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Doença de Mão Pé e Boca: Sintomas, Transmissão e Tratamento

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A Doença de Mão Pé e Boca é uma condição altamente contagiosa que afeta principalmente crianças, mas pode acometer indivíduos de todas as idades. Caracterizada por uma combinação de febre, feridas dolorosas na boca e erupções cutâneas nas mãos e pés, ela causa desconforto significativo e pode levar a complicações se não for tratada adequadamente. Com o aumento das preocupações globais sobre doenças infecciosas, é fundamental entender os sintomas, formas de transmissão, métodos de tratamento e quais cuidados tomar para prevenir seu contágio.

Este artigo fornece uma análise completa sobre a Doença de Mão Pé e Boca, abordando tópicos essenciais para pais, responsáveis, profissionais de saúde e toda a comunidade interessada. Além de apresentar informações atualizadas, este conteúdo foi otimizado para mecanismos de busca, facilitando o acesso às informações corretas e confiáveis.

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O que é a Doença de Mão Pé e Boca?

A Doença de Mão Pé e Boca é uma infecção viral causada principalmente pelo vírus Coxsackie A16, embora outros enterovírus também possam estar envolvidos. Trata-se de uma doença viral comum na infância, especialmente entre crianças menores de 5 anos, mas que também pode afetar adultos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma condição de rápida propagação, caracterizada por uma combinação de sinais clínicos que afetam a mucosa oral e a pele nas extremidades. A doença não costuma apresentar complicações graves na maioria dos casos, mas pode causar desconforto intenso e, em situações específicas, levar a complicações mais sérias.

Causas e agentes etiológicos

A principal causa da Doença de Mão Pé e Boca é a infecção por vírus do gênero Enterovírus, especialmente:

VírusCaracterísticasPeríodo de Infectividade
Coxsackie A16Mais comum na maioria dos casosDesde o primeiro sintoma até a resolução das lesões
Enterovírus 71Pode estar associado a quadros mais graves e complicaçõesSemelhante ao Coxsackie A16

Fatores de risco

  • Contato próximo com pessoas infectadas
  • Presença em ambientes fechados com aglomeração
  • Sistema imunológico comprometido
  • Má higiene pessoal e ambiente insalubre

Para uma compreensão mais aprofundada sobre os vírus que causam essa doença, recomendo a leitura no Ministério da Saúde.

Sintomas da Doença de Mão Pé e Boca

Sintomas iniciais

Os sintomas geralmente aparecem de 3 a 7 dias após o contato com o vírus. Os principais sinais incluem:

  • Febre alta ou moderada
  • Mal-estar geral
  • Dor de cabeça
  • Perda de apetite
  • Dor de garganta

Sintomas característicos

Após os sintomas iniciais, surgem as manifestações específicas:

Manifestações na boca

  • Feridas ou úlceras dolorosas na mucosa bucal
  • Lesões de tamanho variado, com bordas vermelhas e centros brancos ou cinzentos
  • Dificuldade para comer e beber devido à dor

Manifestações na pele

  • Erupções avermelhadas nas mãos, pés, joelhos e nádegas
  • Vesículas que podem evoluir para crostas
  • Prurido leve ou desconforto na área afetada

Tabela de sintomas

FaseSintomasDuração
InícioFebre, dor de garganta, mal-estar2-3 dias
DesenvolvimentoFeridas na boca, erupções cutâneas3-7 dias
RecuperaçãoDesaparecimento das lesões, melhora do quadro geral7-10 dias

Quadro clínico completo

SintomasFrequênciaPotencial gravidade
FebreComumModerada a alta
Feridas na bocaMuito comumDolorosas
Manifestações cutâneasComum nas mãos, pés e áreas posterioresLeve a moderada
CefaleiaFrequenteLeve a moderada
Perda de apetiteFrequenteLeve a moderada

Como é feita a transmissão?

A transmissão da Doença de Mão Pé e Boca ocorre principalmente por contato direto com secreções de pessoas infectadas, incluindo saliva, fezes, vesículas na pele ou objetos contaminados.

Formas de transmissão

  • Contato com secreções: saliva, fezes, vesículas ou muco nasal
  • Contato com objetos contaminados: brinquedos, utensílios, roupas
  • Após tomar água ou alimentos contaminados
  • Por transmissão respiratória: espirros ou tosse de pessoas infectadas

A doença é altamente contagiosa, especialmente nos primeiros dias de sintomas, embora a pessoa possa continuar disseminando o vírus por até duas semanas após a recuperação.

Como evitar a transmissão?

  • Higiene rigorosa das mãos
  • Desinfecção de objetos e superfícies
  • Evitar contato próximo com pessoas infectadas
  • Manter o ambiente limpo e arejado

Para mais dicas de prevenção, acesse a fonte do Ministério da Saúde aqui.

Diagnóstico

O diagnóstico da Doença de Mão Pé e Boca é clínico, baseado na avaliação dos sintomas e sinais apresentados pelo paciente. Em alguns casos, testes laboratoriais podem ser realizados para confirmação, especialmente em quadros atípicos ou graves.

Testes laboratoriais

Tipo de testeDescriçãoQuando é indicado
Cultura viralIsolamento do vírus em laboratórioDiagnóstico em casos duvidosos
HTA (Testes sorológicos)Detecção de anticorpos contra vírusPesquisa em estudos epidemiológicos
PCR (Reação em cadeia da polimerase)Detecta material genético do vírusDiagnóstico rápido e preciso

Tratamento da Doença de Mão Pé e Boca

Até o momento, não há um antiviral específico para tratar a Doença de Mão Pé e Boca. O manejo é basicamente de suporte, visando aliviar sintomas e evitar complicações.

Medidas recomendadas

  • Repouso: fundamental para a recuperação
  • Hidratação adequada: ingestão de líquidos, água e sucos para prevenir a desidratação
  • Alívio da dor e febre: uso de analgésicos e antipiréticos, como paracetamol ou ibuprofeno
  • Alimentação adequada: alimentos leves, evitando aqueles que irritam as lesões na boca
  • Cuidados com a higiene bucal: uso de escova macia e enxaguantes suaves

Cuidados adicionais

MedidasObjetivo
Manter ambiente limpoReduzir risco de contaminação
Isolamento de pacientePrevenir transmissão para outras pessoas
Monitorar sinais de complicaçãoComo febre alta persistente ou desidratação

Quando procurar um médico?

  • Se houver sinais de desidratação (boca seca, ausência de urina)
  • Caso os sintomas se agravarem ou persistirem por mais de uma semana
  • Se apresentarem sinais de complicações neurológicas ou cardíacas

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A Doença de Mão Pé e Boca é contagiosa?

Sim, ela é altamente contagiosa, especialmente nos primeiros dias de sintomas.

2. Crianças podem retornar à escola após a doença?

Recomenda-se que a criança permaneça em casa até que as lesões cicatrizem e não haja secreções contagiosas, normalmente após cerca de uma semana.

3. Existe vacina contra a doença?

Atualmente, não há vacina disponível. A prevenção baseia-se na higiene e no isolamento dos infectados.

4. Pode afetar adultos?

Sim, adultos podem contrair a doença, embora geralmente apresentem quadros mais leves ou até assintomáticos.

5. Quais são as complicações possíveis?

Em casos raros, podem ocorrer complicações como desidratação, meningite viral, encefalite ou complicações cardíacas.

Conclusão

A Doença de Mão Pé e Boca, apesar de ser uma enfermidade comum, requer atenção e cuidados específicos para evitar complicações e a propagação. A principal estratégia de combate é a prevenção por meio de higiene adequada, isolamento de casos e conscientização. O tratamento é sintomático, focado no alívio do desconforto e na manutenção da hidratação.

Profissionais de saúde são essenciais na orientação adequada, diagnóstico e manejo da doença. Com informações corretas e precaução, é possível reduzir significativamente o impacto dessa condição na saúde pública.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Doença de Mão Pé e Boca. disponível em: OMS - Mão Pé e Boca
  2. Ministério da Saúde. Doenças infecciosas. Governo Federal. disponível em: Ministério da Saúde
  3. Instituto Butantan. Vírus Coxsackie e enterovírus. Disponível em: Instituto Butantan

Considerações finais

A atenção aos sintomas, a higiene adequada e o isolamento nos primeiros sinais da doença são essenciais para controlar a disseminação. Conhecer os sinais de alerta e buscar atendimento médico quando necessário garantem uma recuperação mais rápida e segura para o paciente e a comunidade.

Lembre-se: informações médicas sempre devem ser validadas com um profissional de saúde. O conteúdo aqui apresentado é educativo e não substitui uma avaliação médica especializada.