratar a Doença de Paget sem cirurgia?
A cirurgia é, atualmente, o tratamento padrão devido à sua eficácia na remoção do tecido afetado. Outros tratamentos podem ser utilizados como complemento, dependendo do caso.
3. Quanto tempo dura o tratamento?
O tempo varia conforme a extensão da doença, tipos de cirurgia e necessidade de terapias complementares. Geralmente, inclui uma fase cirúrgica e acompanhamento de meses ou anos.
4. A Doença de Paget pode recidivar?
Sim, há risco de recidiva, especialmente se a doença não for detectada precocemente ou se o tratamento não for seguido corretamente. O acompanhamento regular é fundamental.
5. Como posso prevenir a Doença de Paget na Mama?
Embora não seja possível prevenir completamente, a detecção precoce de alterações, o mantenimento de hábitos saudáveis e visitas regulares ao mastologista ajudam a reduzir riscos.
Conclusão
A Doença de Paget na Mama, embora rara, representa uma condição que exige atenção e diagnóstico precoce. Seus sintomas iniciais muitas vezes podem ser confundidos com problemas benignos, mas é fundamental procurar ajuda especializada ao notar qualquer alteração cutânea na região mamária.
O tratamento eficaz, geralmente baseado em cirurgia e terapias complementares, oferece altas taxas de cura, especialmente quando realizado em estágio inicial. Portanto, manter uma rotina de autocuidado, realizar exames de rotina e estar atento às mudanças na sua saúde mamária são passos essenciais para garantir bem-estar e prevenir complicações.
Lembre-se de que a detecção precoce salva vidas, e a sua saúde é prioridade. Para saber mais, consulte fontes confiáveis, como o INCA – Instituto Nacional de Câncer e o Sociedade Brasileira de Mastologia.
Referências
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). "Câncer de Mama." Disponível em: https://www.inca.gov.br
- Sociedade Brasileira de Mastologia. "Doença de Paget da Mama." Disponível em: https://www.mastologia.org.br
- Silva, A. et al. (2020). Abordagem atual na Doença de Paget na Mama. Revista Brasileira de Oncologia.
- Kumar, S., Abbas, A. K., & Aster, J. C. (2018). Robbin & Cotran: Patologia Estrutural e Funcional. Elsevier.
Cuide-se, informe-se e busque sempre orientação de um profissional de saúde especializado.
MDBF