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Doença Arterial Obstrutiva Periférica CID: Sintomas e Tratamentos

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A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), conhecida também pelo código CID-10 I73.9, é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, impactando significativamente a qualidade de vida de quem convive com ela. Essa enfermidade caracteriza-se pela obstrução ou estreitamento das artérias que fornecem sangue para os membros inferiores, podendo evoluir para complicações sérias, como amputações e aumento do risco cardiovascular.

A importância de compreender os sintomas, fatores de risco e opções de tratamento para a DAOP é fundamental para promover diagnósticos precoces e intervenções eficazes. Este artigo visa oferecer uma abordagem detalhada sobre a doença, abordando suas características, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis e dúvidas frequentes, sempre com foco na otimização para mecanismos de busca (SEO).

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O que é a Doença Arterial Obstrutiva Periférica?

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica é uma condição que ocorre quando há uma obstrução nas artérias que irrigam os membros inferiores, resultando em uma diminuição do fluxo sanguíneo. Essa redução provoca sintomas como dor, cãibras e sensação de cansaço nas pernas, especialmente durante atividades físicas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a DAOP é uma das principais manifestações da doença arterial aterosclerótica, sendo responsável por uma alta taxa de morbidade e mortalidade entre os pacientes cardiovasculares.

Causas da DAOP

As principais causas envolvem a formação de placas de ateroma, compostas por gordura, cálcio e outras substâncias lipídicas, que aderem às paredes arteriais, estreitando ou bloqueando o fluxo sanguíneo. Fatores de risco incluem:

  • Tabagismo
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Dislipidemia
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Idade avançada

Sintomas da Doença Arterial Obstrutiva Periférica

Os sintomas variam de leves a graves, dependendo do grau de obstrução arterial. Muitos pacientes permanecem assintomáticos nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Sinais e Sintomas Comuns

Claudicação Intermitente

É o sintoma clássico da DAOP e caracteriza-se por dores ou cãibras nas pernas durante a caminhada, que passam com o repouso. Geralmente, ocorre nas panturrilhas, mas pode afetar também coxas ou nádegas.

Outros Sintomas

  • Sensação de peso ou fadiga nas pernas
  • Sensação de formigamento ou dormência
  • Peles frias ou pálidas nos membros afetados
  • Feridas que não cicatrizam
  • Perda de pelos nas pernas
  • Cãibras noturnas
  • Dor em repouso, indicativa de estágio avançado

Tabela de Sintomas da DAOP

EstágioSintomasDescrição
LeveClaudicação leveDor discreta ao caminhar, que desaparece após repouso
ModeradoClaudicação moderadaDor mais intensa, com maior limitação na caminhada
GraveDor em repousoDor constante, causando desconforto mesmo em repouso
CríticoFeridas ou gangrenaPerfuração ou morte de tecido por falta de sangue

Diagnóstico da DAOP

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves. Além da anamnese detalhada, exames específicos auxiliam na confirmação.

Exames Utilizados

Índice tornozelo-braquial (ITB)

Este é um exame simples e importante, que compara a pressão arterial nos tornozelos e braços. Valores abaixo de 0,9 indicam obstrução arterial.

Doppler vascular

Permite avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias, identificando áreas de obstrução ou estreitamento.

Angiotomografia e arteriografia

Exames de imagem que oferecem detalhes precisos da anatomia arterial, auxiliando no planejamento do tratamento cirúrgico ou endovascular.

Importância do diagnóstico precoce

Segundo especialistas, "a detecção e intervenção precoces podem prevenir a progressão da doença e evitar complicações graves, como amputações." (Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular)

Tratamentos para DAOP

As opções de tratamento variam de acordo com o estágio da doença, gravidade dos sintomas e condições clínicas do paciente.

Mudanças no Estilo de Vida

Alterações no estilo de vida são fundamentais para o controle da DAOP e redução do risco cardiovascular:

  • Cessar tabagismo
  • Praticar atividade física regular (sob orientação médica)
  • Manter dieta equilibrada, pobre em gorduras saturadas e açúcares
  • Controlar hipertensão, diabetes e dislipidemia
  • Perder peso, se necessário

Tratamento Farmacológico

Medicamentos que podem ser indicados incluem:

ClasseExemploObjetivo
AntiplaquetáriosDipiridamol, AspirinaReduzir risco de formação de novas placas
EstatinasAtorvastatina, SimvastatinaControlar colesterol LDL
VasodilatadoresCilostazolMelhorar fluxo sanguíneo e aliviar sintomas

Intervenções Cirúrgicas e Endovasculares

Quando o tratamento clínico não é suficiente, procedimentos invasivos podem ser necessários:

  • Angioplastia com colocação de stent: técnica minimamente invasiva que dilata a artéria obstruída.
  • Bypass arterial: cirurgia que desvia o fluxo sanguíneo ao redor da obstrução.
  • Remoção da placa: cirurgia de endarterectomia em casos avançados.

Para entender melhor as opções disponíveis, confira o link Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular.

Perguntas Frequentes sobre DAOP

1. Quem tem maior risco de desenvolver DAOP?

Indivíduos com fatores de risco como idade avançada, tabagismo, diabetes, hipertensão, dislipidemia e sedentarismo estão mais propensos a desenvolver a doença.

2. Como saber se tenho DAOP?

Além dos sintomas clássicos, o diagnóstico é confirmado por exames como o índice tornozelo-braquial e exames de imagem.

3. A DAOP pode ser prevenindo?

Sim. A adoção de hábitos saudáveis, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico regular são essenciais na prevenção.

4. Quais as complicações da DAOP não tratada?

Podem incluir feridas que não cicatrizam, infecção, gangrena e amputação do membro afetado, além do aumento do risco de eventos cardiovasculares maiores.

5. Existe cura para a DAOP?

Não há cura definitiva, mas o controle adequado dos fatores de risco e o tratamento podem estabilizar a doença, aliviar sintomas e prevenir complicações graves.

Conclusão

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica representa um desafio de saúde pública, devido à sua prevalência e impacto na qualidade de vida dos pacientes. O reconhecimento precoce dos sintomas, aliado a um diagnóstico eficiente e ao tratamento adequado, pode fazer toda a diferença na evolução da doença.

A adoção de hábitos saudáveis, o acompanhamento médico regular e a conscientização sobre fatores de risco são pilares essenciais na prevenção e controle da DAOP. Como citou o cardiologista Dr. Paulo Santos: "O cuidado com a saúde vascular não deve ficar em segundo plano, pois a prevenção é sempre o melhor caminho."

Se você suspeita de DAOP ou apresenta sintomas relacionados, procure um profissional de saúde para avaliação completa. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de sucesso na gestão da doença.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. https://angio.org.br/
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. 2021.
  • Associação Americana de Cirurgia Vascular. Clinical Practice Guidelines. 2022.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Doenças Vasculares Periféricas. 2020.

Lembre-se: A saúde dos seus membros inferiores é importante. Cuide-se, mantenha hábitos saudáveis e consulte seu médico regularmente.