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DM2 Insulino Dependente CID: Entenda Tudo Sobre o Diabetes Tipo 2

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O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Conhecido por sua complexidade, o DM2 possui diferentes formas de manejo, incluindo o uso de insulina. Uma particularidade importante para profissionais de saúde, pacientes e familiares é o código CID (Classificação Internacional de Doenças), que padroniza a classificação da doença em sistemas de saúde.

Quando o DM2 evolui de maneira que o paciente torna-se dependente de insulina, essa condição é identificada pelo código CID específico. Neste artigo, vamos explorar tudo sobre o DM2 insulino dependente CID, esclarecendo dúvidas, abordando tratamentos, sintomas, causas, e dicas de manejo, de maneira otimizada para mecanismos de busca (SEO).

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O que é o DM2 Insulino Dependente CID?

O DM2 insulino dependente CID refere-se a uma classificação específica atribuída pelo sistema internacional de codificação de doenças, o CID-10, à condição de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 que necessitam de insulina para controlar suas taxas glicêmicas.

Classificação CID do DM2 insulino dependente

  • CID-10: E11.9 – Diabetes Mellitus não insulino dependente, sem complicações.
  • CID-10 para situação de insulina dependência no DM2:

  • E11.65 – Diabetes mellitus tipo 2 com hiperglicemia severa com necessidade de insulina.

Embora esses códigos possam variar dependendo do país e do sistema de saúde, eles ajudam a identificar com precisão a condição para fins médicos e administrativos.

Diferenças entre DM2 insulino dependente e não insulino dependente

CaracterísticasDM2 Não Insulino DependenteDM2 Insulino Dependente (CID)
Início da doençaGeralmente associada a fatores de risco como obesidadeEvolução natural que requer uso de insulina
Necessidade de insulinaRaramente necessário inicialmenteNecessário para controle glicêmico
Controle com medicamentos oraisSimNão, a insulina é essencial
Progressão da doençaPode ser controlada por mudanças no estilo de vidaRequer intervenção com insulina devido à deterioração da função pancreática

Causas e Fatores de Risco para o DM2 Insulino Dependente CID

O desenvolvimento de diabetes do tipo 2 insulino dependente ocorre por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais, como:

  • Obesidade: O excesso de peso aumenta a resistência à insulina.
  • Sedentarismo: A falta de atividade física piora o controle glicêmico.
  • Dieta pobre em nutrientes: Consumo elevado de açúcares e gorduras trans.
  • Fatores genéticos: Histórico familiar de diabetes.
  • Idade avançada: A incidência aumenta com o envelhecimento.
  • Estresse e fatores emocionais: Elevam os níveis de cortisol, afetando a glicemia.

Sintomas do DM2 Insulino Dependente CID

Os sinais e sintomas podem variar de leves a severos, especialmente nos estágios finais ou após episódios de hiperglicemia descontrolada.

Sintomas comuns incluem:

  • Sede excessiva (polidipsia)
  • Urina frequente (poliúria)
  • Fome constante (polifagia)
  • Perda de peso inexplicada
  • Fadiga e fraqueza
  • Visão turva
  • Infecções recorrentes, como candidíase genital
  • Lesões de cicatrização lenta

“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações graves do diabetes”, afirma o endocrinologista Dr. João Silva.

Diagnóstico do DM2 Insulino Dependente CID

Para identificar o DM2, incluindo o insulino dependente, os profissionais de saúde utilizam exames laboratoriais básicos:

  • Glicemia de jejum
  • Hemoglobina glicada (A1c)
  • Teste de tolerância à glicose
  • Exame de perfil lipídico

A classificação como insulino dependente é feita com base na avaliação clínica, na necessidade de insulina, e na evolução da doença.

Tratamento e manejo do DM2 insulino dependente CID

O controle do DM2 insulino dependente exige uma abordagem multidisciplinar, incluindo mudanças no estilo de vida, medicamentos e monitoramento rigoroso.

Estratégias de tratamento

  • Uso de insulina: Obtenção de níveis glicêmicos adequados.
  • Medicamentos orais: Em alguns casos, podem ser utilizados temporariamente ou concomitantemente com insulina.
  • Dieta balanceada: Redução de carboidratos simples e aumento de fibras.
  • Atividade física regular: Ajudar na resistência à insulina.
  • Controle do peso corporal: Fundamental para melhorar o controle glicêmico.
  • Educação em diabetes: Capacitar o paciente para autogerenciamento.

Tabela: Medicações utilizadas no tratamento do DM2 insulino dependente

MedicaçãoModo de açãoObservações
InsulinaReduz glicemia por facilitar a entrada de glicosePode ser aplicada via subcutânea e ajustada conforme necessidade
MetforminaMelhora a sensibilidade à insulinaUso em combinação com insulina em alguns casos
SulfonilureiasEstimulam produção de insulina pelo pâncreasRisco de hipoglicemia
Inibidores de SGLT2Eliminam glicose pela urinaRecomendados com precaução dependendo do paciente

Importância do acompanhamento médico contínuo

O monitoramento regular é essencial para ajustar a dosagem de insulina e preserving a saúde do paciente. Além disso, prevenir complicações como retinopatia, neuropatia, nefropatia, doenças cardiovasculares e amputações é uma prioridade na gestão do diabetes insulino dependente.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que significa o código CID para o DM2 insulino dependente?

O código CID, especificamente o E11.65, indica que o paciente com Diabetes Mellitus Tipo 2 necessita de insulina para controle glicêmico, diferenciando-se de versões não insulino dependentes.

2. O DM2 pode evoluir para insulino dependente?

Sim. Muitos pacientes inicialmente controlam o diabetes com medicamentos orais, mas com o tempo, devido à deterioração da função pancreática, tornam-se dependentes de insulina.

3. É possível reverter o DM2 insulino dependente?

Ainda que o controle rigoroso e mudanças no estilo de vida possam melhorar o quadro, geralmente a dependência de insulina é uma condição de manejo crônico, não reversível, mas controlável.

4. Quais os riscos de não tratar o DM2 insulino dependente?

Complicações sérias como doenças cardiovasculares, dano renal, problemas de visão, infecções recorrentes e amputações podem ocorrer se o tratamento não for adequado.

Conclusão

O DM2 insulino dependente CID representa uma fase avançada da doença que exige atenção e tratamento específico. Com o progresso na medicina e a educação adequada, é possível gerir a condição de forma eficaz, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações sérias. O entendimento dos códigos CID ajuda na comunicação clínica e na formulação de estratégias de tratamento.

Se você ou alguém próximo sofre de Diabetes Mellitus Tipo 2, mantenha acompanhamento regular com profissionais de saúde, adote hábitos saudáveis e utilize as medicações prescritas corretamente.

Para mais informações, consulte Ministério da Saúde - Diabetes, e Portal da Diabetes Brasil.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão.
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes. Manual de condutas em diabetes.
  3. Silva, J. et al. (2020). Manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2: abordagem contemporânea. Revista Brasileira de Endocrinologia & Diabetes.
  4. Ministério da Saúde. Guia para o manejo do diabetes no Brasil.

Lembre-se: a informação fornecida neste artigo não substitui o aconselhamento médico. Procure sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento.